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terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Honda criará divisão para acelerar fabricação de veículos elétricos

A empresa estabeleceu uma meta de lançar 30 modelos EV globalmente

Honda
A Honda Motor disse nesta terça-feira (24) que criará uma nova divisão em uma tentativa de fortalecer e acelerar seus negócios de eletrificação como parte de uma revisão de sua estrutura organizacional.

A partir de 1º de abril a nova divisão consolidará a estratégia de eletrificação da montadora japonesa e o desenvolvimento de automóveis, motocicletas e produtos de energia, como geradores, afirmou a empresa em comunicado.

A montadora japonesa também disse que combinaria as atuais seis operações regionais para três áreas, compostas pela América do Norte, China e regiões associadas, incluindo Japão, resto da Ásia e Europa.

Integrar os três significa "desenvolver rapidamente a implementação de mudanças de recursos de acordo com a futura estratégia de escalação alinhada com a aceleração da eletrificação", disse um porta-voz em uma entrevista.

A montadora prevê que sua linha de veículos na América do Norte e na China seria de médio a grande porte, enquanto no resto da região seria de pequeno a médio porte, disse o porta-voz.

No ano passado, a Honda estabeleceu uma meta de lançar 30 modelos EV globalmente e produzir cerca de 2 milhões de EVs por ano até 2030.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Honda reduz perspectiva de lucro em 15% em meio à escassez de chips

A Honda cortou seu plano de vendas de veículos para 4,2 milhões de unidades

Honda
A Honda Motor Co. cortou sua previsão de lucro para o ano todo em 15% nesta sexta-feira (5), para 660 bilhões de ienes, com a escassez global de chips forçando-a a cortar a produção de veículos.

Como outras montadoras, os planos de produção da Honda foram atingidos pela escassez, com a produção global em setembro caindo 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na quinta-feira (4), a rival Toyota Motor cortou sua meta de vendas para o ano inteiro e alertou que a falta de semicondutores ainda representa riscos para seus planos de produção anual.

A previsão da Honda, que foi reduzida duas vezes desde agosto, é inferior à previsão média de 764,5 bilhões de ienes em lucro, de acordo com 20 analistas, mostraram dados do Refinitiv.

A Honda cortou seu plano de vendas de veículos para 4,2 milhões de unidades, de 4,85 milhões neste ano comercial, ante 4,5 milhões nos 12 meses anteriores.

Nos últimos três meses até 30 de setembro, a Honda disse que o lucro operacional caiu quase um terço, para 198,9 bilhões de ienes. Esse resultado foi superior à previsão média de 183,5 bilhões com base em estimativas de nove analistas, mostraram os dados do Refinitiv.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Premiê do Japão instrui gabinete a preparar novo pacote econômico

 O pacote consistirá em medidas para amortecer o golpe da Covid-19

Primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga
O primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga instruiu seu gabinete nesta terça-feira (10) a compilar um pacote de medidas de estímulo com foco em revitalizar uma economia atingida pela pandemia de coronavírus, disse o ministro da Economia do país.

O pacote consistirá em medidas para amortecer o golpe da Covid-19, ajudar nas mudanças estruturais na economia e aumentar a produtividade por meio da digitalização, disse o ministro da Economia, Yasutoshi Nishimura.

O governo irá compilar o pacote o mais rápido possível, com o objetivo de melhorar o crescimento tanto no nível macro quanto no microeconômico, disse Nishimura em entrevista coletiva após uma reunião regular de gabinete.

“Queremos considerar os gastos do governo que atrairão investimento privado”, disse Nishimura.

O governo espera que a economia do Japão tenha se recuperado no terceiro trimestre, após registrar uma contração recorde no período anterior, quando o estado de emergência decretado no país paralisou a atividade econômica.

Mas a recuperação tem sido irregular, devido em parte aos fracos negócios e gastos das famílias, mantendo os formuladores de políticas japoneses sob pressão para aumentar ainda mais o apoio fiscal e monetário.

Nishimura disse que nada foi decidido ainda sobre o tamanho do novo pacote, mas legisladores do partido governista acham que ele deve ser de ¥10 trilhões (US$96,49 bilhões) a 30 trilhões de ienes.

O Japão já aplicou US$2,2 trilhões em dois pacotes de estímulo em resposta à crise da saúde, incluindo pagamentos em dinheiro para famílias e empréstimos a pequenas empresas para ajudá-los a superar a contração.

