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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Carros usados viram preferência no Japão e mercado aquecido atinge marca histórica

Inflação prolongada, alta nos preços dos veículos novos e avanço dos aplicativos de compra impulsionaram o setor no país

carros usados no Japão
O mercado de carros usados no Japão alcançou um recorde histórico em 2025, impulsionado pela inflação prolongada e pelo aumento dos preços dos veículos novos. Segundo informações da Kyodo News, o setor movimentou 5,32 trilhões de ienes, valor 54,8% maior do que o registrado há cinco anos.

Uma pesquisa realizada por um instituto ligado ao grupo Recruit Holdings mostrou que quase 40% dos automóveis comprados no último ano no país eram usados. O levantamento ouviu 10.268 pessoas em todo o Japão em agosto de 2025.

Por isso, os dados refletem uma mudança no comportamento dos consumidores japoneses, que passaram a demonstrar menor resistência à compra de produtos de segunda mão. Ao mesmo tempo, o aumento nos custos de matéria-prima elevou o preço dos veículos novos e ajudou a aquecer ainda mais o mercado de usados.

Preços dos usados também atingem recorde
O estudo aponta que o preço médio de um carro usado comprado em 2025 chegou a 1,75 milhão de ienes, o maior já registrado. O valor representa alta de 397 mil ienes em comparação com 2020. Já os veículos novos tiveram preço médio de 3,50 milhões de ienes.

Para Yoshiko Yokota, especialista do instituto de pesquisa, a popularização dos aplicativos de compra e venda também ajudou a impulsionar o setor.

“Há mais pessoas optando por veículos seminovos relativamente novos devido ao uso cada vez mais difundido de aplicativos de compra e venda de carros usados”, afirmou.

SUVs e veículos kei puxam demanda de usados
Segundo Yokota, os consumidores também têm buscado veículos kei mais antigos e baratos diante do cenário de inflação prolongada no Japão.

Além disso, a demanda por SUVs e modelos híbridos segue em alta, sendo que os SUVs usados alcançaram preço médio de 2,92 milhões de ienes em 2025, um avanço de 25,6% em relação a 2020.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Repolho por ¥500: elevação dos custos de verduras ainda continua

Altas temperaturas, baixa pluviosidade, aumento do custo de fertilizantes e outros fatores impulsionaram a alta dos preços de verduras

alta dos preços de verduras
O preço dos legumes, especialmente das verduras, não parou de subir. As altas temperaturas e a baixa pluviosidade recorde desde o verão passado atrasaram o crescimento, e os preços subiram constantemente do outono para o inverno.

Na província de Nagano, o repolho está custando mais de 500 ienes e metade de uma acelga está perto de 400 ienes em alguns supermercados e lojas de frutas e verduras. Como os preços das necessidades diárias em geral continuam a subir, os consumidores estão sendo forçados a economizar ainda mais.

Na loja Big 1 Chino Yokouchi em Chino, (Nagano), meia acelga estava à venda por 378 ienes no dia 9, cerca do dobro do preço de um ano normal. Um representante da Takeda Store, que opera a loja, disse: “Não podemos ter lucro (devido à alta dos preços de compra), mas é indispensável termos a linha de produtos”.

Os clientes provavelmente estão cientes da inflação recente, e a queda no volume de vendas foi mantida em cerca de 10% do nível do ano anterior. Mesmo assim, uma dona de casa de 70 anos que visitou a loja disse: “Escolho vegetais com pequenos aumentos de preço para fazer um cardápio. Está frio e eu quero comer pratos de panelas quentes”.

Na seção de verduras da loja Farm Osawaya Nagano, em Higashi-Wada, o preço de um repolho era de 349 ienes e o do nabo “daikon”, 299 ienes.

A margem de lucro também diminuiu significativamente, mas o gerente diz: “Se aumentarmos ainda mais os preços, vamos ter que pedir desculpas aos nossos clientes”. Embora tenha feito uma série de esforços, inclusive comprando diretamente dos agricultores, há limites para o que pode ser feito, enfatiza o gerente.

