terça-feira, 30 de julho de 2024

Negócio de eletrodomésticos usados cresce no Japão

A fabricante de eletrônicos Panasonic vende produtos devolvidos ou de amostra que foram reparados e inspecionados

Panasonic
Consumidores no Japão que buscam eletrodomésticos estão cada vez mais optando por produtos usados, visto que os preços dos modelos mais recentes estão os colocando longe do alcance para alguns clientes.

A fabricante de eletrônicos Panasonic vende produtos devolvidos ou de amostra que foram reparados e inspecionados.

Ela oferece 1 ano de garantia em eletrodomésticos e descontos de até 20%.

A Panasonic também aluga os itens através de uma assinatura. Ela está planejando aumentar o número de produtos disponíveis através do serviço.

“Alguns produtos que foram devolvidos devido a defeitos eram anteriormente descartados”, diz Kenichi Miyase da Panasonic.

“Decidimos que precisávamos mudar isso, e é uma das razões principais pelas quais começamos esse negócio, visto que ele ajuda a proteger o meio ambiente”.

O Grupo Hitachi e uma principal varejista de eletrônicos, a Yamada Holdings, também oferecem produtos reciclados para venda.

A Yamada está planejando expandir suas ofertas ao construir sua própria fábrica de reparos.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Japão registra o maior número de falências em 10 anos

Segundo a Teikoku Databank em seu relatório online mais recente, o número total de falências de janeiro a junho chegou a 4.887, o mais alto desde 2014

Falências corporativas no Japão
Falências corporativas no Japão aumentaram 22% ano a ano para uma alta de década no primeiro semestre devido a custos em alta, escassez de mão de obra e suporte financeiro em declínio, de acordo com uma pesquisa recente realizada por uma companhia de pesquisa de crédito.

O número total de falências de janeiro a junho chegou a 4.887, o mais alto desde 2014, disse a Teikoku Databank em seu relatório online mais recente.

Por indústria, a de serviços registrou o maior número, a 1.228, seguida pelo varejo com 1.029 e construção com 917, mostraram os dados.

Empresas de pequeno e médio porte foram as mais afetadas durante o período, visto que os chamados “empréstimos zero a zero”, ou aqueles sem juros e sem garantia, fornecidos por instituições financeiras afiliadas ao governo e ao setor privado a fim de lidar com o impacto da covid-19, foram eliminados.

O cenário econômico fica ainda mais complicado com a desvalorização do iene em curso, em meio a preços em alta e crescente falta de mão de obra.

A Teikoku previu que além do fraco consumo pessoal, o número de falências corporativas deve aumentar ainda mais, possivelmente excedendo 10 mil no ano todo de 2024.

Só em junho, um total de 807 companhias japonesas deram início a procedimentos de falência, marcando o 26º mês consecutivo de crescimento ano a ano, segundo o relatório.
Fonte: Portal Mie com Borneo Bulletin

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Lei que prevê multa e prisão a ciclistas bêbados ou usando celular entrará em vigor em novembro no Japão

A medida aborda 113 tipos de infrações, focando principalmente em violações graves que podem levar a acidentes sérios

Lei de Trânsito
A Agência Nacional de Polícia do Japão decidiu que a revisão da Lei de Trânsito, que estipula penalidades por andar de bicicleta sob efeito de álcool e utilizar smartphones ou outros dispositivos eletrônicos durante a condução, entrará em vigor em 1º de novembro deste ano, informou o jornal Asahi nesta quinta-feira (27).

Essa medida, que prevê prisão de até 3 anos ou multa de até 500.000 ienes para ciclistas que pedalam bêbados, foi estabelecida pela revisão da lei aprovada pelo Parlamento em maio.

Além disso, a agência incluirá esses comportamentos perigosos no curso de reeducação para ciclistas infratores reincidentes. A partir de sexta-feira (28), serão coletadas opiniões públicas sobre o assunto.

A lei revisada também introduz um sistema de multas com “bilhetes azuis” para infrações leves cometidas por ciclistas, que será implementado dentro de dois anos. As multas variam de 5.000 e 12.000 ienes. A agência está criando um conselho para discutir a educação em segurança no trânsito para ciclistas, com a primeira reunião marcada para 8 de julho.

