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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Japão planeja triplicar 'imposto de saída do país' para viajantes

O governo japonês e o PLD estudam triplicar a taxa de saída para ¥3 mil por pessoa. O objetivo é financiar medidas para lidar com os problemas causados pelo aumento do turismo receptivo.

turismo no Japão
O governo e o Partido Liberal Democrata (PLD) no poder buscam triplicar a taxa de partida para ¥3 mil (US$ 19) por pessoa, a fim de financiar medidas contra problemas decorrentes de um aumento no turismo receptivo, disseram fontes familiarizadas com o assunto na quarta-feira (12).

Com os viajantes japoneses também provavelmente sujeitos ao imposto mais elevado, que está incluído no preço das passagens aéreas e marítimas, o governo pode considerar usar parte da receita para reduzir as taxas de aquisição de passaportes, de acordo com as fontes.

Alguns membros do PLD estão até mesmo pedindo um aumento de imposto para mais de ¥3 mil.

O Japão arrecadou um recorde de ¥52,48 bilhões em receita de imposto de saída no ano fiscal encerrado em março de 2025. O governo pretende usar o aumento da receita fiscal para abordar preocupações sobre superlotação, congestionamento e mau comportamento em locais turísticos.

O governo, por exemplo, planeja introduzir um sistema de reserva de estacionamento baseado em IA para aliviar o congestionamento do tráfego.
Fonte: Portal Mie com MN

quarta-feira, 26 de março de 2025

Quioto aprova aumento de taxa de hospedagem em até ¥10 mil

A cidade pretende destinar a receita para medidas de combate ao excesso de turismo e desenvolvimento de infraestrutura, incluindo medidas de prevenção de desastres

Quioto
A assembleia da cidade de Quioto (província homônima) aprovou na terça-feira (25) um aumento acentuado da taxa de hospedagem para pessoas que se hospedam em hotéis e outras acomodações na antiga capital japonesa, com uma taxa máxima de ¥10 mil para estadas que custam ¥100 mil ou mais por pessoa por noite.

Até agora, a taxa máxima era de mil ienes para estadas que custavam ¥50 mil ou mais. A cidade, fortemente impactada por um aumento de turistas nos últimos anos, planeja aplicar as novas taxas aos visitantes a partir de 1º de março do próximo ano.

De acordo com a portaria revisada, as tarifas serão de ¥200 para estadas que custam menos de ¥6 mil por pessoa por noite, ¥400 para estadas entre ¥6 mil e menos de ¥20 mil, mil ienes para estadas entre ¥20 mil e menos de ¥50 mil, ¥4 mil para estadas entre ¥50 mil e menos de ¥100 mil, e ¥10 mil para estadas de ¥100 mil ou mais.

Espera-se que as mudanças aumentem a receita do imposto de hospedagem de Quioto para cerca de ¥12,6 bilhões por ano a partir dos ¥5,2 bilhões do ano fiscal de 2023.

A cidade pretende destinar a receita para medidas de combate ao excesso de turismo e desenvolvimento de infraestrutura, incluindo medidas de prevenção de desastres.
Fonte: Portal Mie com Japan Today

terça-feira, 28 de março de 2023

Economistas apostam em retomada do crescimento com novo status da COVID

Uma das apostas é a retomada do turismo receptivo, com o aumento de turistas estrangeiros no país

turismo no Japão
O governo do Japão espera normalizar as atividades econômicas e sociais com o rebaixamento da classificação da COVID-19, o que está previsto para ocorrer em 8 de maio. Embora as infecções por coronavírus venham diminuindo, a recuperação econômica do país ainda é frágil, publicou a mídia local. 

Com a COVID-19 tratada no mesmo nível de uma gripe sazonal, economistas acreditam que a mudança amenizará algumas medidas que têm atrapalhado o trabalho, o consumo e o turismo receptivo.

Hoje a COVID-19 é classificada como Classe 2, que inclui outras doenças graves, como tuberculose, que exige que os infectados se isolem por sete dias, embora esse tempo possa cair para cinco dias se o teste for negativo no quinto dia. 