De acordo com o atacadista de frutas e verduras R&C Nagano Fruits & Vegetables, os preços de atacado (por quilo) das verduras colhidas no outono e inverno estão subindo em todos os setores.

O repolho, que normalmente custa em média 120 a 150 ienes em janeiro, está custando entre 400 e 500 ienes. A acelga, que normalmente custa menos de 100 ienes por ano, está perto de 250 ienes, e a alface, que normalmente custa cerca de 200 ienes, está perto de 400 ienes.

O diretor executivo e gerente geral do departamento de hortaliças da R&C Nagano Fruits & Vegetables, destacou que o aumento da demanda dos turistas e o fato de as cadeias de restaurantes comprarem gêneros alimentícios no mercado nacional, devido à baixa do iene, foram parcialmente responsáveis pelo aumento dos preços de varejo.

Espera-se que os preços altos continuem até que a safra de legumes da primavera chegue ao mercado.

De acordo com Hayato Shimazaki, presidente da Top River, que produz e vende vegetais, as altas temperaturas e o baixo índice pluviométrico, bem como os surtos de doenças causados por chuvas, afetaram o crescimento.

Enquanto isso, os custos crescentes de fertilizantes, pesticidas e mão de obra estão pressionando as operações dos agricultores, ele enfatiza: “Não acho que os produtores conseguirão sobreviver”.
Fonte: Portal Mie com Shinno Mainichi Shimbum

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Toshiba anuncia plano de cortar 4.000 empregos no Japão

O objetivo da empresa é aumentar o lucro operacional em cerca de 10 vezes em três anos

Toshiba
A Toshiba anunciou na quinta-feira (16) seu plano de gestão de médio prazo até o ano fiscal de 2027, o que inclui corte de custos e redução de até 4.000 funcionários no Japão, além de investimento dos fundos economizados em áreas de crescimento, informou o jornal Yomiuri.

O objetivo da empresa é aumentar o lucro operacional em cerca de 10 vezes em três anos, mas esse plano é considerado desafiador.

No final do ano passado, a Toshiba se tornou uma empresa não listada na bolsa de valores, sob o controle de um consórcio liderado pelo fundo de investimentos Japan Industrial Partners (JIP). O presidente Taro Shimada destacou que a redução de pessoal é uma decisão difícil, mas necessária para garantir o futuro da empresa.

A meta de reduzir 4.000 funcionários representa 6% dos 66.000 empregados no Japão. A empresa planeja absorver subsidiárias-chave na sede, focando nos departamentos indiretos como administração e contabilidade, oferecendo aposentadoria antecipada para funcionários com mais de 50 anos.

Até o final de setembro de 2025, a sede será transferida de Tóquio para Kawasaki (Kanagawa), visando melhorar a eficiência e reduzir custos. Os recursos economizados serão investidos em áreas como negócios digitais, energia e semicondutores.

Os resultados financeiros recentes da Toshiba são desafiadores, com queda nas vendas e no lucro operacional. O plano de gestão prevê um aumento de 14% nas vendas e uma margem de lucro operacional de 10,1% até 2027, exigindo uma grande eficiência.

No entanto, as áreas de crescimento enfrentam forte concorrência e incertezas tecnológicas. A Toshiba também precisa lidar com a obrigação de reembolsar um empréstimo de 1,4 trilhões de ienes.

Especialistas apontam que a redução de custos levará tempo para mostrar resultados e que os investimentos em energia e semicondutores são significativos, tornando o crescimento um desafio enquanto a dívida é paga.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Impacto no bolso é grande com a atual situação econômica no Japão

O fardo para uma família no Japão será elevado se o atual quadro econômico não mudar

yen
A valorização do dólar americano, o aumento de preços do petróleo (e consequentemente de seus derivados) e a média Nikkei que está variando para baixo, são o retrato econômico atual do Japão, por causa de influências externas também.

