quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Seja um voluntário da LAL ( Linha de Apoio aos Latinos )


A LAL, é uma organização sem fins lucrativos que oferece apoio emocional e humano às pessoas que falam português e espanhol que vivem no Japão, seja nas dificuldades de comunicação, problemas de adaptação, solidão, dúvidas, angústias ou simplesmente para ouvir seu desabafo. O atendimento é feito por voluntários preparados no Curso de Capacitação, que é oferecido gratuitamente.

Objetivos das atividades

Por mais que os problemas tendem a variar, há um fato em comum: a pessoa que chama quer ser escutada, ela quer ser aceita como é, ser atendida com atenção, e os voluntários da LAL, são treinados para ajudar essas pessoas a encontrarem uma nova motivação e descobrir por si a resolução daquilo que a está incomodando no momento. As características da LAL são:


  •     Anonimato – Não é necessário dar seu nome nem dados pessoais
  •     Confidencialidade – Absolutamente confidencial
  •     Respeitando crenças e ideologias
  •     Serviço gratuito
  •     Orientadores habilitados


O treinamento para os voluntários começa em maio.
Local: Na cidade de Yokohama. Perto da estação de Yokohama
Objetivo: Crescimento pessoal e preparar voluntários para o atendimento na linha telefônica através da relação de ajuda.
Requisitos: Falar fluentemente português ou espanhol e ter mais de 25 anos de idade.

Para mais informações:
Tel/Fax : 045-333-6216 (Terças e Quintas-feiras das 10:00 às 16:00 hs.)
E-mail: yindlal@ceres.ocn.ne.jp

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Hospitais no Japão devem aceitar cartão do My Number a partir de 2018

Governo japonês planeja sistema de unificação, que acabará com a necessidade de apresentar o cartão do seguro de saúde
 My Number card
 
A partir de 2018, os cartões do My Number poderão ser utilizados em substituição aos cartões de seguro de saúde no Japão, informou o jornal Yomiuri nesta terça-feira (3).

O novo sistema deve facilitar a identificação do usuário e o processo de validação do serviço de saúde, além de trazer benefícios para o seguro de saúde nacional e social do país.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social estimou que, durante 2017, o gasto para a efetivação do novo sistema deve alcançar a margem de ¥24,3 bilhões.

O governo também almeja acostumar a população com o uso do My Number, que unifica os dados e registros do cidadão em prefeituras e repartições públicas.

Uma máquina especial deverá ser instalada nas instituições hospitalares e o funcionário poderá verificar a identidade e informações do paciente ao passar o cartão do My Number em um sensor.

A novidade deve facilitar todo o processo burocrático e garantir mais segurança. O envio da conta para as instituições responsáveis pelo pagamento e a validação dos dados do usuário junto a Sociedade Administrativa de Seguros de Saúde deverá ocorrer de forma mais ágil.

Uma das fragilidades do sistema atual é identificar cartões que perderam a validade recentemente.

Quando o usuário perde ou troca de emprego e, logo após, comparece em uma instituição médica, o sistema pode aceitar o cartão normalmente e a invalidação só é descoberta mais tarde.

Este tipo de problema poderá ser evitado quando o novo sistema entrar em vigor.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Última chuva de meteoros do ano atingirá pico na terça-feira no Japão

Os meteoros Geminídeas são pedaços de um cometa já extinto
chuva de meteoros no Japão

A última chuva de meteoros de 2016, chamada Geminídeas (Futagoza Ryuuseigun/ふたご座流星群, em japonês), já pode ser vista em todo o Japão e atingirá o pico nesta terça-feira (13), informou o portal Biglobe.

Os meteoros podem ser vistos a partir das 20h, mas o melhor horário para observar as chamadas "estrelas cadentes" é entre 22h de terça e 4h da madrugada de quarta. É preciso observar atentamente para a direção leste em um lugar completamente escuro, longe das luzes da cidade.

Em condições climáticas favoráveis, é possível ver até 40 meteoros por hora se desintegrando na atmosfera, formando riscos de luz que aparecem e somem rapidamente.

Segundo a empresa japonesa de previsão do tempo Weathernews, a luminosidade da lua cheia poderá prejudicar a observação dos meteoros. Além disso, a previsão é de templo nublado ou chuvoso em boa parte do Japão.