A medida afeta mesmo aqueles considerados como contatos próximos, que também precisam se isolar por cinco dias.

 Para Hideo Kumano, economista-chefe executivo do Instituto de Pesquisa Dai-ichi, muitas dessas pessoas não puderam trabalhar e isso prejudicou a produtividade das empresas. 

Considerando o caso de um infectado com um contato próximo, isso gera aproximadamente a perda de 13 dias de trabalho, segundo Kumano escreveu em um relatório em janeiro. 

Em algumas situações essas pessoas poderiam trabalhar remotamente em suas casas, mas algumas lojas pequenas precisaram fechar depois que os funcionários foram infectados ou tiveram contato próximo com alguém com o coronavírus. 

Em 8 de maio a COVID-19 passará para a Classe 5, a mesma da gripe sazonal, e espera-se que a situação mude, pois os infectados e contatos próximos não precisarão mais se isolar. 

Em alguns casos, ainda que tenham que se afastar do trabalho, a perda será bastante reduzida em relação ao que vigora hoje. 

Kumano avalia que se o Japão mantiver o sistema atual e registrar 10 milhões de novos caso de COVID-19 até o fim deste ano, o impacto negativo na produtividade chegaria a ¥ 1,16 trilhão (US$ 8,8 bilhões).

Com a mudança na categoria da doença e das medidas de quarentena, o impacto negativo cairá para 360 bilhões de ienes.

O economista alerta: “Se o rebaixamento não for implementado, as atividades econômicas serão amplamente prejudicadas.”

A expectativa do economista é de que a volta das atividades sociais estimule o consumo doméstico. 

Os números revisados do produto interno bruto do Japão no quarto trimestre do ano passado, divulgados pelo Gabinete no início deste mês, mostraram que a economia cresceu 0,1% anualizado, notavelmente mais fraco do que o aumento de 0,6% estimado nos dados preliminares. Em meio ao aumento da inflação, o consumo foi mais lento do que o previsto.

A taxa de crescimento também foi consideravelmente menor do que as expectativas dos economistas - a previsão mediana em uma pesquisa da Reuters era de expansão de 0,8%.

A esperança é de que com a COVID-19 rebaixada, mais pessoas saiam para jantar em restaurantes e viajem mais, com Kumano estimando que a mudança aumentaria o consumo em ¥ 600 bilhões.

Outro ponto positivo é que, com o alívio das medidas, o país receberá mais turistas estrangeiros. 

O país relaxou algumas normas em outubro de 2022 para a vinda de visitantes de fora, mas algumas exigências persistem, como apresentar comprovante de vacinação ou teste negativo para o coronavírus.

Logo que essas regras forem removidas, a expectativa é de que o fluxo de turistas internacionais aumente. 

Em 2019, antes da pandemia, o país recebeu 32 milhões de turistas estrangeiros, que gastaram ¥4,8 trilhões. O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu aumentar os gastos dos viajantes internacionais para ¥ 5 trilhões.

Desde outubro do ano passado o país começou a recuperar lentamente o total de visitantes. Em fevereiro passado recebeu 1,47 milhões, contra cerca de 2,6 milhões no mesmo mês de 2019.

Boa parte dos turistas são chineses. Com a queda das restrições, a esperança é de que o ritmo de chegada desses e de outros visitantes exceda o ritmo de 2019, como acredita Shunsuke Kobayashi, economista-chefe da Mizuho Securities. 

O problema no setor de turismo, porém, é a falta de mão de obra.

Uma pesquisa feita em setembro passado pela Dive, agência de recrutamento especializada no setor, em Tóquio, mostrou que 88% dos 160 operadores hoteleiros disseram sentir que não tinham trabalhadores suficientes, mesmo antes da reabertura da fronteira.