A moeda japonesa ainda mais desvalorizada, chegando a ¥155 por dólar americano, preocupa os investidores. Além disso, o conflito no Oriente Médio afeta o preço do barril de petróleo, o qual é pago em dólar. Portanto, quanto mais o iene enfraquece, mais é preciso desembolsar.

Se os preços do petróleo bruto continuarem a subir, existe o risco de aumento dos custos de importação de energia pressionar o desempenho das empresas nacionais, criando um ciclo vicioso que fará com que os preços das ações caiam ainda mais. 

Gás e energia elétrica deverão ficar mais caros
O governo deverá deixar de subsidiar os custos do gás e da eletricidade em junho. Em maio o subsídio atual será reduzido pela metade. Assim, os consumidores arcarão com o valor cheio, afetando o orçamento doméstico.

Uma família, supondo que seja de 4 pessoas, irá passar a pagar 1,4 mil a mais na conta de energia elétrica e ¥450 a mais na conta do gás. Mas, o aumento da eletricidade já vai ser visível na fatura de abril, de cerca de 800 ienes, por causa da elevação da taxa para a promoção da difusão da energia renovável.

Em relação aos combustíveis como a gasolina, por exemplo, o governo continuará com o subsídio para aliviar a carga ao consumidor final. 

Se os fabricantes de diversos produtos, que usam derivados de petróleo, resolverem repassar o custo ao consumidor final, é possível que sejam aumentados os preços de inúmeros itens do dia a dia, que usam embalagens plásticas e outros materiais.

Desembolso de mais de 100 mil ienes
Ao fazer um cálculo simples, se o câmbio continuar nesse patamar nunca visto nos últimos 34 anos, se o barril do petróleo continuar subindo, se os alimentos continuarem caros, cada família terá que desembolsar mais de 110 mil ienes por ano para manter o orçamento doméstico.

O índice de preços ao consumidor de março subiu 2,6%, porque os alimentos – incluindo carnes, pescados, hortaliças e produtos alimentícios – estão com preços mais elevados em 4,8%, em pelo menos 107 itens.

Diante dessa situação, quem arca com o fardo é consumidor final. Para manter o mesmo padrão de vida terá que ter habilidades para reduzir os gastos em compras de artigos considerados supérfluos.
Fonte: Portal Mie com FNN

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Suzuki e SkyDrive fazem acordo para produzir “carros voadores” no Japão

As empresas pretendem iniciar a fabricação por volta da primavera de 2024

Suzuki e SkyDrive
A montadora japonesa Suzuki Motor disse na terça-feira (20) que chegou a um acordo com a SkyDrive para fabricar "carros voadores".

As empresas usarão uma fábrica do Grupo Suzuki em Shizuoka para fabricar aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) e pretendem iniciar a produção por volta da primavera do ano que vem, disse a Suzuki em comunicado.

A SkyDrive estabelecerá uma subsidiária integral para fabricar a aeronave e a Suzuki ajudará nos preparativos para a produção, incluindo a contratação de talentos, disse a montadora.

Com sede na cidade de Toyota (Aichi), a SkyDrive tem a trading Itochu, a empresa de tecnologia NEC e uma unidade da empresa de energia Eneos Holdings entre seus principais acionistas.

As duas empresas assinaram um acordo em março do ano passado para se unirem em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de carros voadores.

Os "carros voadores" são um tipo de aeronave com a capacidade de decolar e pousar verticalmente usando vários rotores. Os veículos são normalmente destinados ao transporte de um pequeno número de pessoas, com alguns modelos também equipados para uso em terra.

É um dos segmentos de mobilidade que mais crescem, com empresas como a Toyota e a Japan Airlines (JAL) entrando no mercado por meio de startups com capacidade de desenvolvimento.
Fonte: Alternativa com Reuters 

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Fabricantes esperam que pedidos de maquinários aumentem 4,6% em abril-junho

No mês de março essas encomendas sofreram uma queda de 3,9% em relação ao mês anterior

maquinário do Japão
As principais encomendas de maquinário do Japão caíram em março pelo segundo mês consecutivo, indicando que as empresas estão cautelosas com os gastos de capital em meio a preocupações com a desaceleração econômica global.