“Gostaríamos de elaborar medidas para colocar a economia do Japão de volta na trajetória de recuperação usando todos os meios disponíveis de maneira oportuna”, disse Suga em reunião na segunda-feira.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Horas extras caem 16% em julho no Japão; salários diminuem pelo 5º mês seguido

 O impacto da pandemia do coronavírus continua afetando a economia

economia japonesa

Os salários reais do Japão caíram pelo quinto mês consecutivo em julho, disse o governo nesta terça-feira (8), apontando possíveis tensões profundas para os gastos do consumidor à medida que o impacto da pandemia do coronavírus se arrasta na economia.

Os dados divulgados indicam que a economia encolheu mais do que o estimado anteriormente no segundo trimestre, já que a crise da saúde afetou os gastos de capital, em um sinal do desafio que os formuladores de políticas enfrentam para evitar uma recessão mais profunda.

Os dados do Ministério do Trabalho mostraram que os salários reais ajustados pela inflação, um indicador-chave do poder de compra das famílias, caíram 1,6% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior, após uma queda revisada para baixo de 2,1% em junho.

O pagamento de horas extras, um barômetro da força da atividade corporativa, caiu 16,6% em julho em relação ao ano anterior, pelo 11º mês consecutivo, enquanto o lucro nominal total em dinheiro caiu 1,3% no ano até julho.

A remuneração normal - ou salário base, que compõe a maior parte do total dos rendimentos em dinheiro - teve um aumento modesto, crescendo 0,3%, que foi menor do que o ganho revisado para baixo de 0,4% em junho.

A crise da Covid-19 continuou a aumentar a pressão sobre as empresas, levando a uma redução de 2,4% nas remunerações especiais, incluindo bônus únicos, mostraram os dados.

O ministério define "trabalhadores" como:
1) Aqueles que estavam empregados por mais de um mês em uma empresa com mais de cinco funcionários.

2) Aqueles que estavam empregados diariamente ou tinham menos de um contrato de um mês, mas trabalhou mais de 18 dias nos dois meses anteriores à realização da pesquisa, em uma empresa com mais de cinco funcionários.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Koike revela plano de retomada da economia e de como impedir segunda onda do vírus em Tóquio

O plano apresentado pela governadora foi apresentado nesta sexta-feira
Tóquio

A governadora Yuriko Koike anunciou um plano para reiniciar simultaneamente a economia da cidade e impedir uma segunda onda de infecções por coronavírus nesta sexta-feira (22).

O governo metropolitano de Tóquio decidirá como e quando suspender de forma gradual as medidas de distanciamento social e solicitações voluntárias de fechamento de negócios com base em sete critérios medidos em duas semanas, publicou o The Japan Times.

"Este é o rascunho final", disse Koike durante uma reunião da força-tarefa de coronavírus do governo metropolitano na sexta-feira.

"Precisamos agir com cautela, mas a cada dia que a cidade atende a esses critérios é mais um passo para recuperar as vidas que tínhamos antes."

A governadora disse que a capital vai monitorar casos novos e não rastreáveis e verificar se eles aumentam ou diminuem em comparação com a semana anterior.

Outros fatores a serem monitorados incluem o número de pacientes hospitalizados, incluindo aqueles com sintomas graves, a taxa de infecção entre os que foram submetidos ao teste de reação em cadeia da polimerase e a quantidade de chamadas e consultas recebidas pelas linhas diretas de coronavírus.

Se as infecções surgirem novamente, os residentes serão avisados usando um novo sistema chamado "Alerta de Tóquio".

Se as infecções diárias excederem 50, significa que mais da metade não é rastreável ou os casos dobraram desde a semana anterior, então será considerada a retomada das medidas de emergência.

Tóquio está no final da primeira onda do novo coronavírus, diz o plano.

As infecções podem variar à medida que a cidade emerge do estado de emergência, mas um "novo estilo de vida" será necessário para evitar uma segunda onda, diz o documento.

Para prevenir e se preparar para a segunda onda, a cidade tem como objetivo aumentar sua capacidade de teste de PCR para 3.100 por dia, mais do que duplicando número de locais para isso, e garantir 3.300 mais leitos hospitalares para pacientes graves e 2.865 para que pacientes leves sejam isolados em residências temporárias.

Medidas restritivas serão retiradas em etapas assim que a emergência for suspensa.

