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terça-feira, 15 de agosto de 2023

EG.5: nova variante do coronavírus se espalha rápido no Japão

Apesar de estar se espalhando rápido no Japão, especialistas dizem que há pouca evidência de que a EG.5, ou Eris, cause mais sintomas graves comparada a cepas anteriores do coronavírus

nova variante do coronavírus
Uma outra variante do coronavírus, chamada de EG.5, está se espalhando rápido no Japão, embora especialistas digam que há pouca evidência de que ela cause mais sintomas graves comparada a cepas anteriores que também pertencem à família ômicron.

A EG.5, uma versão que sofreu mutação da subvariante XBB.1.9.2, foi descoberta pela primeira vez em fevereiro e registrada em 51 países, incluindo os EUA, Coreia do Sul, China Austrália, Singapura e Reino Unido, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na semana passada, a OMS designou a EG.5 e suas sublinhagens como “variantes de interesse”, atualizando-as do rótulo “variantes sob monitoramento” que ela designou em julho.

“Coletivamente, evidência disponível não sugere que a EG.5 representa riscos adicionais de saúde pública relativos a outras linhagens descendentes (da ômicron) que estão circulando atualmente”, disse a OMS em sua avaliação inicial de risco.

No Japão e no resto do mundo, cepas XBB – parte do grupo ômicron de variantes – são o tipo mais dominante do coronavírus.

Entretanto, a prevalência da EG.5, chamada de Eris por especialistas da saúde, quase dobrou em julho e contou por 22% dos casos em Tóquio.

O Japão está atualmente no meio do que alguns especialistas chamam de 9ª onda de infecções por coronavírus.

O governo planeja iniciar um novo programa de vacinação em 20 de setembro usando doses contra a cepa XBB.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Japão publica relatório diário final sobre mortes por Covid

O relatório diário final sobre o número de mortes e pacientes gravemente doentes foi divulgado na terça-feira (9)

Japão não emitirá mais relatórios diários
O Ministério da Saúde do Japão não emitirá mais relatórios diários sobre o número de mortes a nível nacional causadas pelo coronavírus.

O governo reclassificou oficialmente a covid-19 para uma categoria de doenças infecciosas de baixo risco na segunda-feira (8). Ela está agora classificada junto com a influenza sazonal. O último anúncio diário do número de infecções também foi feito no mesmo dia.

O relatório diário final sobre o número de mortes e pacientes gravemente doentes foi divulgado na terça-feira (9).

A partir de agora, cinco mil instituições médicas designadas em todo o Japão serão solicitadas a reportarem o número de infecções semanais que elas registrarem na semana anterior. O ministério divulgará os números toda sexta-feira, com início em 19 de maio.

O ministério diz que usará estatísticas demográficas para identificar tendências no número de mortes e diz que levará 2 meses para compilar o número total de óbitos, e 5 meses para apurar um detalhamento das mortes por causa.

Ele diz que continuará a anunciar o número de pacientes internados e os gravemente doentes toda semana.

Os números serão baseados em relatórios de todas as instituições médicas por todo o Japão, visto que o ministério quer prevenir que sistemas médicos fiquem sobrecarregados.

O ministério confirmou 25 mortes e 83 pacientes gravemente doentes na terça-feira. O número total de óbitos em decorrência do coronavírus no Japão situava-se a 74.694.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 28 de março de 2023

Economistas apostam em retomada do crescimento com novo status da COVID

Uma das apostas é a retomada do turismo receptivo, com o aumento de turistas estrangeiros no país

turismo no Japão
O governo do Japão espera normalizar as atividades econômicas e sociais com o rebaixamento da classificação da COVID-19, o que está previsto para ocorrer em 8 de maio. Embora as infecções por coronavírus venham diminuindo, a recuperação econômica do país ainda é frágil, publicou a mídia local. 

Com a COVID-19 tratada no mesmo nível de uma gripe sazonal, economistas acreditam que a mudança amenizará algumas medidas que têm atrapalhado o trabalho, o consumo e o turismo receptivo.

Hoje a COVID-19 é classificada como Classe 2, que inclui outras doenças graves, como tuberculose, que exige que os infectados se isolem por sete dias, embora esse tempo possa cair para cinco dias se o teste for negativo no quinto dia. 

A medida afeta mesmo aqueles considerados como contatos próximos, que também precisam se isolar por cinco dias.

 Para Hideo Kumano, economista-chefe executivo do Instituto de Pesquisa Dai-ichi, muitas dessas pessoas não puderam trabalhar e isso prejudicou a produtividade das empresas. 

Considerando o caso de um infectado com um contato próximo, isso gera aproximadamente a perda de 13 dias de trabalho, segundo Kumano escreveu em um relatório em janeiro. 

Em algumas situações essas pessoas poderiam trabalhar remotamente em suas casas, mas algumas lojas pequenas precisaram fechar depois que os funcionários foram infectados ou tiveram contato próximo com alguém com o coronavírus. 

