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terça-feira, 18 de abril de 2023

Nissan pretende expandir carros elétricos para 80% de sua linha de modelos até 2030

A montadora japonesa apresentou um novo SUV elétrico no Salão de Xangai

Arizon Nissan
A montadora japonesa Nissan Motor pretende ter sete modelos de veículos elétricos (EV) até 2026 e 80% de sua linha ser elétrica até 2030, disse o diretor de operações Ashwani Gupta nos bastidores do Salão do Automóvel de Xangai nesta terça-feira (18).

Ele disse que a China já havia passado do ponto de inflexão em que os clientes estavam dispostos a aceitar os veículos elétricos como seu carro principal e que a Nissan precisava tornar seus produtos competitivos o suficiente para combater os rivais domésticos.

A Nissan apresentou nesta terça-feira um novo veículo utilitário esportivo (SUV) elétrico no Salão de Xangai, ao prometer seu compromisso com o mercado automobilístico chinês, que, segundo ela, provavelmente continuará a ser o pioneiro no crescimento de carros elétricos.

A China tem sido um mercado importante para a Nissan, mas, como outras montadoras globais, ela enfrenta uma pressão crescente e a ameaça de queda de participação de mercado devido à ascensão das montadoras domésticas.

O novo veículo da empresa, chamado Arizon, oferecerá um assistente pessoal virtual, apelidado de Eporo, e apresentará um baixo centro de gravidade sem pilares estruturais, uma mudança que Gupta disse que melhora o interior espaçoso do carro.

Uma vez pioneira no mercado global de veículos elétricos (EV) com o Leaf, a Nissan há muito cedeu o domínio à Tesla e tem lutado na China contra a BYD, a maior empresa de EV do país.

A Nissan decidiu manter internamente o desenvolvimento de software de "mobilidade avançada", disse Gupta, trabalhando em sistemas relacionados à segurança ou que possam diferenciar a Nissan em termos de competitividade, inclusive para sistemas de gerenciamento de bateria e direção autônoma.

"Software que é mais comoditizado, mais vindo de empresas externas de TI como Google e Microsoft e assim por diante, definitivamente estamos colaborando com eles para ter (esse software) em nosso carro", acrescentou.

A mais recente oferta elétrica da Nissan, o crossover Ariya, foi prejudicada por problemas em sua linha de produção de alta tecnologia, informou a Reuters no mês passado, retardando a entrega de um carro projetado para colocar a montadora japonesa no caminho de um retorno.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Renault e Nissan negociam reformulação de aliança automotiva

As discussões incluem a possibilidade de a Renault vender parte de sua participação na Nissan

Renault e Nissan
A Renault e a Nissan anunciaram na segunda-feira (10) negociações sobre o futuro de sua aliança automotiva, com planos para a montadora japonesa avaliar investimento em um novo empreendimento de veículos elétricos por seu parceiro francês.

As discussões, que podem levar a uma redefinição da aliança desde a prisão do executivo Carlos Ghosn em 2018, incluem a possibilidade de a Renault vender parte de sua participação na Nissan, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

A Renault deve divulgar no início de novembro, em uma apresentação para investidores, uma atualização sobre sua nova unidade de veículos elétricos, que tem o codinome "Ampere".

A Renault detém cerca de 43% da Nissan, que por sua vez detém uma participação de 15% na parceira francesa de longa data, na qual o Estado francês também detém uma fatia de 15%.

As montadoras disseram em um comunicado conjunto que estavam “engajadas em discussões confiáveis ​​sobre várias iniciativas”, incluindo um potencial investimento da Nissan no empreendimento de veículos elétricos e o que chamaram de “melhorias estruturais” na aliança.

O domínio francês da aliança tem sido um ponto de discórdia para a Nissan, que quer que a Renault reduza sua participação para 15% para igualar sua própria participação na Renault, disse à Reuters uma fonte familiarizada com o assunto.

A montadora japonesa pode considerar levantar fundos para recomprar as ações detidas pela Renault, disse uma fonte à Reuters.

As empresas não comentaram o assunto além do anúncio.

Seiji Sugiura, analista sênior do Tokai Tokyo Research Institute, disse que não espera que a Nissan tenha problemas para financiar uma recompra nessa escala. "Meu palpite é que os investidores japoneses prefeririam que a Nissan operasse mais como uma empresa separada, ou pelo menos com uma participação menor", disse Sugiura. "Se eles vão fazer isso, agora pode ser um momento tão bom quanto qualquer outro."

Qualquer venda de uma participação na Nissan para levar a participação da Renault para 15% - que a preços atuais de mercado podem chegar a 3,8 bilhões de dólares - não afetaria sua cooperação contínua, disse a fonte.

A Nissan pode precisar levantar fundos para recomprar as ações da Renault, acrescentou a fonte.

A fonte disse que a Mitsubishi, outra parceira da aliança, percentual na unidade de veículos elétricos da Renault.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Impacto da Covid-19 pode afetar produção de montadoras japonesas em outubro

Montadoras japonesas já tiveram que cortar produção em setembro por dificuldades em obter semicondutores e outros componentes

montadoras japonesas
Interrupções nas operações de fornecedores de peças e componentes causadas pela pandemia de Covid-19 poderiam forçar novos cortes de produção em montadoras japonesas no mês de outubro, disse Akio Toyoda, chefe do lobby da indústria de automóveis nesta quinta-feira (9).

Montadoras japonesas já tiveram que cortar produção em setembro por dificuldades em obter semicondutores e outros componentes, visto que a pandemia interrompe a fabricação em todo o mundo.

“Dependendo do fabricante, poderemos ver corte de produção a um nível mais baixo em outubro”, disse Toyoda, que lidera a Associação de Fabricantes de Automóveis do Japão e é presidente da Toyota, a maior montadora do país.

A Toyota reduziu a produção global no mês de setembro em 40% dos níveis planejados, juntando-se a outras grandes montadoras globais que já haviam diminuído a fabricação para lidar com a escassez.

A maior montadora do mundo em volume disse que tentaria compensar a produção perdida a fim de atender uma meta de 9,3 milhões de veículos no ano que termina em 31 de março.

Outras montadoras japonesas que estão com dificuldades para superar a escassez em componentes incluem a Nissan, Honda, Suzuki e Mazda.
Fonte: Portal Mie com Nippon