Mostrando postagens com marcador estado de emergência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estado de emergência. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Vendas no varejo do Japão ampliam os ganhos, mas desafios com Covid-19 persistem

Dados mostram que vendas no varejo avançaram 2,4% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior

economia do Japão
As vendas no varejo do Japão aumentaram pelo quinto mês consecutivo em julho, superando as expectativas à medida que o setor de consumo continuou sua recuperação, embora o ressurgimento do coronavírus tenha lançado dúvidas sobre as perspectivas de gastos.

Um aumento nos casos da variante Delta este mês forçou o governo a ampliar as restrições do estado de emergência, que agora ameaçam prejudicar os gastos do consumidor e atrapalhar uma frágil recuperação econômica.

As vendas no varejo avançaram 2,4% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados do governo na segunda-feira (30), um pouco mais rápido do que a previsão mediana dos economistas de um aumento de 2,1% em uma pesquisa da Reuters. Seguiu-se a um aumento de 0,1% em junho.

"A força recente nas vendas no varejo não deve durar", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics para o Japão, em nota.

"A severa onda Delta que está atingindo o país, juntamente com uma lista cada vez maior de províncias sob estados de emergência, resultou em um novo enfraquecimento do consumo neste trimestre", disse Thieliant.

O aumento melhor do que o esperado nas vendas no varejo em julho veio enquanto as autoridades lutavam para público desafiador a respeitar as restrições para ficar em casa em grandes cidades como Tóquio, que sediou as Olimpíadas em julho e início de agosto.

Os dados do Ministério do Comércio encontraram forte demanda por uma variedade de itens, como carros, roupas, mercadorias em geral e alimentos, enquanto o combustível foi ajudado pelos preços mais altos da gasolina.

Estabelecimentos de varejo de pequeno porte, como lojas de conveniência e drogarias, tiveram o maior crescimento nas vendas em relação ao ano anterior.

No entanto, o crescimento também foi favorecido pela comparação com a queda acentuada do ano passado, quando a demanda do consumidor foi prejudicada pela pandemia do coronavírus.

Em comparação com o mês anterior, as vendas no varejo ganharam 1,1% com ajuste sazonal, já que o consumo deu continuidade ao surpreendente crescimento visto no segundo trimestre, ajudado pelas Olimpíadas de Tóquio.

A terceira maior economia do mundo cresceu a uma taxa melhor do que o esperado no trimestre de abril a junho, em grande parte graças ao consumo privado, que representa mais da metade do produto interno bruto do país.

Mas a recuperação da atividade do consumidor representa um desafio para os formuladores de políticas, já que a variante Delta, mais contagiosa, desequilibra o sistema de saúde do país, com restrições de estado de emergência cobrindo agora quase 80% da população japonesa.

"A mobilidade das pessoas tem diminuído e o consumo pode atingir o pico em agosto", disse Atsushi Takeda, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Econômica de Itochu, observando que a tendência de queda pode se arrastar até setembro.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Estado de emergência poderá ser estendido

Atualmente são 10 províncias sob essa declaração, sendo que 4 delas já tiveram prorrogação

Estado de emergência
Fontes disseram para o jornal Yomiuri, no domingo (23), que o governo considera estender a declaração do estado de emergência das 9 entre as 10 províncias. 

A única que não será incluída no período de prorrogação é Okinawa, cujo período é entre 23 deste mês a 20 de junho.

Hokkaido, Okayama e Hiroshima foram incluídas para o período entre 16 a 31 deste mês, enquanto Aichi e Fukuoka, desde 12. Os números das últimas semanas indicam que Hokkaido, Fukuoka e Aichi não conseguiram frear a disseminação.

As primeiras 4 a terem declaração foram Tóquio, Osaka, Hyogo e Quioto, desde 25 de abril, as quais já tiveram uma prorrogação. No entanto, os números de novos casos diários de confirmação da infecção pelo coronavírus não foram reduzidos tanto quanto é necessário, principalmente em Tóquio e Osaka.

Infecção explosiva
Sem que o país tenha conseguido frear a infecção explosiva, Katsunobu Kato, Secretário-geral do Gabinete, disse para a NHK que há possibilidade de estender o prazo, possivelmente, alinhando com Okinawa.

