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terça-feira, 3 de junho de 2025

Auroras de baixa latitude são vistas no Japão: Tochigi e outras províncias

Vários fotógrafos conseguiram capturar imagens incríveis da aurora no Japão

auroras de baixa latitude
Com as recentes tempestades solares, até em regiões atípicas do Japão puderam ser registradas auroras de baixa latitude, como em Tochigi, por exemplo.

Em Happogahara, um planalto localizado a uma altitude de mil a 1,2 mil metros, parte do Parque Nacional Nikko, na província de Tochigi, fotografias tiradas com uma câmera digital astronômica altamente sensível à luz vermelha confirmaram o fenômeno do céu ficando vermelho por volta das 23h40 de domingo (1.º) até por volta da 1h de segunda-feira (2), em uma área ligeiramente ao norte e ligeiramente ao oeste.

Houve relatos que fenômenos semelhantes à aurora foram observados em vários lugares do Japão como Hyogo, Yamanashi, Miyagi, Nagano e de outras províncias.

A aurora é conhecida por ser um fenômeno verde em forma de cortina que aparece no extremo norte, mas sua cor varia dependendo da altitude, com a parte superior sendo vermelha.

Do Japão, apenas a parte superior da aurora pode ser vista, pois ela se esconde abaixo do horizonte, e quando pode ser observada, é chamada de aurora de baixa latitude. É difícil observá-la a olho nu e, muitas vezes, só pode ser vista por meio de fotografias ou vídeos.

Em Hokkaido não foi diferente. Depois das 23h de domingo, um jornalista da HTB, fez uma filmagem da aurora de baixa latitude, de cor rosa, no céu estrelado, por volta das 23h de domingo. Uma outra filmagem foi feita do Observatório Astronômico da Cidade de Nayoro por volta das 21h30.

Embora o pico da atividade solar esteja próximo do fim, há uma possibilidade de que auroras de baixa latitude possam aparecer novamente em Hokkaido até o final do ano.

 
Fonte: Portal Mie com Mainichi e HTB

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Nascimentos no Japão ficam abaixo de 730 mil, nível que só era esperado para 2039

O declínio na natalidade está ocorrendo mais rapidamente do que o previsto

nascimentos no Japão
O número de nascimentos no Japão no ano passado atingiu o menor nível desde o início dos registros estatísticos, em 1899, informou a emissora NHK nesta quinta-feira (27).

Segundo dados preliminares do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, nasceram 720.988 bebês em 2024, incluindo japoneses e estrangeiros, uma redução de 37.643 (-5%) em relação a 2023.

Este é o nono ano consecutivo de queda na taxa de natalidade, com todas as 47 províncias do país registrando diminuição.

O declínio na natalidade está ocorrendo mais rapidamente do que o previsto. Estimativas do Instituto Nacional de Pesquisa em População e Segurança Social projetavam que o número de nascimentos cairia abaixo de 730 mil apenas em 2039, mas essa marca foi atingida 15 anos antes.

Embora os dados definitivos sobre os nascimentos de japoneses ainda não tenham sido divulgados, é provável que o número tenha ficado abaixo de 700 mil pela primeira vez.

Historicamente, o Japão experimentou dois grandes picos de nascimentos: o primeiro entre 1947 e 1949, com 2,69 milhões de bebês em 1949, e o segundo entre 1971 e 1974, com 2,09 milhões. No entanto, desde então, a taxa de natalidade vem caindo continuamente.

Por outro lado, o número de mortes em 2024 atingiu um recorde de 1.618.684, um aumento de 28.181 em relação ao ano anterior. Isso resultou em um declínio natural da população (diferença entre mortes e nascimentos) de 897.696, o maior já registrado.

O número de casamentos em 2024 subiu para 499.999, um aumento de 10.718 em relação ao ano anterior, quando foram registrados 489.281 matrimônios. Já os divórcios aumentaram para 189.952, um crescimento de 2.154 em comparação com os 187.798 registrados em 2023.

O Ministério atribui a queda na natalidade a fatores como a redução da população jovem, o adiamento do casamento e os impactos da pandemia de Covid-19.

