O declínio na natalidade está ocorrendo mais rapidamente do que o previsto
O número de nascimentos no Japão no ano passado atingiu o menor nível desde o início dos registros estatísticos, em 1899, informou a emissora NHK nesta quinta-feira (27).Segundo dados preliminares do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, nasceram 720.988 bebês em 2024, incluindo japoneses e estrangeiros, uma redução de 37.643 (-5%) em relação a 2023.
Este é o nono ano consecutivo de queda na taxa de natalidade, com todas as 47 províncias do país registrando diminuição.
O declínio na natalidade está ocorrendo mais rapidamente do que o previsto. Estimativas do Instituto Nacional de Pesquisa em População e Segurança Social projetavam que o número de nascimentos cairia abaixo de 730 mil apenas em 2039, mas essa marca foi atingida 15 anos antes.
Embora os dados definitivos sobre os nascimentos de japoneses ainda não tenham sido divulgados, é provável que o número tenha ficado abaixo de 700 mil pela primeira vez.
Historicamente, o Japão experimentou dois grandes picos de nascimentos: o primeiro entre 1947 e 1949, com 2,69 milhões de bebês em 1949, e o segundo entre 1971 e 1974, com 2,09 milhões. No entanto, desde então, a taxa de natalidade vem caindo continuamente.
Por outro lado, o número de mortes em 2024 atingiu um recorde de 1.618.684, um aumento de 28.181 em relação ao ano anterior. Isso resultou em um declínio natural da população (diferença entre mortes e nascimentos) de 897.696, o maior já registrado.
O número de casamentos em 2024 subiu para 499.999, um aumento de 10.718 em relação ao ano anterior, quando foram registrados 489.281 matrimônios. Já os divórcios aumentaram para 189.952, um crescimento de 2.154 em comparação com os 187.798 registrados em 2023.
O Ministério atribui a queda na natalidade a fatores como a redução da população jovem, o adiamento do casamento e os impactos da pandemia de Covid-19.
Para enfrentar esse desafio, o governo planeja melhorar a renda dos jovens e criar um ambiente mais favorável para conciliar trabalho e criação dos filhos.
Fonte: Alternativa