Os meteoros Geminídeas são pedaços de um corpo celeste chamado 3200 Phaeton. Os astrônomos acreditavam que se tratava de um asteroide, mas os telescópios modernos revelaram que se trata de um cometa já extinto.
Fonte: Alternativa

domingo, 13 de novembro de 2016

Japão pretende usar metais reciclados para fazer medalhas olímpicas

Os organizadores dos Jogos de Tóquio estão solicitando às empresas que cooperem na campanha de medalhas
campanha de medalhas

A gigante japonesa de telecomunicações NTT planeja participar de uma campanha para fazer medalhas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio em 2020, usando metais de equipamentos eletrônicos reciclados, divulgou a emissora NHK.

O ouro, a prata e o cobre (que é utilizado nas medalhas de bronze) podem ser reciclados de telefones celulares descartados e de outros aparelhos eletrônicos. Os organizadores dos Jogos de Tóquio estão solicitando às empresas que cooperem na campanha de medalhas.

A NTT decidiu aderir ao projecto e oferecer sugestões realistas ao comitê organizador. A empresa coleta mais de 3 milhões de telefones celulares usados anualmente através de suas lojas Docomo em todo o país.

Autoridades da empresa dizem que estima-se que serão necessárias 5.000 medalhas para os atletas nos Jogos de Tóquio.

Isso é mais ou menos a quantidade de metal de cerca de 8 milhões de celulares reciclados.

O presidente da NTT, Hiroo Unoura, disse que a empresa quer elaborar um plano de medalhas que promova a participação pública na coleta de metais preciosos em todo o país.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Japão garante pensão e ajuda nas despesas médicas às pessoas que sofrem com efeitos colaterais de remédios

Sistema atendeu 1.566 casos no ano passado, totalizando mais de ¥2 bilhões

Auxílio por Danos de Efeitos Colaterais
No Japão, pessoas que sofrem com efeitos colaterais de remédios a ponto de ter que iniciar um novo tratamento por isto podem usufruir de um sistema que cobre parte das despesas médicas e garante pagamento de pensão ou indenização em casos específicos.

Chamado de Sistema de Auxílio por Danos de Efeitos Colaterais (Iyakuhin Fukusayou Higai Kyuusai Seido/医薬品副作用被害救済制度), o programa é gerenciado pela Agência de Dispositivos Farmacêuticos e Medicinais (PMDA, em inglês).

Na prática, os usuários que podem solicitar a ajuda são aqueles que receberam receitas médicas para algum tratamento, tomaram os remédios conforme as orientações e sofreram danos extras na saúde devido aos efeitos colaterais.

O sistema também cobre danos causados por remédios comprados em farmácias e que não necessitam de receita médica, mas que foram tomados conforme as instruções na embalagem.

Estes danos não são sintomas leves que muitas medicações provocam, mas problemas mais graves que levam o paciente a iniciar um tratamento por danos na saúde causados pelo remédio.

Quem cobre os custos necessários é a indústria farmacêutica, como responsabilidade pelo desenvolvimento e comercialização da medicação que provocou os danos.

O paciente pode ser beneficiado com uma pensão no caso dos efeitos colaterais provocarem deficiência ou necessidade de tratamentos permanentes.

Se o paciente falecer, a família poderá receber a pensão por até 10 anos e a indústria também deve arcar com as despesas funerárias.

Em 2015, o sistema atendeu 1.566 casos e a cobertura de despesas e pensão ultrapassou a quantia de ¥2 bilhões, de acordo com uma reportagem da agência de notícias Jiji Press.

Para mais informações, entre em contato com a central de atendimento do sistema pelo número 0120-149-931 (ligação gratuita). O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, somente em japonês.

Valores pagos pelo Sistema de Auxílio por Danos de Efeitos Colaterais

Consultas médicas: de ¥34.300 a ¥36.300 por mês
Internação: de ¥34.300 a ¥36.300 por mês
Tratamento com internação e consultas médicas: ¥36.300 por mês
Pensão por sequelas: de ¥2.205.600 a ¥2.756.400 por ano
Pensão para responsáveis de menores de 18 anos: de ¥690.000 a ¥861.600 por ano
Pensão em caso de morte: ¥2.410.800 por ano, por um período de 10 anos
Indenização por morte: ¥7.232.400 (pagamento único)
Ajuda nas despesas funerárias: ¥206.000
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O Trajeto Escolar: Cultura da valorização da independência das crianças

Trajeto Escolar no Japão

No Japão é comum que as crianças de 6 anos, que ingressam no Ensino Fundamental, comecem a ir e a voltar de suas escolas sem a presença dos pais ou de outros adultos durante o trajeto.

