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quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Novo primeiro-ministro do Japão promete reformas políticas, visa pacote econômico

Ishiba prometeu restaurar a confiança pública ao promover reformas políticas e abrandar as preocupações sentidas pela população em meio aos preços em alta

Shigeru Ishiba
O novo primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, prometeu na terça-feira (1º) restaurar a confiança pública ao promover reformas políticas e abrandar as preocupações sentidas pela população no país em meio aos preços em alta, ao esboçar um novo pacote de alívio em uma data próxima.

Ishiba, que foi eleito primeiro-ministro antes no dia, disse que quer aumentar as capacidades de defesa do Japão em um momento quando o ambiente de segurança é severo.

Ele disse que trabalhará para tornar o região do Indo-Pacífico “livre e aberta” ao trabalhar com seu principal aliado que são os EUA e outras nações de mesma opinião.

Shigeru Ishiba, de 67 anos, planeja dissolver a Câmara dos Representantes em 9 de outubro para uma eleição geral no dia 27 do mesmo mês.

Ishiba, que se tornou o 102º primeiro-ministro do Japão, selecionou sua linha de gabinete, a qual foi anunciada pelo secretário-chefe do Gabinete, Yoshimasa Hayashi:

  • Ministro das Comunicações e Assuntos Internos: Seiichiro Murakami
  • Ministro da Justiça: Hideki Makihara
  • Ministro de Relações Exteriores: Takeshi Iwaya
  • Ministro das Finanças: Katsunobu Kato
  • Ministra da Educação, Cultura, Esportes e Tecnologia: Toshiko Abe
  • Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar: Takamaro Fukuoka
  • Ministro da Agricultura, Florestas e Pesca: Yasuhiro Ozato
  • Ministro da Economia, Comércio e Indústria: Yoji Muto
  • Ministro da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo: Tetsuo Saito
  • Ministro do Meio Ambiente: Keiichiro Asao
  • Ministro da Defesa: Gen Nakatani
  • Secretário-chefe do Gabinete: Hayashi Yoshimasa
  • Ministro da Transformação Digital: Masaaki Taira
  • Ministro da Reoconstrução: Tadahiko Ito
  • Presidente da Comissão Nacional de Segurança Pública: Manabu Sakai
  • Ministra da Política Infantil: Junko Mihara
  • Ministro da Revitalização Econômica: Ryosei Akazawa
  • Ministro da Segurança Econômica: Minoru Kiuuchi
  • Ministro da Revitalização Regional: Yoshitaka Ito

Fonte: Portal Mie com Mainichi, Nippon, NHK

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Reabertura do Japão para turistas estrangeiros gera temores sobre aumento de casos de Covid

A resistência do governo em afrouxar as restrições diminuiu após o feriado de Golden Week

turistas no japão
O Japão vai liberar a entrada de turistas estrangeiros de 98 países a partir de 10 de junho, depois de mais de dois anos de proibição, para impulsionar a economia do país, mas há preocupações de que a medida cause aumento de casos de Covid-19.

De acordo com a decisão, o Japão permitirá a entrada de um número limitado de turistas estrangeiros vacinados em pacotes turísticos sem a necessidade de quarentena. Na semana passada, o governo iniciou um teste com a chegada de alguns grupos de quatro países.

"Há preocupações de que alguns dos turistas estrangeiros não sigam as regras japonesas, como usar máscaras ou desinfetar as mãos, e que as infecções possam se espalhar novamente", disse um executivo do setor de turismo.

A resistência do governo em afrouxar as restrições diminuiu após o feriado de Golden Week no final de abril e início de maio, quando as pessoas viajaram dentro do país, mas as infecções não aumentaram acentuadamente, disse o executivo.

"Se o governo não abrir as portas, mais empresas vão à falência, e isso não é bom politicamente", disse ele.

O Partido Liberal Democrata (PLD), do primeiro-ministro Fumio Kishida, enfrenta uma eleição parlamentar em julho. Embora a política de fronteiras tenha sido esmagadoramente popular desde o início, a pandemia diminuiu e o custo do fechamento se tornou mais aparente. Uma pesquisa recente do jornal Nikkei mostrou que 67% dos entrevistados acharam "razoável" permitir a entrada de turistas estrangeiros.

O Ministério das Relações Exteriores sentiu alguma pressão do exterior para reduzir os controles de fronteira e foi um dos poucos ministérios que tentaram persuadir o governo de Kishida, disse outra fonte.

Os governos locais continuam preocupados que os turistas estrangeiros tragam o coronavírus, disse o executivo do setor, dificultando a abertura total do país, onde diretrizes como uso de máscaras e higienização das mãos são amplamente seguidas.

Por enquanto, os turistas só podem vir em grupos guiados, pacotes e como parte de uma cota de 20 mil chegadas por dia, incluindo residentes. O Japão não tem um cronograma para a retomada do turismo em grande escala.

Prejuízos e falências
A empresa hoteleira Resol Holdings abriu quatro novos locais no período que antecedeu as Olimpíadas de Tóquio, esperando um fluxo maciço de turistas estrangeiros. Foi um fracasso total, disse o gerente de operações Hideaki Kageyama.