“A situação não é de discutir o cancelamento (do estado de emergência) nesta fase”, disse Hirofumi Yoshimura, governador da província de Osaka, no sábado (22). Ele sugere que deveria estender o prazo até terminar a inoculação dos idosos, com previsão de final de julho.

Em relação à vacinação, Kato pediu flexibilidade, na segunda-feira (24), aos governos locais, para que possam iniciar a aplicação das doses nas pessoas com o para que as pessoas com situação médica subjacente, quando 50% dos idosos já tiverem sido vacinados.

Aichi: governador acha inevitável prorrogar
Na segunda-feira, o governador de Aicni, Hideaki Omura, disse que acha inevitável estender o prazo que encerra em 31 deste mês.

Os motivos são convincentes. Um deles é o número de pacientes. Até domingo, com o aumento, passou a ter 1.028 em tratamento. Em 12 deste mês registrou o pior número desta epidemia, de 679 testados positivo, ultrapassando Osaka.

“Falta só uma semana para a expiração, mas a situação (da infecção) é grave”, disse. Informou que discutirá sobre o adiamento com o governo do país.

Províncias com piores índices de x/100 mil habitantes
São 11 as províncias com os piores índices do país, ultrapassando 28 pessoas infectadas a cada 100 mil habitantes, na última semana (números arredondados).

  1. Okinawa: 84
  2. Hokkaido: 80
  3. Aichi: 51
  4. Hiroshima: 49
  5. Fukuoka: 49
  6. Okayama: 42
  7. Gifu: 34
  8. Osaka: 34
  9. Tóquio: 33
  10. Kumamoto: 31
  11. Quioto: 28 

Gifu e Kumamoto não são alvo do estado de emergência e sim das medidas prioritárias, apesar do elevado índice.
Fonte: Portal Mie com NHK, Yomiuri, Chunichi e Gov.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Feriado começa no Japão com pouco movimento em estradas e aeroportos

Tóquio e muitas outras províncias pediram aos moradores que fiquem em casa

Golden Week
O feriado de Golden Week começou no Japão nesta quinta-feira (29) com chuva e pouco movimento nas estradas, nos aeroportos e nas estações de trem, retratando os efeitos do estado de emergência em Tóquio, Osaka, Hyogo e Quioto e de medidas especiais em outras províncias para conter os casos de Covid-19.

Tóquio e muitas outras províncias pediram aos moradores que fiquem em casa durante o feriado e saiam apenas quando necessário, em meio a um aumento infecções. 

Segundo a emissora Nippon Terebi, o movimento nos aeroportos é baixo em comparação ao Golden Week antes da pandemia, mas aumentou em relação ao ano passado, quando o Japão estava sob o primeiro estado de emergência.

De acordo com a companhia ferroviária Japan Railways (JR), a taxa de ocupação dos assentos sem reserva no trem-bala Nozomi, da linha Tokaido Shinkansen, era de 20% a 60% no sentido Tóquio-interior na manhã desta quinta-feira.

As reservas de assentos numerados equivalem a apenas 20% do volume anterior à pandemia no centro e no oeste do país durante o feriado.

No aeroporto de Haneda, em Tóquio, não houve lotação nas plataformas de embarque.

De acordo com as companhias aéreas JAL e ANA, o número de reservas de voos domésticos durante o Golden Week é de apenas 40% em comparação a 2019.

Além disso, não há congestionamentos perceptíveis nas rodovias expressas. As empresas que administram as estradas decidiram não oferecer desconto no pedágio a partir desta quinta-feira até 9 de maio.

Normalmente, motoristas que têm ETC (sistema de pagamento eletrônico de pedágio) instalado no carro desfrutam de um desconto de 30% aos sábados, domingos e feriados.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Falência de empresas chega a 1.000 na pandemia

 Número de falências devido à pandemia chega a 1.000, e situação continua delicada para muitos empresários

falências de empresas
Segundo levantamento da empresa de pesquisa de opinião Teikoku Databank, foram confirmados 1.000 casos de falências de empresas relacionadas à pandemia desde fevereiro do ano passado.

Os ramos que tiveram os maiores números de falências foram:

  • Restaurantes, com 159 falências
  • Empresas de construção, com 85
  • Hotéis e pousadas,  com 78

Por província, Tóquio teve o maior número, 242 empresas fecharam as portas na capital japonesa. Em seguida, Osaka e Kanagawa registraram 99 e 60 falências, respectivamente.