Para enfrentar esse desafio, o governo planeja melhorar a renda dos jovens e criar um ambiente mais favorável para conciliar trabalho e criação dos filhos.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

População com mais de 65 anos que mora sozinha terá aumento nacional até 2050

O número total de lares deve começar a diminuir em todas as províncias entre 2045 e 2050

igual ou superior a 65 anos
O número de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos que moram sozinhas continua aumentando.

A expectativa é que essa demografia forme mais de 20% de todos os lares em 31 províncias e Tóquio até 2050.

O anúncio do Instituto Nacional de População e Pesquisa de Segurança Social na terça-feira (12) contém sua análise mais detalhada.

A organização de pesquisa publicou seu número estimado de lares por província, indicando que o número daqueles de única pessoa idosa aumentará significantemente em áreas de grandes cidades.

Estabilizar locais onde serviços médicos e de cuidados de enfermagem estão disponíveis nessas áreas será um desafio.

A organização analisou o número estimado de lares nível nacional por província com dados publicados em abril.

Ela atualiza as estimativas 1 vez a cada 5 anos. Desta vez, ela usou os resultados do censo nacional de 2020 para partir ao ano de 2050.

O número total de lares deve começar a diminuir em Tóquio e em todas as províncias entre 2045 e 2050.

Estima-se que o número total de lares cairá 5,6% do total de 2020 para 52,61 milhões em 2050.

Desses 52,61 milhões de lares, aqueles com única pessoa formará a maior proporção, a 44,3%. Casais com crianças contarão por 21,5% e casais casados sem filhos formariam 18,9%.

O número de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e lares com única pessoa nessa análise detalhada deve ver um aumento de 46,5% para 10,84 milhões em 2050.

Esse aumento será particularmente notável em áreas urbanas com grandes concentrações de casas.

Na área de Tóquio, esse número deve aumentar a um ritmo que se aproxima de 70% comparado a 2020, ultrapassando de forma significativa a média nacional de 46,9%.
Fonte: Portal Mie com Asahi

quarta-feira, 16 de março de 2022

Japão vai suspender medidas de pré-emergência em todas as províncias em 21 de março

Será a primeira vez em dois meses e meio que o país não terá nenhuma restrição para conter os casos de Covid-19

medidas de pré-emergência
O Japão vai anunciar nesta quarta-feira (16) a suspensão das restrições de pré-emergência para combater a Covid-19 impostas a Tóquio e 17 outras províncias, à medida que uma onda de infecções causadas pela variante Ômicron continua diminuindo.

As medidas em vigor atualmente serão suspensas na próxima segunda-feira, 21 de março, em Tóquio, Kanagawa, Saitama, Chiba, Osaka, Quioto, Hyogo, Hokkaido, Aomori, Ibaraki, Tochigi, Gunma, Ishikawa, Gifu, Shizuoka, Aichi, Kagawa e Kumamoto.

Será a primeira vez em dois meses e meio que o Japão não terá nenhuma restrição para conter as infecções.

O primeiro-ministro Fumio Kishida irá falar sobra a suspensão em uma entrevista coletiva às 19h desta quarta-feira. Ele falará também sobre uma maior flexibilização das medidas de fronteira, informou a mídia local.

Tóquio registrou 10.221 casos de coronavírus nesta quarta-feira, uma queda de 600 infecções em relação à semana anterior. A Ômicron levou a taxas recordes de infecção e de mortes na capital e em todo o Japão em fevereiro.

Após um início lento, o programa de reforço da vacina contra Covid-19 do governo acelerou. Cerca de 71% da população idosa vulnerável do Japão já recebeu a terceira dose.

O chamado estado de pré-emergência atualmente aplicado em 18 das 47 províncias do Japão tem como base a redução do horário de funcionamento de bares e restaurantes e a proibição da venda de bebidas alcoólicas nesses locais.

Autoridades de Osaka consideraram solicitar uma extensão das restrições devido ao alto índice de hospitalizações, mas decidiram optar pela suspensão em 21 de março, informou a agência de notícias Kyodo.