A economia do Japão emergiu da recessão ainda neste primeiro trimestre, quando uma recuperação do consumo pós-COVID compensou os ventos contrários globais. Mas uma análise das encomendas de máquinas pode lançar dúvidas sobre o ritmo da recuperação econômica.

Os pedidos principais, uma série de dados altamente voláteis considerados um barômetro das despesas de capital nos próximos seis a nove meses, caíram 3,9% em março em relação ao mês anterior, mostraram dados do Gabinete do governo nesta segunda-feira (22).

Isso foi mais fraco do que a previsão mediana de um avanço de 0,7% feita por economistas em uma pesquisa da Reuters.

Em comparação com o ano anterior, os pedidos principais, que excluem serviços de transporte e eletricidade, caíram 3,5% em março, de acordo com os dados. Isso também foi mais fraco do que um ganho de 1,4% da previsão.

Os fabricantes consultados pelo governo esperam que os pedidos principais aumentem 4,6% em abril-junho, após um crescimento de 2,6% no trimestre anterior.

O governo manteve sua análise sobre os pedidos de maquinário, dizendo que eles ainda estão "paralisados".
Fonte: Alternativa

terça-feira, 28 de março de 2023

Economistas apostam em retomada do crescimento com novo status da COVID

Uma das apostas é a retomada do turismo receptivo, com o aumento de turistas estrangeiros no país

turismo no Japão
O governo do Japão espera normalizar as atividades econômicas e sociais com o rebaixamento da classificação da COVID-19, o que está previsto para ocorrer em 8 de maio. Embora as infecções por coronavírus venham diminuindo, a recuperação econômica do país ainda é frágil, publicou a mídia local. 

Com a COVID-19 tratada no mesmo nível de uma gripe sazonal, economistas acreditam que a mudança amenizará algumas medidas que têm atrapalhado o trabalho, o consumo e o turismo receptivo.

Hoje a COVID-19 é classificada como Classe 2, que inclui outras doenças graves, como tuberculose, que exige que os infectados se isolem por sete dias, embora esse tempo possa cair para cinco dias se o teste for negativo no quinto dia. 

A medida afeta mesmo aqueles considerados como contatos próximos, que também precisam se isolar por cinco dias.

 Para Hideo Kumano, economista-chefe executivo do Instituto de Pesquisa Dai-ichi, muitas dessas pessoas não puderam trabalhar e isso prejudicou a produtividade das empresas. 

Considerando o caso de um infectado com um contato próximo, isso gera aproximadamente a perda de 13 dias de trabalho, segundo Kumano escreveu em um relatório em janeiro. 

Em algumas situações essas pessoas poderiam trabalhar remotamente em suas casas, mas algumas lojas pequenas precisaram fechar depois que os funcionários foram infectados ou tiveram contato próximo com alguém com o coronavírus. 

Em 8 de maio a COVID-19 passará para a Classe 5, a mesma da gripe sazonal, e espera-se que a situação mude, pois os infectados e contatos próximos não precisarão mais se isolar. 

Em alguns casos, ainda que tenham que se afastar do trabalho, a perda será bastante reduzida em relação ao que vigora hoje. 

Kumano avalia que se o Japão mantiver o sistema atual e registrar 10 milhões de novos caso de COVID-19 até o fim deste ano, o impacto negativo na produtividade chegaria a ¥ 1,16 trilhão (US$ 8,8 bilhões).

Com a mudança na categoria da doença e das medidas de quarentena, o impacto negativo cairá para 360 bilhões de ienes.

O economista alerta: “Se o rebaixamento não for implementado, as atividades econômicas serão amplamente prejudicadas.”