“Essa é a maior preocupação. Mesmo que a demanda aumente, isso não significará muito, a menos que a oferta também aumente”, disse Kobayashi.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 9 de junho de 2020

Setor de turismo do Japão prevê 1 a 2 anos para recuperação

Hotéis, serviços de transporte e varejistas registram queda acentuada de clientes devido ao coronavírus
turismo do Japão

O setor de turismo do Japão afetado pela pandemia de coronavírus prevê que uma recuperação leve entre 1 a 2 anos após registrar uma série de perdas de clientes, mostra uma pesquisa da Nikkei.

Cerca de 60% de negócios relacionados ao turismo no Japão estão vivenciando uma queda de mais de 80% nos números de clientes em meio ao coronavírus, de acordo com os resultados da pesquisa conduzida no fim de maio.

A Nikkei obteve respostas de 103 companhias relacionadas ao turismo incluindo hotéis, serviços de transporte e outras instalações.

Ela descobriu que mais da metade desses negócios estão vivenciando uma queda acentuada no número de turistas, com uma expectativa de que levará de 1 a 2 anos até a demanda se recuperar.

A pandemia em curso afetou o movimento das pessoas nacionalmente, mas restrições sobre a entrada de cidadãos estrangeiros também têm levado a uma queda acentuada no número de turistas do exterior, prejudicando negócios relacionados.

Quando perguntadas sobre o número de clientes, 33% dos negócios disseram que tiveram uma diminuição de 90% comparada ao mesmo período de um ano atrás, enquanto 16% disseram que vivenciaram uma queda de 80%. Onze por cento dos negócios responderam que o número de visitantes foi zero.

A pesquisa também mostrou que alguns negócios foram forçados a fechar por um período mais longo, enquanto o coronavírus impede viagens e consumo. Mesmo hotéis que operam em locais turísticos estão vendo uma queda de 80 a 90 por cento no número de clientes.

Muitos negócios manifestaram uma perspectiva cautelosa de futuro para quando a demanda começará a entrar a no ritmo.

Quando perguntados sobre quando eles acreditam que a demanda turística vai se recuperar aos níveis pré-coronavírus, somente 3% dos negócios responderam “seis meses depois”. O número foi 18% tanto para “1 ano depois” e “1 ano e meio depois”, enquanto 15% dos negócios responderam “2 anos depois”. Um total de 34% disse que estavam inconclusivos.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tóquio é eleita capital gastronômica da Michelin pelo 7º ano

A cidade de Tóquio mantém o status de capital gastronômica do guia, com o maior número de restaurantes recomendados pelo sétimo ano consecutivo

Comida japonesa: Tóquio também tem o maior número de restaurantes três estrelas, a classificação máxima atribuída pelo guiaUm restaurante de sushi num subsolo, cujo chef octogenário foi tema de documentário, e um local que serve o peixe possivelmente venenoso baiacu ganharam a classificação máxima de três estrelas do guia Michelin para Tóquio, lançado nesta terça-feira.

A cidade mantém o status de capital gastronômica do guia, com o maior número de restaurantes recomendados pelo sétimo ano consecutivo.

Tóquio também tem o maior número de restaurantes três estrelas, a classificação máxima atribuída pelo guia, apesar de o número de estabelecimentos com essa classificação na cidade ter caído de 14 para 13 em um ano.

No entanto, 21 restaurantes ganharam estrelas pelas primeira vez, e o total de restaurantes recomendados subiu de 242, em 2012, para 281.

Entre os restaurantes três estrelas está o "Sukiyabashi Jiro Honten," com espaço para dez pessoas, na área nobre de Ginza. O chef Jiro Ono, de 86 anos, prepara sushis desde a adolescência e foi tema de um documentário em 2011.

O turismo em Tóquio aumentou neste ano e desfruta dos efeitos positivos de a cidade ter sido escolhida sede das Olimpíadas de 2020. A capital japonesa é o destino turístico favorito para 52 por cento de 4.000 asiáticos que responderam a uma pesquisa divulgada nesta terça pelo Banco de Desenvolvimento do Japão.

O primeiro guia de restaurantes da Michelin foi publicado pela fábrica de pneus em 1900 para ajudar os primeiros motoristas a encontrar locais para comer. O sistema de classificação por estrelas começou em 1920.
Fonte: Exame com Reuters