sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Programas de emprego no Japão treinam gueixas

Cidade de Shimoda vai utilizar 68 mil dólares em subsídios para incentivar a tradição

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Um pequeno resort no leste do Japão planeja recrutar três mulheres para se tornarem gueixas, em uma tentativa de preservar a tradição e impulsionar o turismo, afirmou uma autoridade local nesta sexta-feira.

A cidade de Shimoda, 130 km a sudoeste de Tóquio, investiu 5,23 milhões de ienes (68 mil dólares) em um projeto de formação de gueixas com duração de seis meses, utilizando subsídios nacionais disponíveis para programas de emprego, afirmou um porta-voz da cidade à AFP.

As mulheres receberão um salário diário de cerca de 6.200 ienes (80 dólares) e deverão trabalhar cinco dias por semana durante seis meses até março, explicou.

"Uma vez que elas tenham concluído o programa, apresentarão sua arte" em um festival local celebrando a vida de uma gueixa do século 19, disse.

Apesar de sua imagem no Ocidente ser normalmente ligada à de prostituta, as gueixas são, de fato, mulheres muito habilidosas que dançam, tocam instrumentos musicais e entretêm seus clientes com jogos e conversas.

A demanda por gueixas tem caído muito nos últimos anos no Japão, mas sua presença em vários eventos turísticos agradam os visitantes, afirmou o porta-voz.

Há três décadas, Shimoda possuía 200 gueixas ativas, enquanto atualmente há apenas cinco trabalhando em meio período, esclareceu o porta-voz.

E elas são as únicas pessoas que aprenderam as danças e músicas locais - bens culturais que a cidade quer preservar.

"Esperamos que (as novas gueixas) eventualmente se unam aos nossos esforços para revitalizar o turismo na cidade" e sejam empregadas no setor turístico, disse.

"Nossa esperança é de que elas se juntem às nossas cinco gueixas e carreguem nossa arte tradicional", afirmou.
Fonte: Exame com AFP

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Japão comemora Dia da Prevenção para Desastres Naturais

Prefeituras de Oizumi e Ota (Gunma) realizaram treinamento de preparação para tragédias. Brasileiros participaram.
Hoje, 1º de setembro, o Japão comemora o Dia da Prevenção para Desastres. O país que convive diariamente com terremotos e alertas se prepara para tragédias com treinamentos periódicos para a população. Neles, não há vítimas de verdade, mas dá para se ter uma ideia de como uma pessoa seria salva numa situação de emergência.

As prefeituras de Oizumi e Ota, junto com o corpo de bombeiros da província de Gunma promoveram treinamento às margens do rio Tonegawa. O cenário era um terremoto de 9 graus de magnitude na região Tokai. O tremor teria alcançado sete pontos na escala japonesa em Gunma. O carro da polícia faz o alerta, inclusive em português.

Os moradores são orientados a se dirigirem às áreas de refúgio. Um grupo de brasileiros foi de amarelo. Fácil de serem identificados. Para muitos, foi a chance de conferir de perto veículos que até então nunca tinham vistos em ação como as patrulhas, responsáveis pela recuperação da chamada “Life Line”, ou seja, as linhas de fornecimento de energia elétrica, gás e água, interrompidas no terremoto.

Tratores e escavadeiras dão apoio logístico para que as equipes das fornecedoras possam recuperar as redes. O Japão mostra que não há segredo para explicar a rapidez da restauração de estradas e a infraestrutura após grandes tragédias.

Máquinas e seres humanos, sob total organização, garantem a pavimentação das ruas e também interceptam possíveis desabamentos. Os feridos, que não podem andar, são resgatados pelos voluntários.

Lonas azuis são improvisadas para atender as vítimas. Algumas são levadas de carrinhos para os postos médicos e outras de maca. Enquanto isso, um grupo de voluntários brasileiros vai ajudar a apagar um incêndio. Com o trabalho em equipe, eles conseguem controlar o fogo nas barracas.

Lógico, que não seriam tão rápidos quanto a equipe treinada dos bombeiros, preparada especialmente para esse tipo de operação. O cenário inclui também inundações, seja pela chuva ou pelo transbordamento do rio. Sacos de areia ou terra são empilhados para formar uma barreira protetora.

O trabalho para encher os sacos é feito no próprio local. Os bombeiros também ensinam a fazer barricadas para proteger as casas de possíveis alagamentos.

Para os brasileiros que participaram do treinamento, a lição foi muito bem aprendida. “O mais importante é salvar vidas. Não ficar muito desesperado, tem que estar preparado”, diz a voluntária Cláudia Amano. “Salvar vidas” foi realmente o tema principal desse mega treinamento.