A expectativa do economista é de que a volta das atividades sociais estimule o consumo doméstico. 

Os números revisados do produto interno bruto do Japão no quarto trimestre do ano passado, divulgados pelo Gabinete no início deste mês, mostraram que a economia cresceu 0,1% anualizado, notavelmente mais fraco do que o aumento de 0,6% estimado nos dados preliminares. Em meio ao aumento da inflação, o consumo foi mais lento do que o previsto.

A taxa de crescimento também foi consideravelmente menor do que as expectativas dos economistas - a previsão mediana em uma pesquisa da Reuters era de expansão de 0,8%.

A esperança é de que com a COVID-19 rebaixada, mais pessoas saiam para jantar em restaurantes e viajem mais, com Kumano estimando que a mudança aumentaria o consumo em ¥ 600 bilhões.

Outro ponto positivo é que, com o alívio das medidas, o país receberá mais turistas estrangeiros. 

O país relaxou algumas normas em outubro de 2022 para a vinda de visitantes de fora, mas algumas exigências persistem, como apresentar comprovante de vacinação ou teste negativo para o coronavírus.

Logo que essas regras forem removidas, a expectativa é de que o fluxo de turistas internacionais aumente. 

Em 2019, antes da pandemia, o país recebeu 32 milhões de turistas estrangeiros, que gastaram ¥4,8 trilhões. O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu aumentar os gastos dos viajantes internacionais para ¥ 5 trilhões.

Desde outubro do ano passado o país começou a recuperar lentamente o total de visitantes. Em fevereiro passado recebeu 1,47 milhões, contra cerca de 2,6 milhões no mesmo mês de 2019.

Boa parte dos turistas são chineses. Com a queda das restrições, a esperança é de que o ritmo de chegada desses e de outros visitantes exceda o ritmo de 2019, como acredita Shunsuke Kobayashi, economista-chefe da Mizuho Securities. 

O problema no setor de turismo, porém, é a falta de mão de obra.

Uma pesquisa feita em setembro passado pela Dive, agência de recrutamento especializada no setor, em Tóquio, mostrou que 88% dos 160 operadores hoteleiros disseram sentir que não tinham trabalhadores suficientes, mesmo antes da reabertura da fronteira.

“Essa é a maior preocupação. Mesmo que a demanda aumente, isso não significará muito, a menos que a oferta também aumente”, disse Kobayashi.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Atividade industrial do Japão em dezembro registra queda mais acentuada em 2 anos

Desaceleração é um reflexo da queda da demanda

atividade industrial japonesa
A atividade industrial japonesa caiu em dezembro no ritmo mais acentuado em 26 meses, mostrou uma pesquisa empresarial nesta quarta-feira (4), com as empresas vendo novas quedas em meio à desaceleração econômica global.

O índice de gerenciamento de compras de manufatura do au Jibun Bank Japan caiu para um ajuste sazonal de 48,9 em dezembro, ante 49,0 em novembro. O número é o menor desde outubro de 2020 e marcou o segundo mês abaixo da linha de 50, que separa a contração da expansão.

"A desaceleração foi amplamente centrada no atual ambiente de demanda, que é fraco tanto internacional quanto domesticamente", disse Laura Denman, economista da S&P Global Market Intelligence, que compila a pesquisa.

A produção e os novos pedidos estenderam sua contração pelo sexto mês em dezembro, mas em ritmos mais lentos do que no mês passado, mostraram os subíndices da pesquisa.

Embora a pesquisa tenha mostrado que a inflação de preços de insumos estivesse diminuindo para uma mínima de 15 meses, indicando uma redução nas pressões de custo, o restante dos resultados apontam para perspectivas mais sombrias para o Japão no início de 2023.

Os fabricantes esperavam uma nova desaceleração em suas condições de negócios, com o subíndice de produção futura atingindo o nível mais baixo desde maio, quando os bloqueios na China decorrentes da covid-19 interromperam as cadeias de suprimentos das empresas japonesas.