As medidas tiveram impacto na economia, principalmente no setor de serviços.

"Uma certa quantidade de demanda por serviços será liberada se as restrições forem suspensas, já que as famílias têm bastante economia agora e coincide com as férias da primavera", disse Daiju Aoki, economista-chefe do UBS SuMi TRUST Wealth Management.

Especialistas em saúde disseram que a atual onda da variante Ômicron não acabou, e novas variantes podem surgir a qualquer momento. Mas as restrições, usadas repetidamente durante a pandemia que já dura mais de dois anos, perderam sua eficácia no comportamento público, disse Hitoshi Oshitani, professor da Universidade de Tohoku.

“Precisamos ter uma estratégia diferente para suprimir a transmissão neste estágio”, disse Oshitani, principal consultor da resposta à pandemia do governo. "Ainda é prematuro discutir uma espécie de estratégia de saída desse vírus."

Kishida também deve anunciar um aumento do limite de entrada de pessoas no Japão para 10.000 por dia a partir de abril, dos atuais 7.000, segundo a mídia, o mais recente passo para amenizar os rígidos controles de fronteira que atraíram críticas de empresas e educadores.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Vendas no varejo do Japão ampliam os ganhos, mas desafios com Covid-19 persistem

Dados mostram que vendas no varejo avançaram 2,4% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior

economia do Japão
As vendas no varejo do Japão aumentaram pelo quinto mês consecutivo em julho, superando as expectativas à medida que o setor de consumo continuou sua recuperação, embora o ressurgimento do coronavírus tenha lançado dúvidas sobre as perspectivas de gastos.

Um aumento nos casos da variante Delta este mês forçou o governo a ampliar as restrições do estado de emergência, que agora ameaçam prejudicar os gastos do consumidor e atrapalhar uma frágil recuperação econômica.

As vendas no varejo avançaram 2,4% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados do governo na segunda-feira (30), um pouco mais rápido do que a previsão mediana dos economistas de um aumento de 2,1% em uma pesquisa da Reuters. Seguiu-se a um aumento de 0,1% em junho.

"A força recente nas vendas no varejo não deve durar", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics para o Japão, em nota.

"A severa onda Delta que está atingindo o país, juntamente com uma lista cada vez maior de províncias sob estados de emergência, resultou em um novo enfraquecimento do consumo neste trimestre", disse Thieliant.

O aumento melhor do que o esperado nas vendas no varejo em julho veio enquanto as autoridades lutavam para público desafiador a respeitar as restrições para ficar em casa em grandes cidades como Tóquio, que sediou as Olimpíadas em julho e início de agosto.

Os dados do Ministério do Comércio encontraram forte demanda por uma variedade de itens, como carros, roupas, mercadorias em geral e alimentos, enquanto o combustível foi ajudado pelos preços mais altos da gasolina.

Estabelecimentos de varejo de pequeno porte, como lojas de conveniência e drogarias, tiveram o maior crescimento nas vendas em relação ao ano anterior.

No entanto, o crescimento também foi favorecido pela comparação com a queda acentuada do ano passado, quando a demanda do consumidor foi prejudicada pela pandemia do coronavírus.

Em comparação com o mês anterior, as vendas no varejo ganharam 1,1% com ajuste sazonal, já que o consumo deu continuidade ao surpreendente crescimento visto no segundo trimestre, ajudado pelas Olimpíadas de Tóquio.

A terceira maior economia do mundo cresceu a uma taxa melhor do que o esperado no trimestre de abril a junho, em grande parte graças ao consumo privado, que representa mais da metade do produto interno bruto do país.

Mas a recuperação da atividade do consumidor representa um desafio para os formuladores de políticas, já que a variante Delta, mais contagiosa, desequilibra o sistema de saúde do país, com restrições de estado de emergência cobrindo agora quase 80% da população japonesa.