Em 8 de maio a COVID-19 passará para a Classe 5, a mesma da gripe sazonal, e espera-se que a situação mude, pois os infectados e contatos próximos não precisarão mais se isolar. 

Em alguns casos, ainda que tenham que se afastar do trabalho, a perda será bastante reduzida em relação ao que vigora hoje. 

Kumano avalia que se o Japão mantiver o sistema atual e registrar 10 milhões de novos caso de COVID-19 até o fim deste ano, o impacto negativo na produtividade chegaria a ¥ 1,16 trilhão (US$ 8,8 bilhões).

Com a mudança na categoria da doença e das medidas de quarentena, o impacto negativo cairá para 360 bilhões de ienes.

O economista alerta: “Se o rebaixamento não for implementado, as atividades econômicas serão amplamente prejudicadas.”

A expectativa do economista é de que a volta das atividades sociais estimule o consumo doméstico. 

Os números revisados do produto interno bruto do Japão no quarto trimestre do ano passado, divulgados pelo Gabinete no início deste mês, mostraram que a economia cresceu 0,1% anualizado, notavelmente mais fraco do que o aumento de 0,6% estimado nos dados preliminares. Em meio ao aumento da inflação, o consumo foi mais lento do que o previsto.

A taxa de crescimento também foi consideravelmente menor do que as expectativas dos economistas - a previsão mediana em uma pesquisa da Reuters era de expansão de 0,8%.

A esperança é de que com a COVID-19 rebaixada, mais pessoas saiam para jantar em restaurantes e viajem mais, com Kumano estimando que a mudança aumentaria o consumo em ¥ 600 bilhões.

Outro ponto positivo é que, com o alívio das medidas, o país receberá mais turistas estrangeiros. 

O país relaxou algumas normas em outubro de 2022 para a vinda de visitantes de fora, mas algumas exigências persistem, como apresentar comprovante de vacinação ou teste negativo para o coronavírus.

Logo que essas regras forem removidas, a expectativa é de que o fluxo de turistas internacionais aumente. 

Em 2019, antes da pandemia, o país recebeu 32 milhões de turistas estrangeiros, que gastaram ¥4,8 trilhões. O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu aumentar os gastos dos viajantes internacionais para ¥ 5 trilhões.

Desde outubro do ano passado o país começou a recuperar lentamente o total de visitantes. Em fevereiro passado recebeu 1,47 milhões, contra cerca de 2,6 milhões no mesmo mês de 2019.

Boa parte dos turistas são chineses. Com a queda das restrições, a esperança é de que o ritmo de chegada desses e de outros visitantes exceda o ritmo de 2019, como acredita Shunsuke Kobayashi, economista-chefe da Mizuho Securities. 

O problema no setor de turismo, porém, é a falta de mão de obra.

Uma pesquisa feita em setembro passado pela Dive, agência de recrutamento especializada no setor, em Tóquio, mostrou que 88% dos 160 operadores hoteleiros disseram sentir que não tinham trabalhadores suficientes, mesmo antes da reabertura da fronteira.

“Essa é a maior preocupação. Mesmo que a demanda aumente, isso não significará muito, a menos que a oferta também aumente”, disse Kobayashi.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Japão pode relaxar ainda mais controles de fronteira relacionados à covid-19

O governo está realizando ações para abandonar o limite diário de chegadas e permitir que turistas do exterior viajem de forma independente no Japão

entrada no Japão
O Japão está se preparando para relaxar ainda mais seus controles de fronteira do coronavírus já no próximo mês.

O governo japonês relaxou controles de fronteira anti-infecção em 7 de setembro, aumentando o limite de entradas no país de 20.000 para 50.000, além de permitir que turistas estrangeiros venham ao arquipélago com pacotes turísticos sem guias.

Agora, o governo está planejando relaxar ainda mais os controles, visto que infecções por coronavírus vêm diminuindo no Japão. Ele também espera que o valor em queda do iene ajude a atrair mais turistas estrangeiros.

O governo está realizando ações para abandonar o limite diário de chegadas e permitir que turistas do exterior viajem de forma independente no Japão.

Ele também está se preparando para retomar uma isenção de visto de curto prazo para visitantes de cerca de 70 países e territórios se eles ficarem no Japão por 90 dias ou menos.

O governo deve decidir quando implementará as medidas relaxadas adicionais após estudar a situação da infecção e outros fatores.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Japão permitirá medidas de combate ao vírus por autoridades regionais

O aumento de casos tem pressionado o sistema médico do país

Japão
O Japão pode anunciar já nesta sexta-feira (29) planos para um novo sistema para permitir que as autoridades regionais tomem contramedidas contra a disseminação de uma nova variante do coronavírus, publicou a Kyodo News, citando fontes do governo.

Apesar do recorde de novas infecções em uma sétima onda crescente de COVID-19, que elevou a contagem do Japão para 233.100 na quinta-feira (28), o governo diz que ainda não há planos para mais restrições, mas o novo sistema permitirá que as autoridades regionais adotem seus próprios.