"Indicadores prospectivos estão cada vez mais pintando um quadro sombrio para o setor manufatureiro do Japão no futuro", disse Denman.

A pesquisa corrobora os fracos dados da produção industrial divulgados na semana passada, que mostraram contração pelo terceiro mês em novembro.

Os analistas esperam que a produção do Japão permaneça moderada nos próximos meses devido à queda da demanda no exterior, com a situação do coronavírus na China representando um risco adicional de queda.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Salários reais no Japão caem pelo 6º mês devido a aumento de preços

Já os ganhos nominais totais em dinheiro aumentaram 2,1% em setembro

salários reais no Japão
Os salários nominais do Japão cresceram em setembro no ritmo mais rápido em quatro anos, mas o salarial real caiu pelo sexto mês devido aos altos preços ao consumidor, mostraram dados oficiais nesta terça-feira (8).

Na ausência de um forte crescimento salarial, o aumento de preços, exacerbado pela queda do iene para mínimas de 32 anos, provavelmente suprimirá a recuperação do Japão da pandemia, à medida que os formuladores de políticas correm para apoiar a fraca economia com um pacote fiscal de US$ 200 bilhões e flexibilização monetária ultrafrouxa.

Em setembro, os salários reais corrigidos pela inflação, um importante indicador do poder de compra dos consumidores, caíram 1,3% em relação ao ano anterior, após uma queda de 1,7% em agosto, informou o Ministério do Trabalho.

O índice de preços ao consumidor que o ministério usa para calcular os salários reais, que inclui alimentos frescos, mas exclui o aluguel equivalente dos proprietários, subiu 3,5% em setembro em relação ao ano anterior, o mesmo ritmo de agosto.

Enquanto os ganhos nominais totais em dinheiro aumentaram 2,1% em setembro, a maior alta desde junho de 2018, com 2,8%, a inflação de preços manteve o crescimento dos salários reais em território negativo. Os salários reais do Japão vêm caindo desde abril.

O pagamento de horas extras, um indicador da força da atividade corporativa, subiu 6,7% ano a ano em setembro, o maior ganho em 14 meses.

Os pagamentos especiais aumentaram 20,3% em setembro, mas a leitura tende a ser altamente volátil em meses que não sejam as temporadas de bônus de junho a agosto e novembro a janeiro.

Uma expansão relativamente grande nos salários dos trabalhadores regulares provocou o crescimento elevado de vários anos nos ganhos totais em setembro, disse um funcionário do Ministério da Saúde, acrescentando que o quadro geral de que os salários nominais estão crescendo na reabertura do Japão da pandemia de Covid-19 "não mudou muito".
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Economia do Japão deve se recuperar do impacto da pandemia nos próximos meses, diz BOJ

A equipe do Banco do Japão revisará a política monetária na terceira semana de dezembro

Economia do Japão
O presidente do Banco do Japão (BOJ), Haruhiko Kuroda, expressou na segunda-feira (29) confiança de que a economia do país irá superar o impacto da pandemia de coronavírus nos próximos meses, devido ao grande progresso feito na vacinação da população.

"Tenho certeza de que a economia japonesa superará o impacto da Covid-19 nos próximos meses e estará em uma fase de recuperação e crescimento dentro de alguns meses", disse ele em um fórum do Paris Europlace.

Kuroda fez os comentários antes de ler um discurso preparado sobre finanças verdes, ressaltando a intenção do banco central japonês de comunicar aos mercados seu otimismo em relação à terceira maior economia do mundo.

O BOJ se reunirá para revisar a política monetária nos dias 16 e 17 de dezembro. 

O banco não deve realizar mudanças e pode decidir se prorroga um conjunto de programas de empréstimos para alívio da pandemia além do prazo final de março de 2022.

O Japão ficou atrás de outros países avançados na recuperação do impacto da pandemia, já que as restrições do estado de emergência, para combater o vírus, pesaram sobre o consumo.
Fonte: Alternativa com Reuters