"Você não pode pagar as contas, o aluguel, o trabalho sem turismo receptivo", disse ele, acrescentando que a flexibilização da fronteira não seria suficiente para reviver rapidamente a indústria.

O número de hotéis que fecharam em todo o país subiu para o maior nível desde 2016 no ano passado, e os níveis de dívida hoteleira mais que dobraram desde 2019, segundo o Teikoku Databank.

Os subsídios do governo ajudaram a evitar falências generalizadas. A Resol poderia ter falido se não fosse por negócios paralelos, como campos de golfe e usinas solares, disse Kageyama.

O turismo era um raro ponto brilhante para o Japão antes da pandemia. Um recorde de cerca de 32 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país em 2019, gastando cerca de US$ 38 bilhões. O governo ainda pretende atrair 60 milhões de turistas por ano até 2030.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 16 de março de 2022

Japão vai suspender medidas de pré-emergência em todas as províncias em 21 de março

Será a primeira vez em dois meses e meio que o país não terá nenhuma restrição para conter os casos de Covid-19

medidas de pré-emergência
O Japão vai anunciar nesta quarta-feira (16) a suspensão das restrições de pré-emergência para combater a Covid-19 impostas a Tóquio e 17 outras províncias, à medida que uma onda de infecções causadas pela variante Ômicron continua diminuindo.

As medidas em vigor atualmente serão suspensas na próxima segunda-feira, 21 de março, em Tóquio, Kanagawa, Saitama, Chiba, Osaka, Quioto, Hyogo, Hokkaido, Aomori, Ibaraki, Tochigi, Gunma, Ishikawa, Gifu, Shizuoka, Aichi, Kagawa e Kumamoto.

Será a primeira vez em dois meses e meio que o Japão não terá nenhuma restrição para conter as infecções.

O primeiro-ministro Fumio Kishida irá falar sobra a suspensão em uma entrevista coletiva às 19h desta quarta-feira. Ele falará também sobre uma maior flexibilização das medidas de fronteira, informou a mídia local.

Tóquio registrou 10.221 casos de coronavírus nesta quarta-feira, uma queda de 600 infecções em relação à semana anterior. A Ômicron levou a taxas recordes de infecção e de mortes na capital e em todo o Japão em fevereiro.

Após um início lento, o programa de reforço da vacina contra Covid-19 do governo acelerou. Cerca de 71% da população idosa vulnerável do Japão já recebeu a terceira dose.

O chamado estado de pré-emergência atualmente aplicado em 18 das 47 províncias do Japão tem como base a redução do horário de funcionamento de bares e restaurantes e a proibição da venda de bebidas alcoólicas nesses locais.

Autoridades de Osaka consideraram solicitar uma extensão das restrições devido ao alto índice de hospitalizações, mas decidiram optar pela suspensão em 21 de março, informou a agência de notícias Kyodo.

As medidas tiveram impacto na economia, principalmente no setor de serviços.

"Uma certa quantidade de demanda por serviços será liberada se as restrições forem suspensas, já que as famílias têm bastante economia agora e coincide com as férias da primavera", disse Daiju Aoki, economista-chefe do UBS SuMi TRUST Wealth Management.

Especialistas em saúde disseram que a atual onda da variante Ômicron não acabou, e novas variantes podem surgir a qualquer momento. Mas as restrições, usadas repetidamente durante a pandemia que já dura mais de dois anos, perderam sua eficácia no comportamento público, disse Hitoshi Oshitani, professor da Universidade de Tohoku.

“Precisamos ter uma estratégia diferente para suprimir a transmissão neste estágio”, disse Oshitani, principal consultor da resposta à pandemia do governo. "Ainda é prematuro discutir uma espécie de estratégia de saída desse vírus."

Kishida também deve anunciar um aumento do limite de entrada de pessoas no Japão para 10.000 por dia a partir de abril, dos atuais 7.000, segundo a mídia, o mais recente passo para amenizar os rígidos controles de fronteira que atraíram críticas de empresas e educadores.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Kishida é eleito líder do PLD e provável 100.º premiê do Japão

A imprensa japonesa apontava Kono, atual ministro das vacinas, como sucessor de Suga, mas quem venceu a eleição do PLD foi Kishida

Fumio Kishida
Na tarde de quarta-feira (29) aconteceu a eleição do líder do poder, o PLD-Partido Liberal Democrático, onde 4 concorriam à vaga, e o eleito foi Fumio Kishida, 64 anos, ex-ministro das relações exteriores.

A eleição ocorreu em um hotel em Tóquio, onde os membros do partido colocaram seu voto na urna, escolhendo entre os 4 candidatos – Taro Kono, Seiko Noda, Sanae Takaichi e Kishida.

Kishida assumiu a liderança com 256 votos na primeira votação, incluindo o voto parlamentar e o voto partidário, mas não atingiu a maioria dos votos, e Kono ficou em segundo. 

Os dois foram para a votação final e como resultado, Kishida obteve 257 votos, derrotando o atual ministro da vacinação, Kono, o qual recebeu 170, o qual era considerado pela imprensa como o próximo líder.

Assim, Fumio Kishida é o 27.º líder do PLD e espera-se que seja nomeado o 100.º primeiro-ministro na sessão extraordinária da Dieta em 4 de outubro.