Embora o governo tenha dito que houve menos mortes do que nas ondas anteriores, o número de pessoas gravemente doentes vem aumentando em algumas partes do país, colocando os sistemas médicos sob pressão.

O Japão nunca ordenou bloqueios nacionais na escala de algumas outras nações, em vez disso, pediu periodicamente às pessoas que ficassem em casa o máximo possível e limitando o horário de funcionamento de restaurantes e bares.

O vice-chefe de gabinete, Seiji Kihara, reiterou que as autoridades regionais devem adaptar as medidas às suas situações específicas.

"Em vez de uma resposta nacional, queremos apoiar as autoridades regionais em seus esforços baseados em suas situações locais", disse Kihara em entrevista coletiva regular.

"O importante é ajudar as atividades sociais e econômicas de cada província."

A cidade de Osaka recentemente pediu aos idosos que evitem passeios não essenciais.

O país de 125,8 milhões de pessoas se saiu melhor do que outras nações no manejo da pandemia, com 32.308 mortes desde o início de 2020.

Mas o Japão teve o maior número mundial de novos casos de coronavírus na semana até 24 de julho, disse a Organização Mundial da Saúde.

Embora o número de mortes na nova onda tenha sido baixo em comparação com as anteriores, novas infecções estão começando a afetar alguns setores.

As empresas ferroviárias em algumas regiões tiveram que reduzir os serviços devido à falta de funcionários e a Toyota Motor Corp. suspendeu as operações noturnas em uma linha de produção de sua fábrica de Takaoka nesta semana por causa da COVID.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Reabertura do Japão para turistas estrangeiros gera temores sobre aumento de casos de Covid

A resistência do governo em afrouxar as restrições diminuiu após o feriado de Golden Week

turistas no japão
O Japão vai liberar a entrada de turistas estrangeiros de 98 países a partir de 10 de junho, depois de mais de dois anos de proibição, para impulsionar a economia do país, mas há preocupações de que a medida cause aumento de casos de Covid-19.

De acordo com a decisão, o Japão permitirá a entrada de um número limitado de turistas estrangeiros vacinados em pacotes turísticos sem a necessidade de quarentena. Na semana passada, o governo iniciou um teste com a chegada de alguns grupos de quatro países.

"Há preocupações de que alguns dos turistas estrangeiros não sigam as regras japonesas, como usar máscaras ou desinfetar as mãos, e que as infecções possam se espalhar novamente", disse um executivo do setor de turismo.

A resistência do governo em afrouxar as restrições diminuiu após o feriado de Golden Week no final de abril e início de maio, quando as pessoas viajaram dentro do país, mas as infecções não aumentaram acentuadamente, disse o executivo.

"Se o governo não abrir as portas, mais empresas vão à falência, e isso não é bom politicamente", disse ele.

O Partido Liberal Democrata (PLD), do primeiro-ministro Fumio Kishida, enfrenta uma eleição parlamentar em julho. Embora a política de fronteiras tenha sido esmagadoramente popular desde o início, a pandemia diminuiu e o custo do fechamento se tornou mais aparente. Uma pesquisa recente do jornal Nikkei mostrou que 67% dos entrevistados acharam "razoável" permitir a entrada de turistas estrangeiros.

O Ministério das Relações Exteriores sentiu alguma pressão do exterior para reduzir os controles de fronteira e foi um dos poucos ministérios que tentaram persuadir o governo de Kishida, disse outra fonte.

Os governos locais continuam preocupados que os turistas estrangeiros tragam o coronavírus, disse o executivo do setor, dificultando a abertura total do país, onde diretrizes como uso de máscaras e higienização das mãos são amplamente seguidas.

Por enquanto, os turistas só podem vir em grupos guiados, pacotes e como parte de uma cota de 20 mil chegadas por dia, incluindo residentes. O Japão não tem um cronograma para a retomada do turismo em grande escala.

Prejuízos e falências
A empresa hoteleira Resol Holdings abriu quatro novos locais no período que antecedeu as Olimpíadas de Tóquio, esperando um fluxo maciço de turistas estrangeiros. Foi um fracasso total, disse o gerente de operações Hideaki Kageyama.

"Você não pode pagar as contas, o aluguel, o trabalho sem turismo receptivo", disse ele, acrescentando que a flexibilização da fronteira não seria suficiente para reviver rapidamente a indústria.

O número de hotéis que fecharam em todo o país subiu para o maior nível desde 2016 no ano passado, e os níveis de dívida hoteleira mais que dobraram desde 2019, segundo o Teikoku Databank.

Os subsídios do governo ajudaram a evitar falências generalizadas. A Resol poderia ter falido se não fosse por negócios paralelos, como campos de golfe e usinas solares, disse Kageyama.