"A mobilidade das pessoas tem diminuído e o consumo pode atingir o pico em agosto", disse Atsushi Takeda, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Econômica de Itochu, observando que a tendência de queda pode se arrastar até setembro.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Estado de emergência poderá ser estendido

Atualmente são 10 províncias sob essa declaração, sendo que 4 delas já tiveram prorrogação

Estado de emergência
Fontes disseram para o jornal Yomiuri, no domingo (23), que o governo considera estender a declaração do estado de emergência das 9 entre as 10 províncias. 

A única que não será incluída no período de prorrogação é Okinawa, cujo período é entre 23 deste mês a 20 de junho.

Hokkaido, Okayama e Hiroshima foram incluídas para o período entre 16 a 31 deste mês, enquanto Aichi e Fukuoka, desde 12. Os números das últimas semanas indicam que Hokkaido, Fukuoka e Aichi não conseguiram frear a disseminação.

As primeiras 4 a terem declaração foram Tóquio, Osaka, Hyogo e Quioto, desde 25 de abril, as quais já tiveram uma prorrogação. No entanto, os números de novos casos diários de confirmação da infecção pelo coronavírus não foram reduzidos tanto quanto é necessário, principalmente em Tóquio e Osaka.

Infecção explosiva
Sem que o país tenha conseguido frear a infecção explosiva, Katsunobu Kato, Secretário-geral do Gabinete, disse para a NHK que há possibilidade de estender o prazo, possivelmente, alinhando com Okinawa.

“A situação não é de discutir o cancelamento (do estado de emergência) nesta fase”, disse Hirofumi Yoshimura, governador da província de Osaka, no sábado (22). Ele sugere que deveria estender o prazo até terminar a inoculação dos idosos, com previsão de final de julho.

Em relação à vacinação, Kato pediu flexibilidade, na segunda-feira (24), aos governos locais, para que possam iniciar a aplicação das doses nas pessoas com o para que as pessoas com situação médica subjacente, quando 50% dos idosos já tiverem sido vacinados.

Aichi: governador acha inevitável prorrogar
Na segunda-feira, o governador de Aicni, Hideaki Omura, disse que acha inevitável estender o prazo que encerra em 31 deste mês.

Os motivos são convincentes. Um deles é o número de pacientes. Até domingo, com o aumento, passou a ter 1.028 em tratamento. Em 12 deste mês registrou o pior número desta epidemia, de 679 testados positivo, ultrapassando Osaka.

“Falta só uma semana para a expiração, mas a situação (da infecção) é grave”, disse. Informou que discutirá sobre o adiamento com o governo do país.

Províncias com piores índices de x/100 mil habitantes
São 11 as províncias com os piores índices do país, ultrapassando 28 pessoas infectadas a cada 100 mil habitantes, na última semana (números arredondados).

  1. Okinawa: 84
  2. Hokkaido: 80
  3. Aichi: 51
  4. Hiroshima: 49
  5. Fukuoka: 49
  6. Okayama: 42
  7. Gifu: 34
  8. Osaka: 34
  9. Tóquio: 33
  10. Kumamoto: 31
  11. Quioto: 28 

Gifu e Kumamoto não são alvo do estado de emergência e sim das medidas prioritárias, apesar do elevado índice.
Fonte: Portal Mie com NHK, Yomiuri, Chunichi e Gov.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Feriado começa no Japão com pouco movimento em estradas e aeroportos

Tóquio e muitas outras províncias pediram aos moradores que fiquem em casa

Golden Week
O feriado de Golden Week começou no Japão nesta quinta-feira (29) com chuva e pouco movimento nas estradas, nos aeroportos e nas estações de trem, retratando os efeitos do estado de emergência em Tóquio, Osaka, Hyogo e Quioto e de medidas especiais em outras províncias para conter os casos de Covid-19.

Tóquio e muitas outras províncias pediram aos moradores que fiquem em casa durante o feriado e saiam apenas quando necessário, em meio a um aumento infecções. 

Segundo a emissora Nippon Terebi, o movimento nos aeroportos é baixo em comparação ao Golden Week antes da pandemia, mas aumentou em relação ao ano passado, quando o Japão estava sob o primeiro estado de emergência.