Depois, se eleito, deverá formar seu gabinete para substituir Yoshihide Suga, com grandes desafios pela frente, pois a epidemia do coronavírus parece continuar e seus efeitos foram desastrosos para a sociedade e para a economia.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Japão tem problemas de logística para iniciar vacinação, dizem especialistas ouvidos pela Reuters

Entre os problemas estão a falta de freezes para estocar as vacinas e a dúvida ser haverá gente suficiente para aplicar o imunizante

vacinação contra Covid-19
O Japão enfrenta problemas logísticos para implantar o sistema de vacinação contra Covid-19, obstáculos que podem atrasar a campanha que vem sendo criticada como lenta, segundo especialistas, publicou a Reuters. 

O país será prejudicado pela falta de contêineres e gelo seco, além de problemas no recrutamento de equipes médicas, disseram à Reuters mais der uma dúzia de pessoas envolvidas na campanha de vacinação. 

Estes problemas colocam mais pressão sobre o primeiro-ministro Yoshihide Suga, que disse que as vacinas são essenciais para a realização da Olimpíada de Tóquio, prevista para 23 de julho. 

As primeiras vacinas deverão ser aplicadas em trabalhadores da saúde no final de fevereiro, e precisará administrar pelo menos 870 mil injeções por dia para atingir metade da população, sendo que cada pessoa precisará de duas doses. 

O assessor do governo para a resposta à Covid-19, Koji Wada, disse que o plano do governo representa um fardo para os municípios, que serão responsáveis pela imunização de seus moradores. 

“Metrópoles como Tóquio podem ter infraestrutura para implementar a vacinação sem problemas, mas nas áreas rurais podem ter mais dificuldade”, disse. 

O governador de Kanagawa, Yuji Kuroiwa, comentou em entrevista recente que a tarefa é enorme. “Ainda é difícil prever quão difundidas e eficazes serão as vacinações antes das Olimpíadas”, disse. 

A vacina da Pfizer Inc. precisa ser armazenada a menos de 75 graus Celsius, temperatura muito mais baixa que os freezers convencionais, e mesmo as empresas especializadas em transportar medicamentos podem não ter recipientes suficientes para o transporte. 

O governo não começou a avaliar esse aspecto da distribuição das vacinas, segundo publicou a Reuters, citando uma fonte. 

O ministro Taro Kono, designado como responsável pela vacinação no Japão, publicou no Twitter que o desafio envolverá a coordenação de médicos, transporte, preparação de freezers, descarte de agulhas e o trato com alguns governos locais deverá ser feito por diferentes ministérios. 

Na quarta-feira (27), o governo central realizou uma simulação em Kawasaki, província de Kanagawa, mesmo com o país não tendo ainda uma vacina aprovada. 

Segundo a Reuters, o governo japonês comprou vacina para inocular 72 milhões de pessoas, ou mais da metade da população, e está adquirindo 20 mil refrigeradores apropriados para estocar o inoculante em grande quantidade de gelo seco. 

O país fabrica 350 mil toneladas de gelo seco a cada ano, usado para preservar alimentos. Mas o governo precisará de um tipo granulado ou em pó, capaz de manter a temperatura mais baixa que o gelo seco comum. 

Para complicar ainda mais a situação, uma pessoa de uma fabricante disse que o método de produção deste gelo seco especial é diferente e pode levar meses para reequipar a empresa. 

A transportadora Nippon Express Co. Ltda está erguendo quatro depósitos para este fim, mas não estarão prontos até fevereiro e não foram projetados para alcançar a temperatura exigida para a vacina da Pfizer, disse a fonte. 

Já a Nihon Freezer Co. está produzindo 2.300 freezers para o governo, sem um contrato assinado ainda, até que as primeiras vacinas possam ser aprovadas, disse um funcionário. Estes equipamentos podem ser conectados em tomadas de 100 Volts, padrão no país. 

O funcionário desta empresa disse que metade já foi fabricada, sendo que o restante será concluído até junho, citando a dificuldade de encontrar componentes por causa do aumento repentino de produção. 

Outro problema é o fato de que as vacinas deverão ser aplicadas por profissionais médicos, que já estão sobrecarregados com o atendimento aos pacientes. 

A Kyodo News divulgou uma pesquisa na qual 80% dos governos provinciais estão preocupados se terão gente suficiente para aplicar as vacinas. 

Em alguns lugares do país já foram enviados enfermeiros das Forças de Autodefesa, contando com cerca de 2.000 médicos e enfermeiras qualificados para isso. 

Tudo isso, segundo Yoshihito Niki, especialista em doenças infecciosas do Hospital Universitário Showa, pode gerar dúvidas quanto a realização das Olimpíadas, mas ele diz ser melhor agir com cautela com as vacinas.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Suga promete acelerar início das vacinações

O governo planeja iniciar as vacinações para profissionais da saúde no fim de fevereiro e idosos no fim de março

Primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga
O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, diz que o governo vai liderar esforços para iniciar rapidamente as vacinações contra coronavírus no país.

Suga fez o comentário na terça-feira (19) quando se encontrou com altos membros da força-tarefa sobre o vírus do dominante Partido Liberal Democrático.