O turismo era um raro ponto brilhante para o Japão antes da pandemia. Um recorde de cerca de 32 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país em 2019, gastando cerca de US$ 38 bilhões. O governo ainda pretende atrair 60 milhões de turistas por ano até 2030.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 16 de março de 2022

Japão vai suspender medidas de pré-emergência em todas as províncias em 21 de março

Será a primeira vez em dois meses e meio que o país não terá nenhuma restrição para conter os casos de Covid-19

medidas de pré-emergência
O Japão vai anunciar nesta quarta-feira (16) a suspensão das restrições de pré-emergência para combater a Covid-19 impostas a Tóquio e 17 outras províncias, à medida que uma onda de infecções causadas pela variante Ômicron continua diminuindo.

As medidas em vigor atualmente serão suspensas na próxima segunda-feira, 21 de março, em Tóquio, Kanagawa, Saitama, Chiba, Osaka, Quioto, Hyogo, Hokkaido, Aomori, Ibaraki, Tochigi, Gunma, Ishikawa, Gifu, Shizuoka, Aichi, Kagawa e Kumamoto.

Será a primeira vez em dois meses e meio que o Japão não terá nenhuma restrição para conter as infecções.

O primeiro-ministro Fumio Kishida irá falar sobra a suspensão em uma entrevista coletiva às 19h desta quarta-feira. Ele falará também sobre uma maior flexibilização das medidas de fronteira, informou a mídia local.

Tóquio registrou 10.221 casos de coronavírus nesta quarta-feira, uma queda de 600 infecções em relação à semana anterior. A Ômicron levou a taxas recordes de infecção e de mortes na capital e em todo o Japão em fevereiro.

Após um início lento, o programa de reforço da vacina contra Covid-19 do governo acelerou. Cerca de 71% da população idosa vulnerável do Japão já recebeu a terceira dose.

O chamado estado de pré-emergência atualmente aplicado em 18 das 47 províncias do Japão tem como base a redução do horário de funcionamento de bares e restaurantes e a proibição da venda de bebidas alcoólicas nesses locais.

Autoridades de Osaka consideraram solicitar uma extensão das restrições devido ao alto índice de hospitalizações, mas decidiram optar pela suspensão em 21 de março, informou a agência de notícias Kyodo.

As medidas tiveram impacto na economia, principalmente no setor de serviços.

"Uma certa quantidade de demanda por serviços será liberada se as restrições forem suspensas, já que as famílias têm bastante economia agora e coincide com as férias da primavera", disse Daiju Aoki, economista-chefe do UBS SuMi TRUST Wealth Management.

Especialistas em saúde disseram que a atual onda da variante Ômicron não acabou, e novas variantes podem surgir a qualquer momento. Mas as restrições, usadas repetidamente durante a pandemia que já dura mais de dois anos, perderam sua eficácia no comportamento público, disse Hitoshi Oshitani, professor da Universidade de Tohoku.

“Precisamos ter uma estratégia diferente para suprimir a transmissão neste estágio”, disse Oshitani, principal consultor da resposta à pandemia do governo. "Ainda é prematuro discutir uma espécie de estratégia de saída desse vírus."

Kishida também deve anunciar um aumento do limite de entrada de pessoas no Japão para 10.000 por dia a partir de abril, dos atuais 7.000, segundo a mídia, o mais recente passo para amenizar os rígidos controles de fronteira que atraíram críticas de empresas e educadores.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Toyota reduz meta de produção em 500 mil veículos; lucros caem 21%

A montadora japonesa manteve sua previsão de lucro anual de ¥2,8 trilhões

Toyota Motor
A Toyota Motor cortou nesta quarta-feira (9) sua meta anual de produção de veículos, uma vez que a escassez de chips e o aumento de casos de Covid-19 forçaram a paralisação de fábricas, registrando uma queda de 21% no lucro operacional do terceiro trimestre, para ¥784,4 bilhões (US$6,80 bilhões).

A empresa reduziu sua meta de produção para este ano fiscal, que termina em 31 de março, em 500 mil veículos, de 9 milhões para 8,5 milhões.

Se quisesse manter a meta inicial de 9 milhões de unidades, a Toyota precisaria produzir 700 mil carros em fevereiro e 1 milhão em março, antes de fechar o ano fiscal, mas isso se tornou inviável porque o problema da falta de peças ainda não foi totalmente solucionado.

"Não esperamos que o desequilíbrio no fornecimento de chips se resolva rapidamente e o curso da pandemia de coronavírus não é claro", disse um representante da Toyota a repórteres. "Acreditamos que a incerteza continuará no próximo ano fiscal", acrescentou.

O resultado para os três meses até 31 de dezembro foi superior à previsão média de ¥716,8 bilhões com base nas estimativas de nove analistas, mostraram dados da Refinitiv.

A Toyota manteve sua previsão de lucro anual de ¥2,8 trilhões. Essa cifra é inferior a um lucro médio de ¥3,04 trilhões com base nas previsões de 27 analistas, segundo a Refinitiv.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Suzuki teve paralisação por causa da infecção pelo coronavírus no fornecedor

Pelo mesmo motivo a planta de Sagara já teve a produção suspensa em outra data, mas a montadora prevê que não afetará seu plano

Suzuki
A montadora Suzuki anunciou que a fábrica de Sagara, instalada em Makinohara (Shizuoka), interrompeu a produção na quarta-feira (26), por apenas um dia. 