Esse conselho inclui governos locais e empresas como a Bridgestone Cycle, e visa elaborar diretrizes para a educação em segurança no trânsito, especialmente para crianças, estudantes e idosos, até 2025. As empresas que promoverem essa educação poderão receber certificados da polícia.

Além disso, a lei revisada especifica que as bicicletas motorizadas com pedais, conhecidas como “mopeds”, serão tratadas como motocicletas, mesmo quando utilizadas apenas com pedais. Essa medida também entra em vigor em 1º de novembro.

A legislação exige que os usuários de mopeds estejam segurados e usem capacetes, porém, o número de infrações, como não usar capacete, aumentou significativamente, com 345 casos no ano passado, mais do que o triplo do ano anterior.

Principais pontos da nova legislação:

  • Infrações: A lei se aplica a 113 tipos de infrações, focando principalmente em violações graves que podem levar a acidentes sérios, como ignorar sinais de trânsito, não parar em cruzamentos e usar o telefone celular enquanto pedala.
  • Idade: Aplicável a ciclistas com 16 anos ou mais.
  • Multas: As multas serão definidas por decreto e variam entre 5.000 e 12.000 ienes.
  • Fiscalização: A fiscalização será intensificada durante horários de pico de uso de bicicletas, como antes e depois do horário escolar e de trabalho, e em áreas com alta incidência de acidentes.

Motivos para a introdução do “bilhete azul”:

  • Aumento de acidentes: Embora o número total de acidentes de trânsito tenha diminuído, os acidentes envolvendo bicicletas aumentaram pelo segundo ano consecutivo, atingindo quase 70.000 casos no ano passado.
  • Falta de atenção dos ciclistas: Em mais de 73% dos casos de acidentes graves, foi constatado que os ciclistas cometeram infrações como desatenção, ignorar sinais de trânsito e não parar em cruzamentos.

Exemplos de infrações:

  • Ignorar sinais de trânsito.
  • Não reduzir a velocidade ao trafegar em calçadas permitidas.
  • Não parar em cruzamentos obrigatórios.
  • Usar o celular enquanto pedala.
  • Trafegar no sentido errado da via.
  • Pedalar em áreas onde é proibida a circulação de bicicletas.
  • Cruzar passagens de nível com a cancela abaixada.
  • Andar com bicicleta sem freios funcionando.
  • Pedalar segurando guarda-chuva ou usando fones de ouvido.

As infrações particularmente graves, como pedalar embriagado ou de forma perigosa enquanto usa o celular, continuarão a ser punidas com o “bilhete vermelho”, que implica sanções criminais.

A condução usando celular, por exemplo, será punida com até seis meses de prisão ou multa de até 100.000 ienes. Caso essa conduta cause perigo real, a pena será de até um ano de prisão ou multa de até 300.000 ienes. A condução sob efeito de álcool será punida com até três anos de prisão ou multa de até 500.000 ienes.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Com aumento de estrangeiros, escola em cidade no Japão testa nova ferramenta de tradução

Uma ferramenta a qual permite que professores exibam suas falas traduzidas em tempo real foi introduzida pela 1ª vez no país pelo conselho educacional de Kobe

pocketalk kobe
Com o número de crianças e adolescentes de nacionalidade estrangeira no Japão crescendo rapidamente, uma ferramenta a qual permite que professores exibam suas falas traduzidas em tempo real foi introduzida pela primeira vez no país pelo conselho educacional de uma cidade na província de Hyogo.

De acordo com o Conselho Educacional Municipal de Kobe, o número de estudantes de nacionalidade estrangeira aumentou em 40%, de aproximadamente 1,2 mil no ano acadêmico de 2015, para cerca de 1,7 mil no de 2024.

Desses, o número de crianças e adolescentes que precisava aprender a língua japonesa aumentou 70%, de 368 para 657.

Além de instrução em língua japonesa por professores, funcionários de apoio capazes de se comunicar nos idiomas nativos dos estudantes estrangeiros vêm ajudando os alunos.

Entretanto, com o número de estudantes aumentando em cerca de 10 todos os meses, tem sido um desafio para a escola lidar com aulas quando funcionários de suporte não estão disponíveis.