Museus, bibliotecas e outras instituições culturais serão instados a reabrir se mantiverem certas precauções, e os estabelecimentos de alimentos deverão fechar às 22h, em vez das 20h.

Eventos públicos serão considerados aceitáveis se limitados a 50 pessoas.

Se tudo correr bem, o segundo estágio terá instalações sem histórico de infecções por aglomeração instadas a reabrir e os eventos serão limitados a 100 pessoas.

Na terceira etapa, todas as instalações sem histórico de aglomeração serão reabertas, os estabelecimentos de alimentos serão incentivados a operar até meia-noite e os eventos públicos serão limitados a 1.000 pessoas.

Embora Koike não tenha autoridade para declarar um estado de emergência, ela pode pedir aos residentes que se isolem voluntariamente e que as empresas fechem temporariamente.

Esses pedidos podem ser suspensos na próxima semana, se o estado de emergência for encerrado para as províncias restantes, mas Koike disse que retomará as medidas se necessário.

O estado de emergência foi declarado inicialmente para oito províncias pelo primeiro-ministro Shinzo Abe em 7 de abril. Nove dias depois foi ampliado para o resto do país.

A declaração estava originalmente programada para expirar em 7 de maio, mas foi estendida até o final do mês.

A medida foi suspensa para 39 das 47 províncias e em mais três em Kansai na quinta-feira.

Espera-se que Abe levante a ordem nas cinco restantes - Tóquio, Kanagawa, Chiba, Saitama e Hokkaido - depois que um painel se reunir na segunda-feira (25).
Fonte: Alternativa

terça-feira, 12 de maio de 2020

Governo considera cancelar estado de emergência de 34 províncias

O governo deverá anunciar ainda esta semana o cancelamento do estado de emergência de 34 das 47 províncias
Cancelamento do estado de emergência

Na segunda-feira (11) o governo entrou na fase de ajustes para o cancelamento do estado de emergência, declarado em 7 de abril, de 34 das 47 províncias do país no próximo dia 14.

Essa declaração foi feita baseada na Lei de Medidas Especiais e o Primeiro-Ministro Shinzo Abe informou “gostaria de ouvir os especialistas no dia 14 e anunciar se é possível cancelá-lo parcialmente”.

A reunião com essa equipe de especialistas acontecerá nessa data, quando serão analisadas as tendências da redução dos novos casos diariamente por província e analisar a prevenção intensiva nas 13 províncias declaradas como de vigilância especial.

As 13 províncias são Hokkaido, Tóquio, Kanagawa, Ibaraki, Saitama, Chiba, Gifu, Aichi, Quioto, Osaka, Hyogo, Ishikawa e Fukuoka.

Há uma tendência a incluir Gifu e Ibaraki para engrossar a lista das 34 províncias por causa da redução da gravidade.

Medidas econômicas adicionais
Abe disse que pretende apresentar o mais rápido possível as medidas adicionais para aprovação na Dieta, as quais incluem apoio aos estudantes universitários em situação difícil, aumento dos subsídios para ajustes de emprego e forma de dar suporte às empresas com dificuldade de pagar aluguel.

O Ministro da Recuperação Econômica incluiu um grupo de economistas na equipe de especialistas sobre prevenção contra o coronavírus para ouvi-los sobre a recuperação econômica diante das medidas preventivas, de forma coordenada.

Também enviou um comunicado para mais de 100 associações empresariais para solicitar a confecção de diretrizes de prevenção e controle da infecção no retorno à produção e expediente.
Fonte: Portal Mie com Sankei, NHK e ANN

terça-feira, 21 de abril de 2020

Governo pede ʽcompre 1 unidade a mais de leite ou iogurteʼ

O efeito econômico do novo coronavírus afeta também os produtores de leite, por isso o pedido
compre 1 unidade a mais de leite ou iogurte

Taku Eto, Ministro da Agricultura, Florestas e Pesca, fez um pronunciamento na terça-feira (21) para fazer um pedido à população: “compre 1 unidade a mais de leite ou iogurte”.

Explicou que como a demanda do leite e creme de leite caiu acentuadamente devido às escolas fechadas temporariamente, portanto, sem fornecimento da merenda, pediu gentilmente que cada família compre mais leite e derivados do que o habitual.

Outro fator que provocou essa queda dos produtos laticínios é o declínio de público dos cafés e restaurantes, muitos deles de portas fechadas por causa da disseminação do novo coronavírus.