O motivo foi a infecção pelo novo coronavírus em um de seus fornecedores de autopeças, o que atrasou a entrega.

As plantas de Sagara e Kosai tiveram uma paralisação no dia 22 pelo mesmo motivo. A suspensão das operações na planta de Sagara afetará a produção dos carros compactos como o Swift e o Solio.

Mas, a Suzuki informou que não há alteração no plano de produção de 2,57 milhões de unidades no ano fiscal que termina em março de 2022, pois pretende recuperar o ritmo antes disso.   
Fonte: Portal Mie com Nikkei e Nikkan Jidosha Shimbun

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Okinawa deve entrar em estado de quase-emergência após registrar 600 casos de Covid

Seria a primeira declaração desse tipo desde 30 de setembro

estado de quase-emergência
O Japão está se preparando para declarar estado de quase-emergência na província de Okinawa devido a um aumento nos casos de coronavírus, talvez já nesta semana, disse o jornal Mainichi nesta quarta-feira (5).

Seria a primeira declaração desse tipo desde 30 de setembro, quando o Japão suspendeu todos os estados de emergência e quase-emergência que vigoraram durante boa parte de 2021.

O número de novos casos diários de coronavírus no Japão chegou a 1.268 na terça-feira, passando de 1.000 pela primeira vez em três meses, com 225 infecções em Okinawa, tornando-se uma das partes mais afetadas do país.

Os novos casos aumentaram para cerca de 600 nesta quarta-feira, informou a Okinawa Television, citando o governo da província. Essa seria a maior contagem diária desde 28 de agosto, quando o Japão estava no meio de sua quinta e maior onda de Covid-19 até o momento.

O Mainichi disse que o governador de Okinawa, Denny Tamaki, disse ao secretário-chefe de gabinete Hirokazu Matsuno na terça-feira que estava considerando solicitar um estado de quase emergência, que incluiria medidas como limitar o horário de funcionamento de restaurantes e bares.

Matsuno disse que o governo responderia prontamente, informou o jornal. Nenhum detalhe adicional foi dado.

Okinawa entrou na "sexta onda" do coronavírus, disse Tamaki a repórteres na terça-feira, observando o papel da variante Ômicron altamente transmissível na disseminação de infecções.

As infecções dentro das bases militares dos EUA na prefeitura continuaram a aumentar, acrescentou.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Toyota anuncia produção de 800 mil unidades em janeiro

No primeiro mês do ano de 2022 a montadora espera conseguir produção recorde


Toyota
A Toyota Motor Corporation anunciou na quarta-feira (15) que a produção global em janeiro de 2022 chegará a 800 mil unidades. Será a mais alta de janeiro. 

Devido à disseminação da nova infecção por coronavírus, houve atraso na aquisição de autopeças dos fornecedores do Sudeste Asiático, o que impactou na produção após agosto deste ano.

Deve superar o recorde de cerca de 760 mil unidades em janeiro de 2019. No mesmo mês em 2008, a produção global foi de 713 mil, sendo que em 2009 foram produzidas 740 mil unidades.

As 14 plantas do Japão deverão operar normalmente, informou a Toyota. Todas trabalharão de forma a recuperar a produção, com o plano mais elevado de todos os tempos. No entanto, o fornecimento das autopeças ainda não está estável.

“Estaremos atentos ao status de aquisição de peças e semicondutores. Tomaremos todas as medidas possíveis em conjunto com nossos fornecedores para que possamos entregar os carros o mais rápido possível“, declarou.
Fonte: Portal Mie com NHK, CTV e Nikkei

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Economia do Japão deve se recuperar do impacto da pandemia nos próximos meses, diz BOJ

A equipe do Banco do Japão revisará a política monetária na terceira semana de dezembro

Economia do Japão
O presidente do Banco do Japão (BOJ), Haruhiko Kuroda, expressou na segunda-feira (29) confiança de que a economia do país irá superar o impacto da pandemia de coronavírus nos próximos meses, devido ao grande progresso feito na vacinação da população.

"Tenho certeza de que a economia japonesa superará o impacto da Covid-19 nos próximos meses e estará em uma fase de recuperação e crescimento dentro de alguns meses", disse ele em um fórum do Paris Europlace.

Kuroda fez os comentários antes de ler um discurso preparado sobre finanças verdes, ressaltando a intenção do banco central japonês de comunicar aos mercados seu otimismo em relação à terceira maior economia do mundo.

O BOJ se reunirá para revisar a política monetária nos dias 16 e 17 de dezembro. 

O banco não deve realizar mudanças e pode decidir se prorroga um conjunto de programas de empréstimos para alívio da pandemia além do prazo final de março de 2022.