Mensalmente, estão sendo registradas em média 100 falências relacionadas à pandemia do coronavírus. “Com a extensão do estado de emergência, o consumo individual caiu, e os restaurantes e a indústrias de serviços enfrentam uma situação ainda mais severa. As expectativas para os próximos meses não são otimistas, e tememos que os empresários desistam de continuar os negócios”, comenta a Teikoku Databank.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Osaka declara seu próprio estado de emergência e pede a moradores para não sair de casa sem necessidade

A ocupação de leitos por pacientes em estado grave está se aproximando de 70% na província

governo de Osaka
O governo da província de Osaka elevou o nível de alerta para coronavírus nesta quinta-feira (3), acionando pela primeira vez um "sinal vermelho" em resposta ao aumento do número de infecções, informou a emissora NHK.

O "sinal vermelho" é o mais alto nível de alerta próprio de Osaka e equivalente a um estado de emergência. Ele foi acionado também porque a ocupação de leitos especializados em Covid-19 por pacientes em estado grave está se aproximando de 70%, podendo causar um colapso no sistema de saúde.

O governador da província, Hirofumi Yoshimura, está pedindo aos moradores para não sair de casa sem necessidade entre 4 e 15 de dezembro, a fim de tentar conter a propagação da doença.

O governo de Osaka também deve prorrogar por três dias, até o dia 15, um pedido de redução do horário de funcionamento de bares, restaurantes e estabelecimentos noturnos que servem bebidas alcoólicas em duas áreas movimentadas da capital.

As escolas vão continuar tendo aulas normalmente.

Osaka confirmou 386 novos casos de coronavírus nesta quinta-feira, depois de ter registrado 427 no dia anterior, e o número total na província subiu para 21.404, segundo a emissora NHK. O recorde diário é de 490 infecções, em 22 de novembro.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Koike revela plano de retomada da economia e de como impedir segunda onda do vírus em Tóquio

O plano apresentado pela governadora foi apresentado nesta sexta-feira
Tóquio

A governadora Yuriko Koike anunciou um plano para reiniciar simultaneamente a economia da cidade e impedir uma segunda onda de infecções por coronavírus nesta sexta-feira (22).

O governo metropolitano de Tóquio decidirá como e quando suspender de forma gradual as medidas de distanciamento social e solicitações voluntárias de fechamento de negócios com base em sete critérios medidos em duas semanas, publicou o The Japan Times.

"Este é o rascunho final", disse Koike durante uma reunião da força-tarefa de coronavírus do governo metropolitano na sexta-feira.

"Precisamos agir com cautela, mas a cada dia que a cidade atende a esses critérios é mais um passo para recuperar as vidas que tínhamos antes."

A governadora disse que a capital vai monitorar casos novos e não rastreáveis e verificar se eles aumentam ou diminuem em comparação com a semana anterior.

Outros fatores a serem monitorados incluem o número de pacientes hospitalizados, incluindo aqueles com sintomas graves, a taxa de infecção entre os que foram submetidos ao teste de reação em cadeia da polimerase e a quantidade de chamadas e consultas recebidas pelas linhas diretas de coronavírus.

Se as infecções surgirem novamente, os residentes serão avisados usando um novo sistema chamado "Alerta de Tóquio".

Se as infecções diárias excederem 50, significa que mais da metade não é rastreável ou os casos dobraram desde a semana anterior, então será considerada a retomada das medidas de emergência.

Tóquio está no final da primeira onda do novo coronavírus, diz o plano.

As infecções podem variar à medida que a cidade emerge do estado de emergência, mas um "novo estilo de vida" será necessário para evitar uma segunda onda, diz o documento.

Para prevenir e se preparar para a segunda onda, a cidade tem como objetivo aumentar sua capacidade de teste de PCR para 3.100 por dia, mais do que duplicando número de locais para isso, e garantir 3.300 mais leitos hospitalares para pacientes graves e 2.865 para que pacientes leves sejam isolados em residências temporárias.

Medidas restritivas serão retiradas em etapas assim que a emergência for suspensa.

Museus, bibliotecas e outras instituições culturais serão instados a reabrir se mantiverem certas precauções, e os estabelecimentos de alimentos deverão fechar às 22h, em vez das 20h.