À primeira vista, isto é assustador para muitas famílias brasileiras no país. No entanto, é comum e culturalmente valorizado pelos japoneses que acreditam estar favorecendo o processo de independência dos filhos.

Mas para que isso aconteça, alguns fatores favorecem:
■ As escolas costumam ser perto das residências;
■ O trânsito é seguro;
■ O índice de criminalidade no país é baixo;
■ Alguns pais voluntários colaboram no controle do tráfego na porta das escolas, nos horários de entrada e saída;
■ Grupos de alunos são organizados para caminhar nas ruas juntos, distribuindo responsabilidades entre os mais velhos.

Mas, mesmo assim, é natural sentir um frio na barriga antes de soltar os filhos sozinhos na rua. Então, para ajudar os pais neste processo, levantamos algumas dicas fornecidas também por mães que já passarem por este processo:

■ Conheça o trajeto escolar e percorra com os filhos algumas vezes, reconhecendo locais que oferecem riscos, como calçadas estreitas e buracos. Para Lilian Mishima, mãe de 5 filhos, foi importante orientar seus filhos sobre como caminhar com guarda-chuvas em calçadas estreitas, em fila e também não ficar passando de uma calçada à outra desnecessariamente;

■ Oriente as crianças a não mudar de trajeto e a respeitar somente aquele que foi percorrido e treinado com os pais, pois caso contrário corre-se o risco do desencontro numa eventual necessidade;

■ Conheça as crianças que percorrerão este trajeto junto com seus filhos. Essa também foi outra dica valiosa de Mishima. Conhecer seus pais também pode ajudar no entrosamento e na percepção de quem é deste grupo, antecipando e resolvendo possíveis problemas de relacionamento entre as crianças;

■ Ensine o número de telefone dos familiares ou deixe na bolsa um cartão com os contatos. Oriente para que liguem em caso de atraso ou paradas em parques ou outros acontecimentos;

■ Coloque um apito de alarme na mochila  para casos de emergência (chamado em japonês de Bouhanbuza: 防犯ブザー). Essa foi uma dica preciosa da Daniela Cezare Suriano, mãe de 2 filhos. Além disso, ela sugere mostrar as “casas de refúgio” indicadas pela escola para se proteger ou pedir socorro quando necessário.

Finalmente, não ache que só no Japão as crianças andam desacompanhadas dos pais nesta idade. Países da Europa também. E o Brasil não fica de fora. Muitas crianças da zona rural caminham sem seus pais até a escola. Ou seja, onde há mais segurança é possível deixar as crianças a darem passos literalmente sozinhas e, nesta idade, já é uma responsabilidade possível de se ensinar aos filhos. Eles já são capazes.
Mesmo com o coração na mão… é um momento de coragem da família! Vai dar certo! Acredite, e prepare-os antes!
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Comércio de “bento” infantil pretende libertar as mães das necessidades de prepará-los

Bento

No Japão existem duas tendências na vida das mulheres em conflito atualmente: empenhar-se numa carreira profissional (numa sociedade em que tradicionalmente as mulheres ficavam somente em casa) e ser uma mãe dedicada, presente em todos os eventos para os filhos e… enfrentar a pressão de preparar lancheiras de almoços bem elaboradas e demoradas, com personagens infantis, os chamados Kyaraben ou bento infantil.

Kyaraben é a abreviação para Kyrakuta Bento, que significa “bentô personagem”. O termo refere-se a uma lancheira ou marmita bentô cujo alimento é projetado para se parecer com personagens de videogame, jogos de celular, cinema ou quadrinhos que são populares entre as crianças. A sociedade japonesa é tanto conservadora quanto competitiva e essas características resultam na pressão social sobre as mães para preparar almoços bentô cada vez mais sofisticados para os seus filhos.

Segundo o site EatGlobe, as lancheiras bentô em si são uma parte fascinante da cultura alimentar do Japão. As primeiras lancheiras bentô surgiram no século XVI, quando o alimento foi colocado em caixas de madeira envernizadas para ser consumido ao ar livre, como em chás ou durante as excursões para observar a flor de cerejeira. Durante o período Edo (1603 – 1867), as lancheiras bentô foram usadas por viajantes e por frequentadores de teatro, que faziam uma refeição entre os atos.