Estima-se que a demanda do leite cru neste período deverá cair entre 70 a 90 toneladas. “Gostaria de contar com sua cooperação para conservar os produtores de leite”, explicou.

Complementou informando que serão destinados 1,9 bilhão de ienes para não desperdiçar o leite cru fornecendo incentivo para os fabricantes que aumentarem suas produções de queijo e manteiga.
Fonte: NHK

quarta-feira, 1 de abril de 2020

“Não é o momento de declarar emergência”, diz Abe sobre avanço do Covid-19 no Japão

Premiê japonês disse ainda que mesmo que declare, cidades não poderão parar
Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou em um comitê de avaliação econômica da Câmara Alta do Japão, que o país não está em uma situação na qual seja necessário declarar estado de emergência.

O país registrou um recorde de novos casos de Covid-19 em um único dia na terça-feira (31), com mais de 200 confirmações da doença. O Japão totaliza 2.235 casos de infecções e 66 óbitos. Mais de 580 casos já foram confirmados em Tóquio.

“Acredito que não estamos em uma situação emergencial no momento. Queremos avaliar o problema considerando a vida e a saúde da população como prioridade”, ponderou Abe.

Segundo uma reportagem da emissora NHK, o governo japonês também reiterou que, mesmo que seja declarado estado de emergência no país, não será possível fechar as cidades, como aconteceu na França e em outros países mais afetados pelo vírus.

“Precisamos esclarecer que em um estado de emergência podemos tomar várias medidas restritivas, mas não podemos fazer o “lock down”, como ocorreu na França. Há um mal entendido com relação a isso”, esclareceu o primeiro-ministro, enfatizando a dificuldade de impor quarentena irrestrita para a população.

O representante do governo japonês também esclareceu que todas as possibilidades estão sendo consideradas, tendo em vista o pior cenário possível para a pandemia. Por causa das limitações do ponto de vista legal, o Japão também encontra dificuldades em forçar restrições mais severas.

“É uma situação difícil para o país, no qual nunca enfrentamos depois da Segunda Guerra Mundial”, explicou Abe. Na próxima semana, o governo japonês deve organizar as medidas econômicas emergenciais, visando manter empregos e amenizar os prejuízos que a pandemia vem causando na economia do país.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 19 de março de 2020

Japão pede a empresas de celular, luz e gás medida que permite adiar pagamento de contas

O benefício valeria para famílias que tiveram a renda reduzida devido ao surto de coronavírus
Ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Hiroshi Kajiyama

O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Hiroshi Kajiyama, pediu às empresas de luz e gás medidas que permitam adiar o pagamento de contas, informou a emissora NHK nesta quinta-feira (19).

O mesmo pedido foi feito pelo governo às operadoras de telefone celular.

As medidas valeriam para famílias com dificuldades financeiras que tiveram a renda reduzida devido ao surto de coronavírus, com possibilidade de adiar sucessivamente o pagamento das contas por um mês.

Como se trata de um pedido, e não de uma determinação, cabe às operadoras de celular e às empresas que fornecem luz e gás decidir se os procedimentos serão adotados.

A operadora de celular NTT Docomo já reagiu ao pedido do governo, adiando para maio o pagamento das contas com vencimento a partir de fevereiro.

O primeiro-ministro Shinzo Abe também deve anunciar outras providências para aliviar famílias afetadas pelo novo vírus. O governo está estudando, inclusive, uma ajuda em dinheiro para todas as pessoas.

O valor seria superior aos ¥12 mil que o Japão deu à população em 2009, no auge da crise econômica mundial.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 11 de março de 2020

Pacote aprovado pelo Japão contra coronavírus chega a ¥430 bilhões

O governo utilizará o restante da reserva orçamentária deste ano fiscal
Banco do Japão

O Japão divulgou na terça-feira um segundo pacote de medidas no valor de 4 bilhões de dólares em gastos para lidar com as consequências do surto de coronavírus, com foco no apoio a pequenas e médias empresas, à medida que aumentam as preocupações com os riscos para a economia já frágil.

O pacote, totalizando 430,8 bilhões de ienes (4,1 bilhões de dólares) em gastos, mostra quanta pressão as autoridades estão enfrentando para reforçar o crescimento frágil e conter o risco de falências corporativas, já que cancelamentos de eventos e uma queda no turismo ameaçam atingir a economia em geral.