Eventos públicos serão considerados aceitáveis se limitados a 50 pessoas.

Se tudo correr bem, o segundo estágio terá instalações sem histórico de infecções por aglomeração instadas a reabrir e os eventos serão limitados a 100 pessoas.

Na terceira etapa, todas as instalações sem histórico de aglomeração serão reabertas, os estabelecimentos de alimentos serão incentivados a operar até meia-noite e os eventos públicos serão limitados a 1.000 pessoas.

Embora Koike não tenha autoridade para declarar um estado de emergência, ela pode pedir aos residentes que se isolem voluntariamente e que as empresas fechem temporariamente.

Esses pedidos podem ser suspensos na próxima semana, se o estado de emergência for encerrado para as províncias restantes, mas Koike disse que retomará as medidas se necessário.

O estado de emergência foi declarado inicialmente para oito províncias pelo primeiro-ministro Shinzo Abe em 7 de abril. Nove dias depois foi ampliado para o resto do país.

A declaração estava originalmente programada para expirar em 7 de maio, mas foi estendida até o final do mês.

A medida foi suspensa para 39 das 47 províncias e em mais três em Kansai na quinta-feira.

Espera-se que Abe levante a ordem nas cinco restantes - Tóquio, Kanagawa, Chiba, Saitama e Hokkaido - depois que um painel se reunir na segunda-feira (25).
Fonte: Alternativa

sábado, 2 de maio de 2020

Japão sugere reabertura parcial de escolas para algumas classes

O governo também propôs a realização de aulas em grupos menores
reabertura de escolas no japao

O Ministério da Educação do Japão apresentou na sexta-feira (1) a opção de reabertura de escolas para apenas algumas turmas, com prioridade para as classes de alunos da primeira e da sexta séries do primário (shougakkou) e do terceiro ano do ginasial e ensino médio (chuugakkou e koukou).

A proposta foi feita aos conselhos educacionais locais. A maioria das escolas do Japão está fechada desde o início de março, em meio à disseminação do coronavírus, informou a agência de notícias Kyodo.

Os alunos do primeiro e sexto ano do primário, bem como os do ensino médio, serão priorizados porque acabaram de entrar na escola em abril, estão no último ano ou precisam se preparar para os exames de admissão em 2021.

A sugestão segue uma reunião entre o Ministério da Educação e um painel de especialistas do governo na última segunda-feira.

O ministério também propôs a realização de aulas em grupos menores, usando várias salas de aula, fornecendo merendas escolares individuais, em vez de pedir que os alunos servissem comida uns aos outros e evitar esportes em grupo.

Enquanto o estado de emergência, originalmente programado para terminar em 6 de maio, deve ser prorrogado por mais um mês, o ministro da Educação, Koichi Hagiuda, disse que nem todas as escolas precisam permanecer fechadas, pois a situação varia de região para região.

"Se todas as escolas seguirem as medidas dos municípios mais atingidos, as aulas ficarão cada vez mais atrasadas", disse Hagiuda, pedindo às autoridades locais que reabram as escolas, se possível, com base em seu próprio critério.

Observando que alguns municípios já decidiram estender o fechamento das escolas até o final de maio, Hagiuda disse que será "um trecho" para compensar o tempo perdido e concluir o ano acadêmico que termina em março próximo.

Hagiuda disse que o Japão até agora não viu nenhuma morte infantil por Covid-19 e infecções de crianças para crianças nas escolas não foram relatadas. Mas ele acrescentou que, se um grupo de estudantes infectados com o vírus for encontrado, isso impedirá a retomada das escolas em todo o país.

Em 22 de abril, cerca de 95% das escolas no Japão estavam fechadas, de acordo com uma pesquisa do ministério.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Governadores das 4 províncias de Tokai respondem à declaração de emergência

Depois do decreto da declaração de estado de emergência, na terça-feira, os governadores fizeram pronunciamento
Províncias de Tokai

Após a declaração de estado de emergência em Tóquio e 6 províncias cada governador fez seu pronunciamento em resposta a esse decreto.

Shizuoka fecha escolas de novo
Em Shizuoka, onde o número de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus subiu para 22 o governador Heita Kawakatsu disse na mesma noite “solicito que tome medidas para evitar completamente o risco de contágio”, mandando mensagem a toda população local. Outro recado foi para as pessoas voltando às suas terras natais, dos 7 locais em estado de emergência “não podemos negar a possibilidade de já estar infectada”.