Ele recebeu uma lista de recomendações compiladas pela força-tarefa, incluindo uma proposta que o governo deixará que todas as pessoas saibam quando as vacinações estarão disponíveis.

O governo planeja iniciar as vacinações para profissionais da saúde no fim de fevereiro e idosos no fim de março, seguidos por pessoas com problemas de saúde subjacentes.

Suga disse que pediu ao ministro de reforma regulatória, Taro Kono, para coordenar o processo de lidar com as vacinações, visto que muitos ministérios e agências estão envolvidos na operação.

O primeiro-ministro reiterou que o governo vai liderar esforços para iniciar as vacinações o mais rápido possível.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Premiê do Japão instrui gabinete a preparar novo pacote econômico

 O pacote consistirá em medidas para amortecer o golpe da Covid-19

Primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga
O primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga instruiu seu gabinete nesta terça-feira (10) a compilar um pacote de medidas de estímulo com foco em revitalizar uma economia atingida pela pandemia de coronavírus, disse o ministro da Economia do país.

O pacote consistirá em medidas para amortecer o golpe da Covid-19, ajudar nas mudanças estruturais na economia e aumentar a produtividade por meio da digitalização, disse o ministro da Economia, Yasutoshi Nishimura.

O governo irá compilar o pacote o mais rápido possível, com o objetivo de melhorar o crescimento tanto no nível macro quanto no microeconômico, disse Nishimura em entrevista coletiva após uma reunião regular de gabinete.

“Queremos considerar os gastos do governo que atrairão investimento privado”, disse Nishimura.

O governo espera que a economia do Japão tenha se recuperado no terceiro trimestre, após registrar uma contração recorde no período anterior, quando o estado de emergência decretado no país paralisou a atividade econômica.

Mas a recuperação tem sido irregular, devido em parte aos fracos negócios e gastos das famílias, mantendo os formuladores de políticas japoneses sob pressão para aumentar ainda mais o apoio fiscal e monetário.

Nishimura disse que nada foi decidido ainda sobre o tamanho do novo pacote, mas legisladores do partido governista acham que ele deve ser de ¥10 trilhões (US$96,49 bilhões) a 30 trilhões de ienes.

O Japão já aplicou US$2,2 trilhões em dois pacotes de estímulo em resposta à crise da saúde, incluindo pagamentos em dinheiro para famílias e empréstimos a pequenas empresas para ajudá-los a superar a contração.

“Gostaríamos de elaborar medidas para colocar a economia do Japão de volta na trajetória de recuperação usando todos os meios disponíveis de maneira oportuna”, disse Suga em reunião na segunda-feira.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Japão se concentrará no empoderamento feminino e no apoio às mães solteiras

Primeiro-ministro, Shinzo Abe, diz que governo começará a estudar alterações legais para apoiar as mulheres em situações difíceis
mulheres no Japão

O governo japonês adotou nessa quarta-feira (1º), um conjunto de políticas sobre as mulheres, com foco na promoção do empoderamento nos negócios e na política, além de ajudar mães solteiras a garantir apoio no sustento dos filhos, informou a agência Kyodo.

No ano passado, o Japão caiu do 110º lugar para a 121ª posição entre 153 países no ranking de diferenças de gênero do Fórum Econômico Mundial. O país ocupa a última posição entre as principais economias avançadas.

As mulheres ocupavam apenas 15% dos cargos seniores e de liderança na área de negócios. Já a proporção de mulheres legisladoras era de 10% na Câmara Baixa e 23% na Câmara Alta.

O governo pediu a difusão da conscientização entre os órgãos empresariais sobre a necessidade de promover a participação feminina. Além disso, solicitou uma investigação das razões por trás de sua baixa proporção.

Para descobrir os obstáculos às mulheres que entram na política, o governo também realizará uma pesquisa sobre assédio.

O governo também revisará o sistema de pensão alimentícia por parte do pai e considera mudar a lei para impor o pagamento no Japão. A falta da pensão faz com que muitas mães solteiras e os seus filhos caiam na pobreza.

“O governo começará a estudar as alterações legais para apoiar as mulheres em situações difíceis”, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe na reunião em que as políticas foram adotadas.

Uma pesquisa de 2016 do Ministério do Bem-Estar Social mostrou que apenas 24,3% das mães solteiras no Japão recebiam pensão dos ex-maridos após o divórcio, enquanto as mulheres no país tendem a ganhar muito menos que os homens, com muitas delas trabalhando como funcionárias não regulares.

Em 2018, em média, os homens no Japão ganharam 5,45 milhões de ienes por ano. Isso é quase o dobro que as mulheres recebem, 2,93 milhões de ienes por ano.

As políticas recentes também incluem maiores esforços para erradicar todas as formas de violência contra as mulheres.

Com base em uma política separada, compilada no mês passado para aprimorar as medidas contra crimes sexuais e violência sexual, o governo se concentrará em fornecer melhor apoio às vítimas e promover educação e conscientização para evitar esses crimes e violência nos próximos três anos.