A Pocketalk Corp. com sede em Tóquio, lançou a primeira versão de seu dispositivo de tradução Pocketalk em 2017 e continuou com o desenvolvimento de outras para uso em reuniões ou eventos e para interpretação simultânea.

A versão “para escola” lida com 74 línguas. O sistema combina interpretação em tempo real e funções de conferência, e palavras são faladas no microfone e exibidas com a língua original e traduzidas em texto lado a lado no computador, facilitando o uso na sala de aula.

Com início em maio deste ano, o sistema está sendo fornecido em uma base de teste para estudantes do 4º ano e mais velhos em 19 escolas do primário e ginásio e outras instalações dentro de Kobe.

Enquanto em uso, aspectos como a maneira que ele é usado e áreas para melhorias estão sendo estudadas.

A ferramenta Pocketalk direcionada para educação será usada por 4 meses, tempo o qual a condição de aquisição dos estudantes será revisada, ajudando a melhorar suas habilidades em língua japonesa e apoiar suas vidas escolares.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Kameyama lança boletim mensal em 10 idiomas através do app

Sendo um app, o Jornalzinho de Kameyama que era em PDF poderá ser visualizado através do smartphone ou tablet

Jornalzinho de Kameyama
Para ficar por dentro das notícias da cidade de Kameyama (Mie), era preciso baixar o Jornalzinho em PDF

A prefeitura resolveu inovar para que todos os residentes estrangeiros possam ler o Jornalzinho de Kameyama, publicado todo o dia 1.º de cada mês, online, através do Catalog Pocket. Essa nova versão começa em junho.

Além do texto original em japonês ser traduzido para 10 idiomas, também suporta leitura automática de voz, incluindo o português.  

Para ver as instruções, como baixar o app e fazer um cadastro rápido, clique aqui. Serve para tablet e smartphone.
Fonte: Portal Mie

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Toshiba anuncia plano de cortar 4.000 empregos no Japão

O objetivo da empresa é aumentar o lucro operacional em cerca de 10 vezes em três anos

Toshiba
A Toshiba anunciou na quinta-feira (16) seu plano de gestão de médio prazo até o ano fiscal de 2027, o que inclui corte de custos e redução de até 4.000 funcionários no Japão, além de investimento dos fundos economizados em áreas de crescimento, informou o jornal Yomiuri.

O objetivo da empresa é aumentar o lucro operacional em cerca de 10 vezes em três anos, mas esse plano é considerado desafiador.

No final do ano passado, a Toshiba se tornou uma empresa não listada na bolsa de valores, sob o controle de um consórcio liderado pelo fundo de investimentos Japan Industrial Partners (JIP). O presidente Taro Shimada destacou que a redução de pessoal é uma decisão difícil, mas necessária para garantir o futuro da empresa.

A meta de reduzir 4.000 funcionários representa 6% dos 66.000 empregados no Japão. A empresa planeja absorver subsidiárias-chave na sede, focando nos departamentos indiretos como administração e contabilidade, oferecendo aposentadoria antecipada para funcionários com mais de 50 anos.

Até o final de setembro de 2025, a sede será transferida de Tóquio para Kawasaki (Kanagawa), visando melhorar a eficiência e reduzir custos. Os recursos economizados serão investidos em áreas como negócios digitais, energia e semicondutores.

Os resultados financeiros recentes da Toshiba são desafiadores, com queda nas vendas e no lucro operacional. O plano de gestão prevê um aumento de 14% nas vendas e uma margem de lucro operacional de 10,1% até 2027, exigindo uma grande eficiência.

No entanto, as áreas de crescimento enfrentam forte concorrência e incertezas tecnológicas. A Toshiba também precisa lidar com a obrigação de reembolsar um empréstimo de 1,4 trilhões de ienes.

Especialistas apontam que a redução de custos levará tempo para mostrar resultados e que os investimentos em energia e semicondutores são significativos, tornando o crescimento um desafio enquanto a dívida é paga.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Impacto no bolso é grande com a atual situação econômica no Japão

O fardo para uma família no Japão será elevado se o atual quadro econômico não mudar

yen
A valorização do dólar americano, o aumento de preços do petróleo (e consequentemente de seus derivados) e a média Nikkei que está variando para baixo, são o retrato econômico atual do Japão, por causa de influências externas também.

