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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O Trajeto Escolar: Cultura da valorização da independência das crianças

Trajeto Escolar no Japão

No Japão é comum que as crianças de 6 anos, que ingressam no Ensino Fundamental, comecem a ir e a voltar de suas escolas sem a presença dos pais ou de outros adultos durante o trajeto.

À primeira vista, isto é assustador para muitas famílias brasileiras no país. No entanto, é comum e culturalmente valorizado pelos japoneses que acreditam estar favorecendo o processo de independência dos filhos.

Mas para que isso aconteça, alguns fatores favorecem:
■ As escolas costumam ser perto das residências;
■ O trânsito é seguro;
■ O índice de criminalidade no país é baixo;
■ Alguns pais voluntários colaboram no controle do tráfego na porta das escolas, nos horários de entrada e saída;
■ Grupos de alunos são organizados para caminhar nas ruas juntos, distribuindo responsabilidades entre os mais velhos.

Mas, mesmo assim, é natural sentir um frio na barriga antes de soltar os filhos sozinhos na rua. Então, para ajudar os pais neste processo, levantamos algumas dicas fornecidas também por mães que já passarem por este processo:

■ Conheça o trajeto escolar e percorra com os filhos algumas vezes, reconhecendo locais que oferecem riscos, como calçadas estreitas e buracos. Para Lilian Mishima, mãe de 5 filhos, foi importante orientar seus filhos sobre como caminhar com guarda-chuvas em calçadas estreitas, em fila e também não ficar passando de uma calçada à outra desnecessariamente;

■ Oriente as crianças a não mudar de trajeto e a respeitar somente aquele que foi percorrido e treinado com os pais, pois caso contrário corre-se o risco do desencontro numa eventual necessidade;

■ Conheça as crianças que percorrerão este trajeto junto com seus filhos. Essa também foi outra dica valiosa de Mishima. Conhecer seus pais também pode ajudar no entrosamento e na percepção de quem é deste grupo, antecipando e resolvendo possíveis problemas de relacionamento entre as crianças;

■ Ensine o número de telefone dos familiares ou deixe na bolsa um cartão com os contatos. Oriente para que liguem em caso de atraso ou paradas em parques ou outros acontecimentos;

■ Coloque um apito de alarme na mochila  para casos de emergência (chamado em japonês de Bouhanbuza: 防犯ブザー). Essa foi uma dica preciosa da Daniela Cezare Suriano, mãe de 2 filhos. Além disso, ela sugere mostrar as “casas de refúgio” indicadas pela escola para se proteger ou pedir socorro quando necessário.

Finalmente, não ache que só no Japão as crianças andam desacompanhadas dos pais nesta idade. Países da Europa também. E o Brasil não fica de fora. Muitas crianças da zona rural caminham sem seus pais até a escola. Ou seja, onde há mais segurança é possível deixar as crianças a darem passos literalmente sozinhas e, nesta idade, já é uma responsabilidade possível de se ensinar aos filhos. Eles já são capazes.
Mesmo com o coração na mão… é um momento de coragem da família! Vai dar certo! Acredite, e prepare-os antes!
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 11 de março de 2015

3 mil alunos brasileiros precisam de aulas de reforço de japonês em Aichi

A província conta com 5.878 estudantes estrangeiros em escolas japonesas

alunos no japaoCom 5.878 crianças estrangeiras matriculadas em escolas japonesas, Aichi é a província que tem o maior número de estudantes que precisam de auxílio no estudo da língua japonesa em todo o país.

Deste número, as crianças brasileiras ocupam o primeiro lugar, com 3.088 estudantes, de acordo com os dados mais recentes de 2012.

Os estudantes filipinos somam 1.041 na província, enquanto que os falantes de espanhol estão em 767, informou o jornal Chunichi nesta quarta-feira.

Para atender aos alunos estrangeiros, o número de professores encarregados em dar aulas de reforço de japonês aumentou em 53 pessoas e foi para 415 profissionais.

As crianças estrangeiras que possuem dificuldade em acompanhar as aulas em japonês passam de duas a três horas por semana em uma classe especial, onde recebem aulas com um nível de compreensão mais fácil.

Além disso, o número de intérpretes que auxiliam as crianças na compreensão das matérias escolares também aumentou. Neste ano, os intérpretes de espanhol foram de dois para cinco, e dois novos assistentes de tagalu (língua filipina) também foram contratados. Os profissionais são enviados para as escolas que solicitam a ajuda.

O número de estudantes de nacionalidades diferentes que pretendem ingressar nas escolas de ensino médio japonesas (koukou) também está aumentando.

Atualmente, o governo de Aichi estuda a possibilidade de ampliar a seleção dos alunos em quatro escolas públicas, na cidade de Komaki, Toyota, Toyohashi e sul de Nagoia.

Como incentivo para a educação na língua japonesa, organizações sem fins lucrativos (NPO), que trabalham na assistência educacional de crianças estrangeiras em idade pré-escolar, contribuem com o governo para cobrir os custos de uma parte das despesas educacionais.

Além disso, escolas, órgãos administrativos, organizações econômicas e NPO’s estão cooperando entre si com reuniões para discutir o progresso da educação em japonês dos estudantes estrangeiros de Aichi.

O objetivo é esquematizar a situação atual dos alunos estrangeiros e buscar soluções para os problemas relacionados ao aprendizado da língua japonesa.

Para aumentar o número de classes de japonês administradas por voluntários, cursos de treinamento também estão sendo promovidos. Em um ambiente educacional, as crianças estrangeiras realizam atividades práticas, como concursos de oratória em língua japonesa.
Fonte: Alternativa