Como o coronavírus forçou as pessoas a ficar mais tempo em casa, levando ao aumento de casos de violência doméstica, o governo fornecerá um serviço de consulta 24 horas por telefone e por e-mail.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Tóquio confirma 35 novos casos de coronavírus

Governo cancelou nessa sexta-feira as restrições para viagens entre as províncias
Com as restrições de viagens entre as províncias liberadas, população volta aos aeroportos e estações de trem

A capital japonesa registrou, nessa sexta-feira (19), 35 novos casos de Covid-19. Com isso, o total de infectados chega a 5.709, informou a emissora pública NHK. 

Na quinta-feira (18), um total de 70 novas infecções, incluindo 41 em Tóquio, foram anunciadas em todo o país.

Hoje, conforme o programado foram suspensas as restrições de viagens pelas províncias impostas para manter a disseminação do coronavírus, informou o site Japan Today.

“Estamos aumentando ainda mais o nível das atividades sociais e econômicas”, disse Abe em uma reunião de uma força-tarefa do governo sobre o coronavírus. “Não haverá restrições ao movimento (além das prefeituras)”, acrescentou o primeiro-ministro.

O estado de emergência foi encerrado no final de maio. No entanto, as pessoas foram aconselhadas a evitar viagens dentro e fora de Tóquio, Chiba, Kanagawa, Saitama e Hokkaido, se não fosse urgente ou essencial.

O fim completo das restrições de viagem abre caminho para uma recuperação do turismo, já, depois que a epidemia desaparecer, já que o governo busca revitalizar o setor que está em dificuldades.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Koike revela plano de retomada da economia e de como impedir segunda onda do vírus em Tóquio

O plano apresentado pela governadora foi apresentado nesta sexta-feira
Tóquio

A governadora Yuriko Koike anunciou um plano para reiniciar simultaneamente a economia da cidade e impedir uma segunda onda de infecções por coronavírus nesta sexta-feira (22).

O governo metropolitano de Tóquio decidirá como e quando suspender de forma gradual as medidas de distanciamento social e solicitações voluntárias de fechamento de negócios com base em sete critérios medidos em duas semanas, publicou o The Japan Times.

"Este é o rascunho final", disse Koike durante uma reunião da força-tarefa de coronavírus do governo metropolitano na sexta-feira.

"Precisamos agir com cautela, mas a cada dia que a cidade atende a esses critérios é mais um passo para recuperar as vidas que tínhamos antes."

A governadora disse que a capital vai monitorar casos novos e não rastreáveis e verificar se eles aumentam ou diminuem em comparação com a semana anterior.

Outros fatores a serem monitorados incluem o número de pacientes hospitalizados, incluindo aqueles com sintomas graves, a taxa de infecção entre os que foram submetidos ao teste de reação em cadeia da polimerase e a quantidade de chamadas e consultas recebidas pelas linhas diretas de coronavírus.

Se as infecções surgirem novamente, os residentes serão avisados usando um novo sistema chamado "Alerta de Tóquio".

Se as infecções diárias excederem 50, significa que mais da metade não é rastreável ou os casos dobraram desde a semana anterior, então será considerada a retomada das medidas de emergência.

Tóquio está no final da primeira onda do novo coronavírus, diz o plano.

As infecções podem variar à medida que a cidade emerge do estado de emergência, mas um "novo estilo de vida" será necessário para evitar uma segunda onda, diz o documento.

Para prevenir e se preparar para a segunda onda, a cidade tem como objetivo aumentar sua capacidade de teste de PCR para 3.100 por dia, mais do que duplicando número de locais para isso, e garantir 3.300 mais leitos hospitalares para pacientes graves e 2.865 para que pacientes leves sejam isolados em residências temporárias.

Medidas restritivas serão retiradas em etapas assim que a emergência for suspensa.

Museus, bibliotecas e outras instituições culturais serão instados a reabrir se mantiverem certas precauções, e os estabelecimentos de alimentos deverão fechar às 22h, em vez das 20h.

Eventos públicos serão considerados aceitáveis se limitados a 50 pessoas.

Se tudo correr bem, o segundo estágio terá instalações sem histórico de infecções por aglomeração instadas a reabrir e os eventos serão limitados a 100 pessoas.

Na terceira etapa, todas as instalações sem histórico de aglomeração serão reabertas, os estabelecimentos de alimentos serão incentivados a operar até meia-noite e os eventos públicos serão limitados a 1.000 pessoas.

Embora Koike não tenha autoridade para declarar um estado de emergência, ela pode pedir aos residentes que se isolem voluntariamente e que as empresas fechem temporariamente.

Esses pedidos podem ser suspensos na próxima semana, se o estado de emergência for encerrado para as províncias restantes, mas Koike disse que retomará as medidas se necessário.

O estado de emergência foi declarado inicialmente para oito províncias pelo primeiro-ministro Shinzo Abe em 7 de abril. Nove dias depois foi ampliado para o resto do país.

A declaração estava originalmente programada para expirar em 7 de maio, mas foi estendida até o final do mês.

A medida foi suspensa para 39 das 47 províncias e em mais três em Kansai na quinta-feira.

Espera-se que Abe levante a ordem nas cinco restantes - Tóquio, Kanagawa, Chiba, Saitama e Hokkaido - depois que um painel se reunir na segunda-feira (25).
Fonte: Alternativa

terça-feira, 12 de maio de 2020

Governo considera cancelar estado de emergência de 34 províncias

O governo deverá anunciar ainda esta semana o cancelamento do estado de emergência de 34 das 47 províncias
Cancelamento do estado de emergência

Na segunda-feira (11) o governo entrou na fase de ajustes para o cancelamento do estado de emergência, declarado em 7 de abril, de 34 das 47 províncias do país no próximo dia 14.