Houve inclusive asimulação de uma vítima, presa dentro de um carro. Bombeiros, ambulância. Todos estavam a postos. Havia sinal de incêndio. Depois de muito esforço, eles conseguiram finalmente abrir a porta do carro. Com a vítima presa nas engrenagens, o jeito foi cortar a lataria e serrar os vidros. Nenhum esforço é deixado de lado e o trabalho de resgate termina marcado pela agilidade e organização.

O que se percebe nesses treinamentos é que a disciplina não nasce por acaso. Todos estão preparados. E a garantia de que nenhuma vida será perdida, pelo menos, por falta de prevenção.
Fonte: IPC Digital

sábado, 28 de maio de 2011

Emprego no Japão: Hora de recomeçar para os dekasseguis

Na década passada, os dekasseguis mandavam do Japão para o Brasil, anualmente, perto de US$ 2 bilhões, segundo estimativas oficiais. Em 2002, mandaram US$ 2,5 bilhões. Eram mais de 300 mil brasileiros descendentes de japoneses, que foram trabalhar na terra de seus ancestrais. Em 2008, veio a crise mundial – e a economia japonesa foi seriamente afetada. E, neste ano, a tragédia com o terremoto seguido de tsunami.



Com tudo isso, quem hoje quer ser dekassegui? Muita gente. Entre os que vieram desempregados pela crise, ou fugidos do cataclismo de 11 de março, há muitos planos para o retorno. Afinal, a região destruída, localizada na costa nordeste do Japão, terá de ser reconstruída. E isso vai exigir muita mão de obra.

Essa, no momento, é uma ideia não só falsa, como perigosa. Quem diz são pessoas que, há anos, lidam diretamente com os esses imigrantes. É o caso de Cori Passos, sócio da Shigoto.com, agência que há 12 anos cuida da colocação e viagem de dekasseguis. Ele disse que a reconstrução, em várias regiões, vai demorar. "Muitas cidades ficam na área contaminada pela radiação atômica", avaliou.

Na Associação Brasileira de Dekasseguis (ABD), fundada há 14 anos em Curitiba (PR), o tom é o mesmo. Glória Takemoto Hamasaki, que lida diretamente com os interessados, pede "bom senso" aos que querem voltar agora. "Não há condições atualmente. O governo do Japão está com dificuldade em manter as pessoas, garantir comida e água."

As perspectivas são de que a necessidade de mão de obra aumente a partir do fim do ano. O Conselho para o Planejamento da Reconstrução do Japão previu, nos últimos dias, que o trabalho dure dez anos. Além disso, os postos que eram ocupados pelos 14,5 mil mortos (e número semelhante de desaparecidos) terão que ser preenchidos.

Mas ninguém quer esperar. Cori afirmou que muitos já chegam com o passaporte dizendo 'chega lá eu me viro'. "Mas hoje a situação está difícil", disse. Segundo Glória, eles se queixam de que fazem jornada regular de trabalho, de oito horas, e que a hora extra desapareceu.

Há os que querem mudar de emprego. "Eu digo não, estão ganhando pouco mas é garantido. Dá para pagar o aluguel, que é caro. Um casal paga US$ 700 (cerca de R$ 1,12 mil)." Para quem quer voltar ou quem quer ir, a especialista é taxativa: "Eu não aconselho. É bom cada um ficar no seu canto, é um risco ficar se mexendo nessa hora."

Glória salientou o problema da especialização da mão de obra. "Muitos não têm qualificação; aprenderam o trabalho lá no Japão como peões de linha de montagem de banco de veículo, por exemplo. Vão querer um posto de trabalho e não vão encontrar."

Em último caso, o conselho dela é: "Melhor vir do que ir". Afinal, aqui sempre se pode conseguir emprego com um parente, com ajuda de um amigo. "Lá não tem condições."
E há outro ponto, diz Helena Sanada, do Centro de Formação e Apoio do Trabalhador no Exterior (Ciate). "Depois da crise de 2008, o Japão passou a exigir que o dekassegui saiba falar, ler e escrever, ainda que minimamente, o japonês".

O Ciate é mantido pelo Ministério do Trabalho do Japão. Na década de 1990, quando os dekasseguis começaram a chegar, não sabiam nada sobre os costumes e as leis do país. O centro foi criado para orientar. Por mês, cerca de 150 interessados se inscreviam no curso, para aprender a língua japonesa, entre outros conhecimentos. Agora, a procura caiu a quase zero.

Novo cenário – Cori lembrou que o mercado de trabalho japonês mudou bastante. O setor de alimentação sempre esteve entre os que mais empregam. Mas, com o vazamento de radiação da usina de Fukushima e a contaminação de alimentos, as exportações de seus produtos declinaram.