Para ajudar a financiar o pacote, o governo utilizará o restante da reserva orçamentária deste ano fiscal, de cerca de 270 bilhões de ienes, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe.

A medida provavelmente afetará o que o Banco do Japão decidirá em sua revisão de política monetária de 18 e 19 de março.

O banco central tentará garantir que as empresas afetadas pelo surto do vírus não enfrentem um aperto financeiro antes do final do atual ano fiscal de março, informou a Reuters.

O ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, disse na terça-feira que ainda não há necessidade de um orçamento extra maior, acrescentando que as consequências do surto até agora não atingiram a escala da crise financeira de 2009.

“Precisamos verificar a situação atual”, disse Aso a repórteres após uma reunião do gabinete, acrescentando que “não há como dizer” se o governo precisa de um orçamento extra.

Financiamento especial para empresas
O Japão aumentará o financiamento especial para empresas pequenas e médias afetadas pelo coronavírus, de acordo com um documento do governo visto pela Reuters.

O governo usará instituições financeiras públicas, como a Corporação Financeira do Japão e o Banco de Desenvolvimento do Japão, para providenciar o financiamento, segundo o documento.

A medida chega no momento em que o surto crescente de coronavírus abala a economia japonesa, já à beira da recessão. Na semana passada, o ministro das Finanças exortou instituições financeiras públicas e particulares a acelerarem os esforços que visam um financiamento corporativo eficiente.

O número de casos de coronavírus no Japão passou de 1.200, incluindo passageiros e tripulantes de um navio de cruzeiro, e já matou 19 pessoas, enquanto a nação se prepara para sediar a Olimpíada de Tóquio em julho e agosto.

Como parte das medidas, cerca de 500 bilhões de ienes serão contingenciados para pequenas empresas, incluindo aquelas cujas vendas foram prejudicadas pelo surto — valor adicional aos 500 bilhões de ienes já anunciados.

Entre as outras medidas estão cerca de 200 bilhões de ienes de financiamento do Banco de Desenvolvimento do Japão e do Banco Shoko Chukin para as empresas, incluindo as maiores, como reação à crise, de acordo com o documento.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 4 de março de 2020

Aichi lança linha de crédito para pequenas e médias empresas por causa do coronavírus

Com os prejuízos amargados pelas pequenas e médias empresas por causa do Covid-19 o governo da província de Aichi lança linha de crédito sem caução
governador de Aichi

O governador de Aichi, Hideaki Omura, anunciou na quarta-feira (4) uma política para estabelecer um sistema de empréstimo para as PME-pequenas e médias empresas que tiveram suas vendas diminuídas devido aos efeitos do novo coronavírus.

O governador Omura disse: “criaremos um fundo de emergência para responder à crescente necessidade de capital de giro urgente devido à deterioração do fluxo de caixa”. Ele afirmou que criaria um sistema de empréstimo sem caução, no total de 200 bilhões de ienes para essa nova linha de crédito.

Para as PMEs que tiveram o faturamento reduzido desde o mês anterior, comparada ao mesmo período do ano anterior e de 2018, comprovadamente, podem se candidatar a esse empréstimo. Poderão receber um empréstimo de até 50 milhões de ienes.

O governador pretende suplementar no orçamento aprovado em 4 de fevereiro para aceitar empréstimos a partir de 9 de março até o final de agosto.
Fonte: Portal Mie com CBC TV

quinta-feira, 26 de março de 2015

Governo do Japão quer incentivar empresas a deixar Tóquio

TóquioEm uma tentativa de descentralizar a economia, o Gabinete do primeiro-ministro Shinzo Abe aprovou um plano que oferecerá incentivos fiscais para empresas que trasferirem suas sedes de Tóquio para outras localidades no interior do Japão.

O projeto de lei, que será colocado em votação no parlamento, prevê a dedução de 7% do valor do custo da construção da nova sede fora das áreas metropolitanas de Tóquio, Osaka e Nagoya.

A capital japonesa concentra cerca de um quinto da economia do país e é sede de mais de 1.700 empresas, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Urban Institute Corporation.

Com o incentivo à transferência de empresas, o governo de Abe quer criar 300 mil novos postos de trabalho no interior do país até 2020.