Essa declaração foi feita baseada na Lei de Medidas Especiais e o Primeiro-Ministro Shinzo Abe informou “gostaria de ouvir os especialistas no dia 14 e anunciar se é possível cancelá-lo parcialmente”.

A reunião com essa equipe de especialistas acontecerá nessa data, quando serão analisadas as tendências da redução dos novos casos diariamente por província e analisar a prevenção intensiva nas 13 províncias declaradas como de vigilância especial.

As 13 províncias são Hokkaido, Tóquio, Kanagawa, Ibaraki, Saitama, Chiba, Gifu, Aichi, Quioto, Osaka, Hyogo, Ishikawa e Fukuoka.

Há uma tendência a incluir Gifu e Ibaraki para engrossar a lista das 34 províncias por causa da redução da gravidade.

Medidas econômicas adicionais
Abe disse que pretende apresentar o mais rápido possível as medidas adicionais para aprovação na Dieta, as quais incluem apoio aos estudantes universitários em situação difícil, aumento dos subsídios para ajustes de emprego e forma de dar suporte às empresas com dificuldade de pagar aluguel.

O Ministro da Recuperação Econômica incluiu um grupo de economistas na equipe de especialistas sobre prevenção contra o coronavírus para ouvi-los sobre a recuperação econômica diante das medidas preventivas, de forma coordenada.

Também enviou um comunicado para mais de 100 associações empresariais para solicitar a confecção de diretrizes de prevenção e controle da infecção no retorno à produção e expediente.
Fonte: Portal Mie com Sankei, NHK e ANN

quarta-feira, 1 de abril de 2020

“Não é o momento de declarar emergência”, diz Abe sobre avanço do Covid-19 no Japão

Premiê japonês disse ainda que mesmo que declare, cidades não poderão parar
Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou em um comitê de avaliação econômica da Câmara Alta do Japão, que o país não está em uma situação na qual seja necessário declarar estado de emergência.

O país registrou um recorde de novos casos de Covid-19 em um único dia na terça-feira (31), com mais de 200 confirmações da doença. O Japão totaliza 2.235 casos de infecções e 66 óbitos. Mais de 580 casos já foram confirmados em Tóquio.

“Acredito que não estamos em uma situação emergencial no momento. Queremos avaliar o problema considerando a vida e a saúde da população como prioridade”, ponderou Abe.

Segundo uma reportagem da emissora NHK, o governo japonês também reiterou que, mesmo que seja declarado estado de emergência no país, não será possível fechar as cidades, como aconteceu na França e em outros países mais afetados pelo vírus.

“Precisamos esclarecer que em um estado de emergência podemos tomar várias medidas restritivas, mas não podemos fazer o “lock down”, como ocorreu na França. Há um mal entendido com relação a isso”, esclareceu o primeiro-ministro, enfatizando a dificuldade de impor quarentena irrestrita para a população.

O representante do governo japonês também esclareceu que todas as possibilidades estão sendo consideradas, tendo em vista o pior cenário possível para a pandemia. Por causa das limitações do ponto de vista legal, o Japão também encontra dificuldades em forçar restrições mais severas.

“É uma situação difícil para o país, no qual nunca enfrentamos depois da Segunda Guerra Mundial”, explicou Abe. Na próxima semana, o governo japonês deve organizar as medidas econômicas emergenciais, visando manter empregos e amenizar os prejuízos que a pandemia vem causando na economia do país.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 19 de março de 2020

Japão pede a empresas de celular, luz e gás medida que permite adiar pagamento de contas

O benefício valeria para famílias que tiveram a renda reduzida devido ao surto de coronavírus
Ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Hiroshi Kajiyama

O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Hiroshi Kajiyama, pediu às empresas de luz e gás medidas que permitam adiar o pagamento de contas, informou a emissora NHK nesta quinta-feira (19).

O mesmo pedido foi feito pelo governo às operadoras de telefone celular.

As medidas valeriam para famílias com dificuldades financeiras que tiveram a renda reduzida devido ao surto de coronavírus, com possibilidade de adiar sucessivamente o pagamento das contas por um mês.

Como se trata de um pedido, e não de uma determinação, cabe às operadoras de celular e às empresas que fornecem luz e gás decidir se os procedimentos serão adotados.

A operadora de celular NTT Docomo já reagiu ao pedido do governo, adiando para maio o pagamento das contas com vencimento a partir de fevereiro.

O primeiro-ministro Shinzo Abe também deve anunciar outras providências para aliviar famílias afetadas pelo novo vírus. O governo está estudando, inclusive, uma ajuda em dinheiro para todas as pessoas.

O valor seria superior aos ¥12 mil que o Japão deu à população em 2009, no auge da crise econômica mundial.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 11 de março de 2020

Pacote aprovado pelo Japão contra coronavírus chega a ¥430 bilhões

O governo utilizará o restante da reserva orçamentária deste ano fiscal
Banco do Japão

O Japão divulgou na terça-feira um segundo pacote de medidas no valor de 4 bilhões de dólares em gastos para lidar com as consequências do surto de coronavírus, com foco no apoio a pequenas e médias empresas, à medida que aumentam as preocupações com os riscos para a economia já frágil.