De acordo com a companhia ferroviária Japan Railways (JR), a taxa de ocupação dos assentos sem reserva no trem-bala Nozomi, da linha Tokaido Shinkansen, era de 20% a 60% no sentido Tóquio-interior na manhã desta quinta-feira.

As reservas de assentos numerados equivalem a apenas 20% do volume anterior à pandemia no centro e no oeste do país durante o feriado.

No aeroporto de Haneda, em Tóquio, não houve lotação nas plataformas de embarque.

De acordo com as companhias aéreas JAL e ANA, o número de reservas de voos domésticos durante o Golden Week é de apenas 40% em comparação a 2019.

Além disso, não há congestionamentos perceptíveis nas rodovias expressas. As empresas que administram as estradas decidiram não oferecer desconto no pedágio a partir desta quinta-feira até 9 de maio.

Normalmente, motoristas que têm ETC (sistema de pagamento eletrônico de pedágio) instalado no carro desfrutam de um desconto de 30% aos sábados, domingos e feriados.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Tóquio confirma 35 novos casos de coronavírus

Governo cancelou nessa sexta-feira as restrições para viagens entre as províncias
Com as restrições de viagens entre as províncias liberadas, população volta aos aeroportos e estações de trem

A capital japonesa registrou, nessa sexta-feira (19), 35 novos casos de Covid-19. Com isso, o total de infectados chega a 5.709, informou a emissora pública NHK. 

Na quinta-feira (18), um total de 70 novas infecções, incluindo 41 em Tóquio, foram anunciadas em todo o país.

Hoje, conforme o programado foram suspensas as restrições de viagens pelas províncias impostas para manter a disseminação do coronavírus, informou o site Japan Today.

“Estamos aumentando ainda mais o nível das atividades sociais e econômicas”, disse Abe em uma reunião de uma força-tarefa do governo sobre o coronavírus. “Não haverá restrições ao movimento (além das prefeituras)”, acrescentou o primeiro-ministro.

O estado de emergência foi encerrado no final de maio. No entanto, as pessoas foram aconselhadas a evitar viagens dentro e fora de Tóquio, Chiba, Kanagawa, Saitama e Hokkaido, se não fosse urgente ou essencial.

O fim completo das restrições de viagem abre caminho para uma recuperação do turismo, já, depois que a epidemia desaparecer, já que o governo busca revitalizar o setor que está em dificuldades.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Koike revela plano de retomada da economia e de como impedir segunda onda do vírus em Tóquio

O plano apresentado pela governadora foi apresentado nesta sexta-feira
Tóquio

A governadora Yuriko Koike anunciou um plano para reiniciar simultaneamente a economia da cidade e impedir uma segunda onda de infecções por coronavírus nesta sexta-feira (22).

O governo metropolitano de Tóquio decidirá como e quando suspender de forma gradual as medidas de distanciamento social e solicitações voluntárias de fechamento de negócios com base em sete critérios medidos em duas semanas, publicou o The Japan Times.

"Este é o rascunho final", disse Koike durante uma reunião da força-tarefa de coronavírus do governo metropolitano na sexta-feira.

"Precisamos agir com cautela, mas a cada dia que a cidade atende a esses critérios é mais um passo para recuperar as vidas que tínhamos antes."

A governadora disse que a capital vai monitorar casos novos e não rastreáveis e verificar se eles aumentam ou diminuem em comparação com a semana anterior.

Outros fatores a serem monitorados incluem o número de pacientes hospitalizados, incluindo aqueles com sintomas graves, a taxa de infecção entre os que foram submetidos ao teste de reação em cadeia da polimerase e a quantidade de chamadas e consultas recebidas pelas linhas diretas de coronavírus.

Se as infecções surgirem novamente, os residentes serão avisados usando um novo sistema chamado "Alerta de Tóquio".

Se as infecções diárias excederem 50, significa que mais da metade não é rastreável ou os casos dobraram desde a semana anterior, então será considerada a retomada das medidas de emergência.

Tóquio está no final da primeira onda do novo coronavírus, diz o plano.