Os dekasseguis que têm voltado desde a crise global de 2008 chegam com pouco dinheiro, constatou Glória, da ABD. Tradicionalmente, eles vinham depois de conseguir guardar uma boa quantia, muitas vezes suficiente para comprar uma casa. "Agora, eles vão embora insatisfeitos, por não terem alcançado seus objetivos." Isso explica também porque muitos querem retornar.

No caso dos que chegam, a ABD procura orientar sobre as condições atuais do mercado de trabalho brasileiro. Uma das saídas indicadas pela associação é a abertura de um negócio próprio.

Japão assiste à revoada dos estrangeiros
Os estrangeiros que deixaram o Japão, depois da tragédia de 11 de março, estão sendo chamados pelos japoneses de Flyjin – os gaijins (estrangeiros) que voaram (fly). Entre eles estavam, até 8 de abril, 7.472 brasileiros.

Os números são do Departamento de Imigração do Ministério da Justiça. Antes do 11 de março, havia no Japão 254 mil brasileiros. Formavam o terceiro maior contingente de dekasseguis, depois dos chineses e coreanos. Cerca de 185 mil chineses, 106 mil coreanos e quase 40 mil americanos também se foram.

O termo Flyjin está sendo usado informalmente em redes sociais e mensagens na internet. Seria uma reação dos japoneses que se mantiveram nos postos de trabalho, enquanto os estrangeiros fugiam. Entre esses, circula na colônia uma resposta pronta. Eles dizem que, nas demissões de 2008, motivadas pela crise econômica mundial, os japoneses foram poupados. E os estrangeiros, dispensados. E aqueles não reclamaram, como fazem agora.
Fonte: Diário do Comércio por Valdir Sanches
Fotos:
Jaime Oide e Sílvia Zamboni/Folhapress

Voltar ao Japão?: Hora de recomeçar para os dekasseguis

Passagem Aérea para o Japão: Hora de recomeçar para os dekasseguis

terça-feira, 29 de março de 2011

Centro atende em português

Serviço multilíngue e de ajuda criado após o terremoto e tsunami é prestado por voluntários de várias nações, incluindo o Brasil
Com o objetivo de informar os estrangeiros que vivem no país sobre as ações relativas ao terremoto que atingiu a região nordeste, o governo japonês mantém o Centro de Voluntariado para Desastres, criado no dia 16 de março, que reúne pessoas e organizações sem fins lucrativos para a rápida recuperação das zonas atingidas. Orientações importantes em onze idiomas, incluindo português são divulgadas no site do centro diariamente.
Este trabalho de atendimento aos estrangeiros está sendo feito pelo centro de auxílio multilíngue criado pela Associação Nacional de Gerentes de Organizações Sem Fins Lucrativos para a Convivência de Diferentes Culturas (tradução literal), com a ajuda de centros de cultura internacionais de cidades e vilas de todo o arquipélago.
"Estamos atendendo estrangeiros residentes no Japão, incluindo os brasileiros, que vivem nas áreas atingidas e proximidades, em sua língua materna", declarou especialmente ao NippoBrasil Taro Tamura, consultor do Centro de Voluntários para Desastres do Gabinete do Governo. "Imaginamos que eles sintam insegurança por não obterem informações suficientes por falta de compreensão da língua. Nós estamos atendendo estes estrangeiros e também brasileiros que possuem familiares no Japão e que queiram saber o paradeiro deles e a situação do país atualmente. O contato conosco pode ser feito por telefone, e-mail ou site", informou Tamura
"Gostaríamos de ser útil a todos os leitores do jornal NippoBrasil", concluiu o consultor.

Serviço:
Linha direta em português:
tel: 81 (80) 3486-2768 diariamente, das 9h00 às 20h (horário do Japão)
E-mail: tabumane110311@yahoo.co.jp
site: http://eqinfojp.net/
Fonte: NippoBrasil

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Livreto da Polícia de Mie aborda leis japonesas

Este livreto traz as informações e regras básicas que o residente estrangeiro deve saber
O Japão é um país de governo constitucional. Dessa forma, há várias determinações e
proibições estabelecidas por lei.

Supõe-se que as regras do cotidiano sejam basicamente semelhantes em qualquer país, mas há muitas leis e regras que se diferenciam conforme os costumes e cultura de cada país.

Este livreto traz as informações e regras básicas que o residente estrangeiro deve saber, a fim de evitar problemas gerados pela diferença de leis e regras entre seu país de origem e o Japão.

Existem ainda muitas outras leis e regras no Japão além destas mencionadas neste livreto. Por isso, procure informar-se para poder desfrutar de uma vida tranqüila no Japão.