O pacote, totalizando 430,8 bilhões de ienes (4,1 bilhões de dólares) em gastos, mostra quanta pressão as autoridades estão enfrentando para reforçar o crescimento frágil e conter o risco de falências corporativas, já que cancelamentos de eventos e uma queda no turismo ameaçam atingir a economia em geral.

Para ajudar a financiar o pacote, o governo utilizará o restante da reserva orçamentária deste ano fiscal, de cerca de 270 bilhões de ienes, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe.

A medida provavelmente afetará o que o Banco do Japão decidirá em sua revisão de política monetária de 18 e 19 de março.

O banco central tentará garantir que as empresas afetadas pelo surto do vírus não enfrentem um aperto financeiro antes do final do atual ano fiscal de março, informou a Reuters.

O ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, disse na terça-feira que ainda não há necessidade de um orçamento extra maior, acrescentando que as consequências do surto até agora não atingiram a escala da crise financeira de 2009.

“Precisamos verificar a situação atual”, disse Aso a repórteres após uma reunião do gabinete, acrescentando que “não há como dizer” se o governo precisa de um orçamento extra.

Financiamento especial para empresas
O Japão aumentará o financiamento especial para empresas pequenas e médias afetadas pelo coronavírus, de acordo com um documento do governo visto pela Reuters.

O governo usará instituições financeiras públicas, como a Corporação Financeira do Japão e o Banco de Desenvolvimento do Japão, para providenciar o financiamento, segundo o documento.

A medida chega no momento em que o surto crescente de coronavírus abala a economia japonesa, já à beira da recessão. Na semana passada, o ministro das Finanças exortou instituições financeiras públicas e particulares a acelerarem os esforços que visam um financiamento corporativo eficiente.

O número de casos de coronavírus no Japão passou de 1.200, incluindo passageiros e tripulantes de um navio de cruzeiro, e já matou 19 pessoas, enquanto a nação se prepara para sediar a Olimpíada de Tóquio em julho e agosto.

Como parte das medidas, cerca de 500 bilhões de ienes serão contingenciados para pequenas empresas, incluindo aquelas cujas vendas foram prejudicadas pelo surto — valor adicional aos 500 bilhões de ienes já anunciados.

Entre as outras medidas estão cerca de 200 bilhões de ienes de financiamento do Banco de Desenvolvimento do Japão e do Banco Shoko Chukin para as empresas, incluindo as maiores, como reação à crise, de acordo com o documento.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Abe pede fechamento temporário de todas as escolas do Japão

A medida começa em 2 de março até as férias de primavera, quando termina o ano letivo
escolas do Japão

O primeiro-ministro Shinzo Abe pediu o fechamento temporário de todas as escolas do Japão como forma de prevenir a propagação do coronavírus, informou a emissora NHK nesta quinta-feira (27).

Abe falou de sua intenção durante uma reunião sobre medidas de combate ao novo vírus, que já matou oito pessoas no Japão e infectou cerca de 200, incluindo crianças, sem contar 705 passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro Diamond Princess.

A medida abrangeria todas as escolas do primário (shougakkou), ginasial (chuugakkou) e colegial (koukou), a partir de 2 de março até as férias de primavera, quando termina o ano letivo.

As creches (hoikuen) e os jardins de infância (youchien) não serão incluídos na medida, segundo o Ministério da Educação.

A província de Hokkaido e as cidades de Osaka e Ichikawa (Chiba) já tinham tomado a decisão de suspender as aulas antes mesmo de qualquer medida do governo central.

"A saúde e a segurança das crianças devem estar acima de tudo. Elas e os professores ficam muito tempo juntos na sala de aula, aumentando o risco de contágio", disse Abe.

O governo vai orientar as escolas para que as cerimônias de formatura e outros eventos programados tenham medidas de prevenção ou sejam realizados com o menor número de pessoas possível, além de pedir aos alunos para evitar sair de casa.

Abe também vai solicitar às empresas que sejam compreensíveis com funcionários que precisarem faltar no trabalho para cuidar de filhos pequenos.

Segundo o governo, as próximas duas semanas serão cruciais para evitar a propagação do coronavírus. Na quarta-feira (26), Abe pediu o cancelamento ou o adiamento de eventos esportivos e culturais, levando a mudanças na programação de jogos de futebol e shows de grandes artistas.

O primeiro-ministro instruiu o governo a "preparar a legislação necessária para conter o vírus e minimizar o impacto na vida das pessoas e na economia".
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Cerimônia marca 30 anos do reinado do imperador Akihito

O imperador Akihito vai abdicar ao trono em 30 de abril
 30 anos do reinado do imperador Akihito

Uma cerimônia para celebrar 30 anos do reinado do imperador Akihito foi realizada em Tóquio, com a participação do casal imperial.

O primeiro-ministro Shinzo Abe, o orador e o presidente de ambas as câmaras da Dieta, o chefe da Justiça do Suprema Corte, membros da Dieta, representantes de negócios e embaixadores estrangeiros no Japão participaram do evento realizado no domingo (24) no Teatro Nacional.

