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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Nascimentos no Japão ficam abaixo de 730 mil, nível que só era esperado para 2039

O declínio na natalidade está ocorrendo mais rapidamente do que o previsto

nascimentos no Japão
O número de nascimentos no Japão no ano passado atingiu o menor nível desde o início dos registros estatísticos, em 1899, informou a emissora NHK nesta quinta-feira (27).

Segundo dados preliminares do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, nasceram 720.988 bebês em 2024, incluindo japoneses e estrangeiros, uma redução de 37.643 (-5%) em relação a 2023.

Este é o nono ano consecutivo de queda na taxa de natalidade, com todas as 47 províncias do país registrando diminuição.

O declínio na natalidade está ocorrendo mais rapidamente do que o previsto. Estimativas do Instituto Nacional de Pesquisa em População e Segurança Social projetavam que o número de nascimentos cairia abaixo de 730 mil apenas em 2039, mas essa marca foi atingida 15 anos antes.

Embora os dados definitivos sobre os nascimentos de japoneses ainda não tenham sido divulgados, é provável que o número tenha ficado abaixo de 700 mil pela primeira vez.

Historicamente, o Japão experimentou dois grandes picos de nascimentos: o primeiro entre 1947 e 1949, com 2,69 milhões de bebês em 1949, e o segundo entre 1971 e 1974, com 2,09 milhões. No entanto, desde então, a taxa de natalidade vem caindo continuamente.

Por outro lado, o número de mortes em 2024 atingiu um recorde de 1.618.684, um aumento de 28.181 em relação ao ano anterior. Isso resultou em um declínio natural da população (diferença entre mortes e nascimentos) de 897.696, o maior já registrado.

O número de casamentos em 2024 subiu para 499.999, um aumento de 10.718 em relação ao ano anterior, quando foram registrados 489.281 matrimônios. Já os divórcios aumentaram para 189.952, um crescimento de 2.154 em comparação com os 187.798 registrados em 2023.

O Ministério atribui a queda na natalidade a fatores como a redução da população jovem, o adiamento do casamento e os impactos da pandemia de Covid-19.

Para enfrentar esse desafio, o governo planeja melhorar a renda dos jovens e criar um ambiente mais favorável para conciliar trabalho e criação dos filhos.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Número de nascimentos no Japão cai 5,8% e atinge mínima histórica, mostra estimativa

Há também uma previsão de que os casamentos devem voltar a cair no país

nascimentos no Japão
O Instituto de Pesquisas do Japão compilou uma estimativa indicando que o número de crianças nascidas no ano passado no país atingiu uma mínima histórica de 726.000 desde o início das estatísticas, informou a emissora NHK.

Esta estimativa baseia-se nos dados do número de crianças nascidas de janeiro a setembro do ano passado, divulgados pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, projetando que o número total de nascimentos no ano seria o mais baixo desde 1899, com uma redução de aproximadamente 40.000 bebês, ou 5.8%, em comparação com o ano anterior.

Além disso, a taxa de fertilidade, que indica o número médio de filhos que uma mulher terá ao longo da vida, provavelmente cairá para cerca de 1,20.

Há também uma previsão de que o número de casamentos, que havia aumentado pela primeira vez em três anos em 2022 para 504.930 casais, diminuiria em 5,8% no ano passado para 476.000, marcando um retorno à tendência de declínio.

Takumi Fujinami, pesquisador sênior do Instituto, analisou que a instabilidade no emprego causada pela pandemia levou algumas pessoas a desistirem ou adiarem o casamento, o que, após dois ou três anos, está impactando o número de nascimentos.

Ele aponta que o aumento do número de mulheres trabalhando não aliviou o fardo doméstico sobre elas, o que pode estar levando a uma hesitação em ter filhos.

Fujinami enfatizou a necessidade de uma mudança de mentalidade para promover a igualdade de gênero no trabalho e em casa, argumentando que as mulheres ainda carregam um fardo desproporcional em casa devido a disparidades salariais e a prevalência de empregos não regulares. Ele acredita que criar um ambiente de trabalho mais inclusivo é essencial para aumentar a taxa de natalidade.
Fonte: Alternativa