A moeda japonesa ainda mais desvalorizada, chegando a ¥155 por dólar americano, preocupa os investidores. Além disso, o conflito no Oriente Médio afeta o preço do barril de petróleo, o qual é pago em dólar. Portanto, quanto mais o iene enfraquece, mais é preciso desembolsar.

Se os preços do petróleo bruto continuarem a subir, existe o risco de aumento dos custos de importação de energia pressionar o desempenho das empresas nacionais, criando um ciclo vicioso que fará com que os preços das ações caiam ainda mais. 

Gás e energia elétrica deverão ficar mais caros
O governo deverá deixar de subsidiar os custos do gás e da eletricidade em junho. Em maio o subsídio atual será reduzido pela metade. Assim, os consumidores arcarão com o valor cheio, afetando o orçamento doméstico.

Uma família, supondo que seja de 4 pessoas, irá passar a pagar 1,4 mil a mais na conta de energia elétrica e ¥450 a mais na conta do gás. Mas, o aumento da eletricidade já vai ser visível na fatura de abril, de cerca de 800 ienes, por causa da elevação da taxa para a promoção da difusão da energia renovável.

Em relação aos combustíveis como a gasolina, por exemplo, o governo continuará com o subsídio para aliviar a carga ao consumidor final. 

Se os fabricantes de diversos produtos, que usam derivados de petróleo, resolverem repassar o custo ao consumidor final, é possível que sejam aumentados os preços de inúmeros itens do dia a dia, que usam embalagens plásticas e outros materiais.

Desembolso de mais de 100 mil ienes
Ao fazer um cálculo simples, se o câmbio continuar nesse patamar nunca visto nos últimos 34 anos, se o barril do petróleo continuar subindo, se os alimentos continuarem caros, cada família terá que desembolsar mais de 110 mil ienes por ano para manter o orçamento doméstico.

O índice de preços ao consumidor de março subiu 2,6%, porque os alimentos – incluindo carnes, pescados, hortaliças e produtos alimentícios – estão com preços mais elevados em 4,8%, em pelo menos 107 itens.

Diante dessa situação, quem arca com o fardo é consumidor final. Para manter o mesmo padrão de vida terá que ter habilidades para reduzir os gastos em compras de artigos considerados supérfluos.
Fonte: Portal Mie com FNN

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Yamato vai expandir opção de deixar encomendas na porta de casa sem necessidade de presença

Cerca de 11% das entregas não são efetuadas na hora pelo fato de não haver ninguém em casa

Yamato Transport
A Yamato Transport anunciou nesta segunda-feira (8) que, a partir de junho deste ano, expandirá a opção que permite deixar as encomendas na porta de casa ou em outros locais específicos, sem a necessidade de presença ou contato com o entregador, informou a emissora NHK.

Essa opção estará disponível para 56 milhões de pessoas inscritas no serviço da empresa.

Os tipos de pacotes que podem ser deixados na porta ou em outros locais incluem o Kuroneko Yamato e o Kuroneko Yamato Compact, que é focado em pequenas encomendas.

A partir de junho, as pessoas poderão escolher esta opção de entrega diretamente de uma notificação em seus smartphones.

Até agora, a opção de deixar o pacote na porta de casa estava limitada a compras de alguns varejistas online específicos.

Durante uma coletiva de imprensa, Ryo Kubota, chefe do departamento de produtos e serviços da Yamato, mencionou que a expansão visa atender à crescente demanda por entregas no local escolhido, além de ajudar a resolver vários problemas na indústria de logística, como a escassez de motoristas.

De acordo com uma pesquisa do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo realizada em outubro do ano passado, cerca de 11% das entregas não são efetuadas na hora pelo fato de não haver ninguém em casa, e os motoristas precisam voltar uma ou mais vezes para concluir o serviço.

O governo estabeleceu a meta de reduzir essa taxa para cerca de 6% no ano fiscal de 2024, devido ao alto ônus que os retornos representam para os entregadores.
Fonte: Alternativa