Em relação às crianças e jovens, decidiu fechar temporariamente as escolas de 11 a 26 deste mês e cada secretaria de educação já emitiu os comunicados.

Para a população de sua província recomendou ações de prevenção como evitar sair sem necessidade e manter o afastamento social.

Home office, aulas online e isolamento social em Mie
O governador de Mie, Eikei Suzuki, também fez pronunciamento para informar que já pediu para a secretaria de educação oferecer aulas online para os alunos da rede pública de ensino no período das escolas fechadas temporariamente.

Pediu aos residentes que se abstenham de ir às 7 províncias em estado de emergência, assim como para Hokkaido, Quioto e a vizinha Aichi. Também solicitou que as pessoas dessas localidades não retornem às suas cidades natais para visitar os familiares e amigos nesse período de 1 mês.

Além disso disse para a população “não sabe onde e quando se infecta, por isso tome ações com isso em mente”, alertando para evitar as saídas sem necessidade.

Para as empresas solicitou empenho em priorizar o home office na medida do possível.

Em Mie o total de casos de infecção continua estável, com 13.

Aumento de pessoas infectadas em Gifu
Até terça-feira o número de casos era de 69, com novos 10 casos. O governador Hajime Furuta também se pronunciou da mesma forma solicitando que famílias, amigos e colegas de trabalho que moram em uma das 7 províncias abstenham-se de voltar a casa, seja em viagens de negócios ou visitas sem necessidade urgente.

Aichi quer ser uma das províncias com declaração de emergência
A província é a quinta em número de pessoas infectadas, com 259, e 21 mortes, até a manhã de quarta-feira, mas foi deixada para trás no decreto.

Takashi Kawamura, o prefeito de Nagoia, logo após o decreto, manifestou desejo de pedir para que sua cidade ou província seja incluída.

O governador Hideaki Omura, disse “não podemos negar que as pessoas venham dessas 7 áreas para suas cidades natais”, temendo o aumento do quadro da disseminação.

Também manifestou a inclusão e pediu à população para evitar visitar as 7 províncias, além dos cuidados de prevenção, incluindo distanciamento social no dia a dia.
Fonte: Portal Mie com CBC TV, Tokai TV, Mie TV, NHK, Gifu Shimbun e Shizuoka Shimbun

quarta-feira, 1 de abril de 2020

“Não é o momento de declarar emergência”, diz Abe sobre avanço do Covid-19 no Japão

Premiê japonês disse ainda que mesmo que declare, cidades não poderão parar
Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou em um comitê de avaliação econômica da Câmara Alta do Japão, que o país não está em uma situação na qual seja necessário declarar estado de emergência.

O país registrou um recorde de novos casos de Covid-19 em um único dia na terça-feira (31), com mais de 200 confirmações da doença. O Japão totaliza 2.235 casos de infecções e 66 óbitos. Mais de 580 casos já foram confirmados em Tóquio.

“Acredito que não estamos em uma situação emergencial no momento. Queremos avaliar o problema considerando a vida e a saúde da população como prioridade”, ponderou Abe.

Segundo uma reportagem da emissora NHK, o governo japonês também reiterou que, mesmo que seja declarado estado de emergência no país, não será possível fechar as cidades, como aconteceu na França e em outros países mais afetados pelo vírus.

“Precisamos esclarecer que em um estado de emergência podemos tomar várias medidas restritivas, mas não podemos fazer o “lock down”, como ocorreu na França. Há um mal entendido com relação a isso”, esclareceu o primeiro-ministro, enfatizando a dificuldade de impor quarentena irrestrita para a população.

O representante do governo japonês também esclareceu que todas as possibilidades estão sendo consideradas, tendo em vista o pior cenário possível para a pandemia. Por causa das limitações do ponto de vista legal, o Japão também encontra dificuldades em forçar restrições mais severas.

“É uma situação difícil para o país, no qual nunca enfrentamos depois da Segunda Guerra Mundial”, explicou Abe. Na próxima semana, o governo japonês deve organizar as medidas econômicas emergenciais, visando manter empregos e amenizar os prejuízos que a pandemia vem causando na economia do país.
Fonte: Alternativa