O Japão ficou atrás de outros países avançados na recuperação do impacto da pandemia, já que as restrições do estado de emergência, para combater o vírus, pesaram sobre o consumo.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Empresas não pretendem fazer festas de confraternização de final e começo de ano

A tradicional festa corporativa de final de ano parece que não será realizada na maioria das empresas, repetindo o mesmo do ano passado

bonenkai
A empresa Tokyo Shoko Research realizou uma pesquisa nacional para saber como ficarão as tradicionais festas de confraternização corporativa de final e começo de ano, chamadas de bonenkai e shinnenkai, respectivamente.

No ano anterior, em 2020, 94% das empresas japonesas decidiram não realizar a confraternização por causa da epidemia do novo coronavírus, com mais de 3 mil novos casos diários de infecção naquela época.

Este ano, ainda não se sabe se a epidemia aumentará ou não, apesar de que em outubro os dados mostrem que está controlada. Ainda assim, 70% – média nacional – das empresas responderam que não pretendem realizar o bonenkai. 

Na análise por província, Nara lidera com 84%, seguida de Oita com 82%, Tochigi com 81% e Kochi com 80,5%.

Por outro lado, na província de Okinawa, metade das empresas pensa em realizar a festa corporativa, pois o resultado foi de que 49% não pretendem.  

A pesquisa foi realizada online, no período de 1.º a 11 de outubro, a qual recebeu respostas de 8.174 empresas de grande, médio e pequeno porte.
Fonte: Portal Mie com TSR

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Kishida é eleito líder do PLD e provável 100.º premiê do Japão

A imprensa japonesa apontava Kono, atual ministro das vacinas, como sucessor de Suga, mas quem venceu a eleição do PLD foi Kishida

Fumio Kishida
Na tarde de quarta-feira (29) aconteceu a eleição do líder do poder, o PLD-Partido Liberal Democrático, onde 4 concorriam à vaga, e o eleito foi Fumio Kishida, 64 anos, ex-ministro das relações exteriores.

A eleição ocorreu em um hotel em Tóquio, onde os membros do partido colocaram seu voto na urna, escolhendo entre os 4 candidatos – Taro Kono, Seiko Noda, Sanae Takaichi e Kishida.

Kishida assumiu a liderança com 256 votos na primeira votação, incluindo o voto parlamentar e o voto partidário, mas não atingiu a maioria dos votos, e Kono ficou em segundo. 

Os dois foram para a votação final e como resultado, Kishida obteve 257 votos, derrotando o atual ministro da vacinação, Kono, o qual recebeu 170, o qual era considerado pela imprensa como o próximo líder.

Assim, Fumio Kishida é o 27.º líder do PLD e espera-se que seja nomeado o 100.º primeiro-ministro na sessão extraordinária da Dieta em 4 de outubro.

Depois, se eleito, deverá formar seu gabinete para substituir Yoshihide Suga, com grandes desafios pela frente, pois a epidemia do coronavírus parece continuar e seus efeitos foram desastrosos para a sociedade e para a economia.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Vendas no varejo do Japão ampliam os ganhos, mas desafios com Covid-19 persistem

Dados mostram que vendas no varejo avançaram 2,4% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior

economia do Japão
As vendas no varejo do Japão aumentaram pelo quinto mês consecutivo em julho, superando as expectativas à medida que o setor de consumo continuou sua recuperação, embora o ressurgimento do coronavírus tenha lançado dúvidas sobre as perspectivas de gastos.

Um aumento nos casos da variante Delta este mês forçou o governo a ampliar as restrições do estado de emergência, que agora ameaçam prejudicar os gastos do consumidor e atrapalhar uma frágil recuperação econômica.

As vendas no varejo avançaram 2,4% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados do governo na segunda-feira (30), um pouco mais rápido do que a previsão mediana dos economistas de um aumento de 2,1% em uma pesquisa da Reuters. Seguiu-se a um aumento de 0,1% em junho.

"A força recente nas vendas no varejo não deve durar", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics para o Japão, em nota.

"A severa onda Delta que está atingindo o país, juntamente com uma lista cada vez maior de províncias sob estados de emergência, resultou em um novo enfraquecimento do consumo neste trimestre", disse Thieliant.

O aumento melhor do que o esperado nas vendas no varejo em julho veio enquanto as autoridades lutavam para público desafiador a respeitar as restrições para ficar em casa em grandes cidades como Tóquio, que sediou as Olimpíadas em julho e início de agosto.

Os dados do Ministério do Comércio encontraram forte demanda por uma variedade de itens, como carros, roupas, mercadorias em geral e alimentos, enquanto o combustível foi ajudado pelos preços mais altos da gasolina.

Estabelecimentos de varejo de pequeno porte, como lojas de conveniência e drogarias, tiveram o maior crescimento nas vendas em relação ao ano anterior.

No entanto, o crescimento também foi favorecido pela comparação com a queda acentuada do ano passado, quando a demanda do consumidor foi prejudicada pela pandemia do coronavírus.