Veja o livreto aqui.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Polícia de Aichi cria rede com mídia estrangeira

O objetivo é fornecer aos veículos de comunicação boletins para prevenção de delitos, informações sobre leis, regras de convivência, segurança pública e no trânsito
A polícia de Aichi anunciou na tarde de terça-feira (1º), o lançamento do projeto “Rede de Segurança com as Empresas de Mídia em Língua Estrangeira”. O objetivo é fornecer aos veículos de comunicação boletins para prevenção de delitos, informações sobre leis, regras de convivência, segurança pública e no trânsito elaborados pelo departamento internacional da instituição para serem repassados aos residentes estrangeiros. Representantes de cinco empresas jornalísticas participaram da solenidade de abertura do programa na sede da delegacia central de Nagoya, Aichi.

Através da parceria com a mídia comunitária a polícia pretende alcançar os residentes de língua portuguesa e espanhola numa iniciativa inédita no Japão. Na província residem 214 mil estrangeiros que representam 3% do total no país, atrás somente de Tóquio. Aichi possui a maior concentração de brasileiros com 67 mil pessoas. Os peruanos somam oito mil.

Youchi Fumiya, chefe da Delegacia Central da Polícia de Aichi, afirmou que os esforços de aproximação com os moradores estrangeiros vêm apresentando resultados positivos como, por exemplo, a participação coletiva nas patrulhas dos conjuntos residenciais.

"Ainda assim não conseguimos atingir a todos porque eles trabalham por muito tempo. Mas em 2010, quando iniciamos as atividades com a mídia, tivemos repercussão na comunidade estrangeira", analisou ressaltando a vontade de ampliar a comunicação entre os veículos e a entidade. Fumiya espera que após a implantação em Aichi o serviço seja difundido para instituições em outras províncias.

O vice-cônsul do Brasil em Nagoya Marco Kinzo Bernardy disse que o posto consular estará à disposição da segurança pública para apoiar a iniciativa e os brasileiros. "Um órgão policial que se preocupa em passar a informação ao invés de apenas prender é uma instituição à frente de seu tempo", aponta. Carlos Rios, primeiro secretário do Consulado Geral do Peru, espera com expectativa o início das atividades.

"Vai ser um sistema de diálogo franco entre a polícia e a comunidade embora as estatísticas mostrem que apenas 0,003% das ocorrências envolveram peruanos. Aichi pode ser um modelo para o Japão", opina.

Representando na solenidade oficial os veículos de comunicação estrangeira comunitária, Kiyoshi Ishihara, do grupo IPC World, disse que com esse trabalho de aproximação a imagem associada à criminalidade que parte da população tem a respeito dos estrangeiros pode ser mudada. "Isso pode ser melhorado levando as informações da polícia para onde o trabalho das associações não alcança. E nós da mídia devemos refletir sobre nosso papel social", avalia.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Saiba como chamar a ambulância

Número 119 serve para chamar a ambulância e também para casos de incêndio
Acidentes e maus súbitos deixam qualquer pessoa nervosa. Enfrentar uma situação dessas sem dominar a língua local pode parecer assustador. No Japão, porém, a rede hospitalar e clínica oferece atendimento rápido para quem sabe o passo-a-passo nos casos de urgência.
O número discado para chamar uma ambulância (119) é o mesmo utilizado para avisar sobre um incêndio. Não esqueça de informar, logo no início da ligação, que se trata de uma emergência médica.

Chamando uma ambulância
Ligue para o corpo de bombeiros pelo número 119. Esse número é comum para todo o país e funciona 24 horas por dia, sem custo.
Ligando de qualquer telefone mesmo de celular, o corpo de bombeiros saberá automaticamente onde você se encontra.
Informe se a chamada se trata de incêndio, emergência médica ou resgate e em seguida diga o sexo, a idade e os sintomas da pessoa. Confira o exemplo de diálogo abaixo:

Kochira wa 119 ban shooboosho desu. (Aqui é o número 119, Corpo de Bombeiros)
Kyuukyuusha onegai shimasu. (Por favor, preciso de uma ambulância)
Basho wa doko desu ka? (Onde aconteceu?)
Basho wa ... desu. (O local é o ...)
Anata no juusho, onamae, denwa bangoo wa? (Qual seu endereço, nome e telefone?)
Jusho wa ... desu. (Meu endereço é ...) Namae wa ... desu. (Meu nome é ...) Denwa bangou wa ... desu. (Meu número de telefone é ...)
Doo shimashita ka? (O que houve?)
Kega / kootsuu-jiko desu. (Ferimento / acidente de trânsito)
... ga itai desu / ishiki ga nai (... está doendo / está desmaiada)

Chame a ambulância somente nos casos em que realmente seja necessário. Nos últimos anos, o serviço de ambulância tem registrado casos de chamada em que a presença da ambulância não era necessária. O deslocamento da ambulância e de pessoal gera custos para os cofre públicos.