As infecções podem variar à medida que a cidade emerge do estado de emergência, mas um "novo estilo de vida" será necessário para evitar uma segunda onda, diz o documento.

Para prevenir e se preparar para a segunda onda, a cidade tem como objetivo aumentar sua capacidade de teste de PCR para 3.100 por dia, mais do que duplicando número de locais para isso, e garantir 3.300 mais leitos hospitalares para pacientes graves e 2.865 para que pacientes leves sejam isolados em residências temporárias.

Medidas restritivas serão retiradas em etapas assim que a emergência for suspensa.

Museus, bibliotecas e outras instituições culturais serão instados a reabrir se mantiverem certas precauções, e os estabelecimentos de alimentos deverão fechar às 22h, em vez das 20h.

Eventos públicos serão considerados aceitáveis se limitados a 50 pessoas.

Se tudo correr bem, o segundo estágio terá instalações sem histórico de infecções por aglomeração instadas a reabrir e os eventos serão limitados a 100 pessoas.

Na terceira etapa, todas as instalações sem histórico de aglomeração serão reabertas, os estabelecimentos de alimentos serão incentivados a operar até meia-noite e os eventos públicos serão limitados a 1.000 pessoas.

Embora Koike não tenha autoridade para declarar um estado de emergência, ela pode pedir aos residentes que se isolem voluntariamente e que as empresas fechem temporariamente.

Esses pedidos podem ser suspensos na próxima semana, se o estado de emergência for encerrado para as províncias restantes, mas Koike disse que retomará as medidas se necessário.

O estado de emergência foi declarado inicialmente para oito províncias pelo primeiro-ministro Shinzo Abe em 7 de abril. Nove dias depois foi ampliado para o resto do país.

A declaração estava originalmente programada para expirar em 7 de maio, mas foi estendida até o final do mês.

A medida foi suspensa para 39 das 47 províncias e em mais três em Kansai na quinta-feira.

Espera-se que Abe levante a ordem nas cinco restantes - Tóquio, Kanagawa, Chiba, Saitama e Hokkaido - depois que um painel se reunir na segunda-feira (25).
Fonte: Alternativa

terça-feira, 12 de maio de 2020

Governo considera cancelar estado de emergência de 34 províncias

O governo deverá anunciar ainda esta semana o cancelamento do estado de emergência de 34 das 47 províncias
Cancelamento do estado de emergência

Na segunda-feira (11) o governo entrou na fase de ajustes para o cancelamento do estado de emergência, declarado em 7 de abril, de 34 das 47 províncias do país no próximo dia 14.

Essa declaração foi feita baseada na Lei de Medidas Especiais e o Primeiro-Ministro Shinzo Abe informou “gostaria de ouvir os especialistas no dia 14 e anunciar se é possível cancelá-lo parcialmente”.

A reunião com essa equipe de especialistas acontecerá nessa data, quando serão analisadas as tendências da redução dos novos casos diariamente por província e analisar a prevenção intensiva nas 13 províncias declaradas como de vigilância especial.

As 13 províncias são Hokkaido, Tóquio, Kanagawa, Ibaraki, Saitama, Chiba, Gifu, Aichi, Quioto, Osaka, Hyogo, Ishikawa e Fukuoka.

Há uma tendência a incluir Gifu e Ibaraki para engrossar a lista das 34 províncias por causa da redução da gravidade.

Medidas econômicas adicionais
Abe disse que pretende apresentar o mais rápido possível as medidas adicionais para aprovação na Dieta, as quais incluem apoio aos estudantes universitários em situação difícil, aumento dos subsídios para ajustes de emprego e forma de dar suporte às empresas com dificuldade de pagar aluguel.

O Ministro da Recuperação Econômica incluiu um grupo de economistas na equipe de especialistas sobre prevenção contra o coronavírus para ouvi-los sobre a recuperação econômica diante das medidas preventivas, de forma coordenada.

Também enviou um comunicado para mais de 100 associações empresariais para solicitar a confecção de diretrizes de prevenção e controle da infecção no retorno à produção e expediente.
Fonte: Portal Mie com Sankei, NHK e ANN