Em comparação com o mês anterior, as vendas no varejo ganharam 1,1% com ajuste sazonal, já que o consumo deu continuidade ao surpreendente crescimento visto no segundo trimestre, ajudado pelas Olimpíadas de Tóquio.

A terceira maior economia do mundo cresceu a uma taxa melhor do que o esperado no trimestre de abril a junho, em grande parte graças ao consumo privado, que representa mais da metade do produto interno bruto do país.

Mas a recuperação da atividade do consumidor representa um desafio para os formuladores de políticas, já que a variante Delta, mais contagiosa, desequilibra o sistema de saúde do país, com restrições de estado de emergência cobrindo agora quase 80% da população japonesa.

"A mobilidade das pessoas tem diminuído e o consumo pode atingir o pico em agosto", disse Atsushi Takeda, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Econômica de Itochu, observando que a tendência de queda pode se arrastar até setembro.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Japão planeja aumentar taxa de seguro-desemprego descontada do salário

Japão planeja aumentar taxa de seguro-desemprego descontada do salário

taxa de seguro-desemprego
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social do Japão está planejando aumentar a taxa mensal de seguro-desemprego (koyou hoken/雇用保険) que é descontada do salário dos trabalhadores inscritos no benefício, informou a agência de notícias Kyodo nesta quarta-feira (28).

Devido à pandemia do coronavírus, o pagamento do seguro-desemprego a pessoas que perderam o trabalho passou de ¥4 trilhões e os recursos financeiros estão se esgotando.

A taxa de seguro-desemprego é paga meio a meio pelo empregado e pelo empregador, mas o governo também investe em projetos ligados a esse benefício.

O aumento da taxa será discutido pelo Conselho de Política de Trabalho, que é um órgão consultivo do Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social, e um projeto para alterar a Lei de Seguro de Trabalho será submetido à sessão ordinária do Parlamento do ano que vem.

Atualmente, a taxa de seguro-desemprego é calculada da seguinte forma para o trabalhador: salário bruto multiplicado por 3 e dividido por 1.000.

Quem ganha ¥300 mil por mês, por exemplo, paga uma taxa de ¥900 que é descontada do salário. O mesmo valor é pago ao governo pelo empregador.

Trabalhadores de alguns setores, como construção, pagam um pouco mais através do seguinte cálculo: salário bruto multiplicado por 4 e dividido por 1.000.

Em 2017, ocorreu o contrário. A taxa de seguro-desemprego sofreu uma redução e, na época, o governo alegou que o valor de reserva do benefício arrecadado dos trabalhadores e das empresas foi maior que o volume distribuído.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Um mês para a abertura das Olimpíadas de Tóquio

Após mais de 1 ano de dificuldades por causa da Covid-19, organizadores entram na fase final de preparações para melhorar medidas de segurança

Tokyo 2020
Tóquio marca nesta quarta-feira (23) um mês até a abertura das Olimpíadas, com organizadores entrando na fase final de preparações para melhorar medidas de segurança e operações logísticas perfeitas após mais de 1 ano de dificuldades representadas pela pandemia de coronavírus.

Atletas começaram a chegar ao Japão neste mês para realizar treinamentos de campo, mas os organizadores das Olimpíadas e Paralimpíadas continuam a se esforçar para fazer com que as pessoas no Japão fiquem a favor de realizar a extravagância de esportes em meio a uma crise de saúde global.

Eles finalmente decidiram na segunda-feira (21) sobre o que fazer com fãs no Japão, dizendo que locais podem receber até 50% da capacidade, até um máximo de 10 mil espectadores, e deixaram aberta a possibilidade de sediar os jogos a portas fechadas se a situação da infecção piorar.

Mesmo assim, especialistas na área médica alertam sobre um possível ressurgimento do vírus antes ou depois do início das Olimpíadas em 23 de julho.

Uma recente pesquisa da Kyodo também descobriu que cerca de 86% das pessoas no Japão estão preocupadas com o risco de casos de Covid-19.

Espectadores do exterior não serão permitidos nos Jogos.

Desde o adiamento das Olimpíadas e Paralimpíadas no ano passado, os organizadores enfrentaram vários desafios desde garantir locais, rever custos, formular medidas antivírus e explicar ao público que os Jogos podem ser realizados de forma segura.
Fonte: Portal Mie com News and Culture

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Número de nascimentos no Japão cai para menor nível histórico

Este foi o quinto ano consecutivo de declínio, segundo dados do governo

nascimentos no Japão
O número de crianças nascidas no Japão em 2020 foi de 840.832, uma redução de 24.407 (2,8%) em relação ao ano anterior, o menor nível histórico desde que os dados começaram a ser registrados no país em 1899, informou o jornal Asahi.

Este foi o quinto ano consecutivo de declínio, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar nesta sexta-feira (4), atingindo o nível de 840.000 três anos antes do que as estimativas do governo.