Em seu discurso congratulatório, Abe disse que o imperador serviu como símbolo de estado e a união das pessoas durante os últimos 30 anos, conduzindo suas tarefas com devoção e sempre perto do povo.

Abe também disse que, em meio à situação internacional que muda rapidamente, a população no Japão está determinada a trabalhar para a criação de um futuro brilhante para o país como uma nação cheia de esperança e orgulho, enquanto mantém vivo em mente o modo que o imperador viveu.

O governador de Fukushima, Masai Uchinobori, e a ex-ministra de relações exteriores, Yoriko Kawaguchi, também fizeram discursos.

Kawaguchi acompanhou o casal imperial em várias visitas realizadas no exterior.

Uchinobori agradeceu ao imperador por enviar uma mensagem em vídeo ao público após o terremoto e tsunami de 2011, dizendo que isso encorajou e a uniu as pessoas.

Um cantor de Okinawa, Daichi Miura, cantou uma música escrita pelo casal imperial após eles terem conhecido pessoas que moram em um centro para hanseníase na ilha.

O imperador disse que, para os 30 anos na era Heisei, o Japão foi apoiado pelo forte desejo das pessoas buscando paz. Ele frisou que essa foi a primeira era nos períodos modernos do país que nunca vivenciou guerras.

Akihito também disse que ele conseguiu cumprir suas funções até agora graças ao povo que tem orgulho e prazer de tê-lo como símbolo da união.

Ele frisou que seus agradecimentos também vão para os altos níveis de padrões de vida e cultura que as pessoas alcançaram pelo longo curso da história.

O imperador Akihito vai abdicar ao trono em 30 de abril. A ascensão do príncipe herdeiro Naruhito ocorre no dia seguinte, em 1º de maio.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Governo do Japão considera feriado de 10 dias perto da sucessão imperial em 2019

O governo está considerando designar 1º de maio do próximo ano um feriado excepcional
Imperador Akihito, princesa Michiko e o príncipe herdeiro Naruhito

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse nesta sexta-feira (12) que o governo está considerando designar 1º de maio do próximo ano – quando o príncipe herdeiro Naruhito ascender ao trono – um feriado excepcional, em uma medida que criaria um período de Golden Week de 10 dias.

Abe também disse que um ritual para marcar a promoção do príncipe Akishino, o filho mais novo de Akihito, ao primeiro na linha do trono será realizada em 19 de abril de 2020, cerca de um ano após seu pai se tornar o primeiro monarca japonês vivo a renunciar em cerca de 200 anos.

“Vamos nos preparar cuidadosamente para uma série de rituais em que todas as pessoas possam celebrar”, disse Abe na primeira reunião de um comitê do governo que trabalhará nos detalhes das cerimônias para a sucessão imperial.

A lei japonesa estipula que um dia útil “ensanduichado” por feriados nacionais se torne automaticamente um feriado público.

Em 2019, 29 de abril e 3 a 6 de maio já são designados como feriados nacionais e públicos. Se 1º de maio for designado feriado nacional, 30 de abril e 2 de maio se tornariam feriados públicos, resultando no raro período de férias de 10 dias com início em 27 de abril, que cai num sábado.

O primeiro-ministro disse que o governo também está considerando definir 22 de outubro do próximo ano como um feriado nacional excepcional, visto que uma cerimônia de entronização será realizada nesse dia para o novo imperador.

O secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, disse em uma conferência de imprensa que o governo vai apresentar à Dieta um projeto de lei necessário para designar os feriados “assim que possível”, eventualmente em uma sessão extraordinária que será convocada no fim do mês.

Para o príncipe Akishino, o ritual “Rikkoshi no Rei” será organizado para notificar ao público que o príncipe de 52 anos se tornará o “koshi”, o título concebido ao primeiro na linha do Trono do Crisântemo.

A ocasião de estado será realizada pela primeira vez porque o novo título foi criado para o irmão mais novo, ao invés do filho, do novo imperador sob legislação especial que possibilita a abdicação do imperador Akihito, de 84 anos, que demonstrou seu desejo de se aposentar devido à idade avançada e saúde debilitada.

A Lei da Casa Imperial estipula que somente homens podem ascender ao trono da monarquia hereditária mais antiga do mundo. O príncipe herdeiro Naruhito só tem uma filha, a princesa Aiko de 16 anos.

O comitê do governo liderado por Abe decidirá sobre os detalhes dos rituais de sucessão imperial, se fazendo valer dos precedentes após a morte em 1989 do pai do imperador Akihito, Hirohito, postumamente conhecido como imperador Showa.

Outras grandes ocasiões de estado incluem o “Taiirei Seiden no Gi”, em que o imperador vai proferir suas últimas palavras aos chefes de três agências do governo no dia de sua abdicação, e o “Sokuirei Seiden no Gi”, ou cerimônia de entronização para o novo imperador que terá a participação de convidados nacionais e do exterior.

O governo também promoverá uma cerimônia que marca o 30º aniversário da entronização do imperador Akihito em 24 de fevereiro do próximo ano.
Fonte: Portal Mie com Mainichi