Uma pesquisa realizada pelo governo em agosto de 2014, revela que cerca de 40% dos moradores de Tóquio consideram, ou estariam disposto a considerar, se mudar para o interior do país se houver boas oportunidades de emprego.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Japão melhora avaliação econômica pela 1ª vez em dois meses

De acordo com o relatório mensal do governo, terceira maior economia do mundo está gradualmente se recuperando

O governo japonês melhorou sua avaliação da economia nesta segunda-feira, uma vez que os sinais de um aumento nas exportações e na produção industrial somam-se às crescentes evidências de que as políticas agressivas do primeiro-ministro Shinzo Abe estão começando a reaquecer o crescimento.

A terceira maior economia do mundo está gradualmente se recuperando, de acordo com o relatório mensal do governo divulgado pelo Escritório do Gabinete.

A melhora foi a primeira em dois meses, depois de em abril o governo ter dito que a economia estava mostrando sinais de recuperação mas que ainda tinha alguns pontos fracos.

A melhora destaca o sucesso das políticas de Abe, que combina gastos com agressivo afrouxamento monetário para reanimar a economia e estão resultando em um enfraquecimento do iene.

"Esperamos que a economia continue a se recuperar uma vez que as exportações melhoram e com as medidas de política econômica e o estímulo econômico impulsionando a confiança", disse o Escritório do Gabinete no relatório.

Pessoas passando em área comercial em Shibuya: melhora foi a primeira em dois meses, depois de em abril o governo ter dito que a economia estava mostrando sinais de recuperaçãoEssa avaliação veio antes dos dois dias de reunião do banco central japonês, acabando na quarta-feira, em que a expectativa é de que a política seja mantida após o BC anunciar uma forte campanha de expansão monetária no início de abril para acabar com 15 anos de deflação.

Desde que Abe apresentou sua estratégia em novembro para acabar com duas décadas de estagnação econômica, o iene atingiu mínimas de quatro anos e meio contra o dólar e os preços das ações saltaram 70 por cento.

Abe espera que os efeitos de um mercado acionário em alta e as expectativas de mais melhora na economia geral gerem um círculo virtuoso de consumo, investimento e emprego que por fim acabará revitalizando o crescimento.

"Estamos implementando políticas fiscais e monetárias sob a administração de Abe, e isso abriu caminho para uma recuperação em forma de V", disse o ministro da Economia, Akira Amari.

"Normalmente, as exportações lideram o crescimento, mas desta vez o gasto do consumidor está tendo o papel principal", disse Amari em entrevista à imprensa após o governo divulgar sua avaliação da economia.

Dados do governo mostraram na semana passada que a economia cresceu 0,9 por cento no primeiro trimestre ante o período anterior, acima do esperado, graças a um grande ganho no consumo privado e a uma aceleração nas exportações.

O governo disse que as exportações estão mostrando sinais de recuperação, o que representou uma melhora em relação ao mês passado, uma vez que o iene fraco eleva os volumes de exportação de carros, aço e químicos, de acordo com o Escritório do Gabinete. Esse foi o segundo mês de melhora para essa avaliação.

O relatório informou que a produção industrial está gradualmente se recuperando, o que foi a primeira melhora em dois meses. Em abril, o Escritório do Gabinete disse que a produção estava apenas mostrando sinais de recuperação.

O consumo privado está se recuperando e os gastos de capital estão deixando o ponto mais baixo, completou o relatório, avaliação inalterada em relação ao último.
Fonte: Exame com Reuters

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Confiança do consumidor japonês tem maior nível em quase 6 anos

Índice para famílias em geral atingiu 44,8 em março.

Leitura abaixo de 50 sugere pessimismo do consumidor.

A confiança do consumidor japonês melhorou em março para o maior nível em quase seis anos, mostrou nesta quarta-feira (17) pesquisa do Escritório do Gabinete, indicando que políticas agressivas do governo e do banco central estão tendo o efeito desejado.

O índice de sentimento da pesquisa para famílias em geral, que inclui opiniões sobre renda e emprego, atingiu 44,8 em março, maior nível desde maio de 2007. A leitura também ficou acima dos 44,2 de fevereiro, segundo dados revisados.

Leitura abaixo de 50 sugere pessimismo do consumidor.

A pesquisa também mostrou que 71,8% dos entrevistados acredita que os preços subirão nos próximos 12 meses, maior nível desde abril de 2011.

A pesquisa de confiança do consumidor é realizada desde 1982 e "famílias em geral" são aquelas com duas ou mais pessoas.
Fonte: G1 com Reuters