O número de casamentos em 2020 caiu 12,3% em relação ao ano anterior, para 525.490, o menor nível desde a Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945. A pandemia do coronavírus foi um dos responsáveis pela redução das uniões matrimoniais.

O número de nascimentos caiu para menos de 900.000 pela primeira vez em 2019, quando foram registrados 865.239 bebês.

De acordo com a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Pesquisas Populacionais e Previdenciárias, a queda de nascimentos para o nível de 840.000 deveria ocorrer somente em 2023.

A taxa de fertilidade, que indica o número de filhos que uma mulher deve ter ao longo da vida, foi de 1,34 em 2020, uma queda de 0,02 em relação ao ano anterior. Tóquio teve a menor taxa, 1,13, e Okinawa a maior, 1,86.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Estado de emergência poderá ser estendido

Atualmente são 10 províncias sob essa declaração, sendo que 4 delas já tiveram prorrogação

Estado de emergência
Fontes disseram para o jornal Yomiuri, no domingo (23), que o governo considera estender a declaração do estado de emergência das 9 entre as 10 províncias. 

A única que não será incluída no período de prorrogação é Okinawa, cujo período é entre 23 deste mês a 20 de junho.

Hokkaido, Okayama e Hiroshima foram incluídas para o período entre 16 a 31 deste mês, enquanto Aichi e Fukuoka, desde 12. Os números das últimas semanas indicam que Hokkaido, Fukuoka e Aichi não conseguiram frear a disseminação.

As primeiras 4 a terem declaração foram Tóquio, Osaka, Hyogo e Quioto, desde 25 de abril, as quais já tiveram uma prorrogação. No entanto, os números de novos casos diários de confirmação da infecção pelo coronavírus não foram reduzidos tanto quanto é necessário, principalmente em Tóquio e Osaka.

Infecção explosiva
Sem que o país tenha conseguido frear a infecção explosiva, Katsunobu Kato, Secretário-geral do Gabinete, disse para a NHK que há possibilidade de estender o prazo, possivelmente, alinhando com Okinawa.

“A situação não é de discutir o cancelamento (do estado de emergência) nesta fase”, disse Hirofumi Yoshimura, governador da província de Osaka, no sábado (22). Ele sugere que deveria estender o prazo até terminar a inoculação dos idosos, com previsão de final de julho.

Em relação à vacinação, Kato pediu flexibilidade, na segunda-feira (24), aos governos locais, para que possam iniciar a aplicação das doses nas pessoas com o para que as pessoas com situação médica subjacente, quando 50% dos idosos já tiverem sido vacinados.

Aichi: governador acha inevitável prorrogar
Na segunda-feira, o governador de Aicni, Hideaki Omura, disse que acha inevitável estender o prazo que encerra em 31 deste mês.

Os motivos são convincentes. Um deles é o número de pacientes. Até domingo, com o aumento, passou a ter 1.028 em tratamento. Em 12 deste mês registrou o pior número desta epidemia, de 679 testados positivo, ultrapassando Osaka.

“Falta só uma semana para a expiração, mas a situação (da infecção) é grave”, disse. Informou que discutirá sobre o adiamento com o governo do país.

Províncias com piores índices de x/100 mil habitantes
São 11 as províncias com os piores índices do país, ultrapassando 28 pessoas infectadas a cada 100 mil habitantes, na última semana (números arredondados).

  1. Okinawa: 84
  2. Hokkaido: 80
  3. Aichi: 51
  4. Hiroshima: 49
  5. Fukuoka: 49
  6. Okayama: 42
  7. Gifu: 34
  8. Osaka: 34
  9. Tóquio: 33
  10. Kumamoto: 31
  11. Quioto: 28 

Gifu e Kumamoto não são alvo do estado de emergência e sim das medidas prioritárias, apesar do elevado índice.
Fonte: Portal Mie com NHK, Yomiuri, Chunichi e Gov.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Falência de empresas chega a 1.000 na pandemia

 Número de falências devido à pandemia chega a 1.000, e situação continua delicada para muitos empresários

falências de empresas
Segundo levantamento da empresa de pesquisa de opinião Teikoku Databank, foram confirmados 1.000 casos de falências de empresas relacionadas à pandemia desde fevereiro do ano passado.

Os ramos que tiveram os maiores números de falências foram:

  • Restaurantes, com 159 falências
  • Empresas de construção, com 85
  • Hotéis e pousadas,  com 78

Por província, Tóquio teve o maior número, 242 empresas fecharam as portas na capital japonesa. Em seguida, Osaka e Kanagawa registraram 99 e 60 falências, respectivamente.

Mensalmente, estão sendo registradas em média 100 falências relacionadas à pandemia do coronavírus. “Com a extensão do estado de emergência, o consumo individual caiu, e os restaurantes e a indústrias de serviços enfrentam uma situação ainda mais severa. As expectativas para os próximos meses não são otimistas, e tememos que os empresários desistam de continuar os negócios”, comenta a Teikoku Databank.
Fonte: Portal Mie com NHK