No pós-guerra do Japão, a popularidade da bentô foi reforçada por pessoas que tinham menos tempo para comer em casa. Como resultado, barracas de comida ofereciam marmitas de baixo custo nas cidades, nas estações ferroviárias e perto de templos muito visitados.
No entanto, os “bentos” infantis ganharam uma condição diferenciada e, o que era para se tornar prático, complicou a vida das mães, requerendo um conhecimento e tempo considerável para fazê-los.

As feministas agora, estão criticando a pressão sobre as mulheres para preparar lancheiras cada vez mais elaboradas para os seus filhos. A boa notícia é que as forças do mercado estão colaborando para aliviar essa pressão. Como as mulheres estão trabalhando mais e tendo menos tempo para gastar na cozinha, a grande e diversificada indústria do serviço de alimentação do Japão está aproveitando, com uma infinidade de Kyaraben já prontos sendo disponibilizados para venda.
Fonte: IPC Digital com EatGlobe

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Depois de Hyogo, seguro para bicicletas será obrigatório em Osaka e Shiga

Outras províncias estudam a implementação da regra como medida de redução de danos em acidentes
seguro para bicicletas será obrigatório

As regras para ciclistas estão ficando cada vez mais rigorosas devido ao alto número de acidentes em todo o Japão.

A partir de sexta-feira (1), ciclistas na província de Osaka serão obrigados a se cadastrar em um sistema de seguros para bicicletas. A medida, que visa reduzir os danos de acidentes, já foi implementada em Hyogo no ano passado e entrará em vigor em Shiga a partir de outubro deste ano.

O objetivo principal é proporcionar ao ciclista a possibilidade de arcar com os custos médicos e indenizações necessárias após um acidente grave ou fatal.

Na cidade de Kawanishi (Hyogo), uma mulher de 74 anos foi atropelada por uma bicicleta quando voltava para a casa após jogar o lixo fora. A idosa ficou em estado vegetativo. A ciclista, uma estudante colegial, estava cadastrada em um seguro.

“Talvez a minha mãe nunca mais volte a ser o que era, mas pelo menos é um alivio saber que será possível arcar com as despesas médicas”, disse o filho da vítima, de 47 anos.

Em Osaka, o cadastro em um seguro de acidentes será obrigatório para qualquer bicicleta que circule na província, mesmo que seja de uma pessoa com registro de endereço em outra região. No caso das crianças, será dever dos pais garantir a adesão do seguro.

No ano passado, 50 pessoas morreram em acidentes com bicicletas na província de Osaka. O número de vítimas aumentou em 16 com relação aos dados de 2014. Ao total, foram 12.222 casos de acidentes registrados no último ano, o que representa o pior índice do país.

Após decidir pela obrigatoriedade do seguro, o governo de Osaka fechou negócios com empresas a fim de facilitar a adesão. Na cidade de Osaka, um seguro desenvolvido pela loja Asahi (especializada em bicicletas) e a empresa de seguros Au Sonpo garante a adesão do ciclista no sistema com o custo de ¥150 por mês. No caso de famílias, o valor da mensalidade é de ¥270. O baixo preço não reduz a eficiência do seguro, que pode arcar com despesas de até ¥100 milhões.

Além disso, parte da arrecadação do seguro será destinada às atividades de promoção de segurança no trânsito em Osaka. Para mais informações sobre a obrigatoriedade do seguro, a província está atendendo pelo número 06-6944-6736 (em japonês).

Além de Osaka e das províncias que já decidiram pelo seguro obrigatório, outras localidades estão analisando a situação. Províncias como Tóquio e Saitama anunciaram que estão verificando a situação das regiões que adotaram a regra para analisar se há necessidade.

O seguro obrigatório não é uma medida tomada apenas por províncias. Na Universidade Ritsumeikan, em Quioto, desde abril de 2012, estudantes ciclistas devem passar por um curso realizado por policiais e fazer um cadastro em um sistema de seguros.

As regras foram adotadas no espaço universitário após a ocorrência de um acidente fatal por um estudante. A obrigatoriedade fez com que uma média de 17 mil alunos aderissem ao seguro em quatro anos.
Fonte: Alternativa