terça-feira, 21 de maio de 2013

Fazenda na antiga área restrita de Fukushima começa a plantar arroz

Toda a colheita será submetida à análise de radiação antes de chegar ao consumidor

Uma fazenda na antiga área restrita em torno da usina de Fukushima começou a plantar arroz este fim de semana, sendo a primeira a retomar o cultivo desde o acidente nuclear, informou nesta segunda-feira o jornal "Japan Times". A exploração agrícola fica no distrito de Miyakojimachi da cidade de Tamura, a cerca de 15 quilômetros da usina nuclear.

O Governo japonês retirou a ordem de evacuação permanente de Miyakojimachi em abril de 2012, embora só se possa entrar na área durante o dia e os moradores, por enquanto, seja proibido pernoitar lá.

Dentre todas as áreas situadas em um raio de cerca de 20 quilômetros em torno da usina nuclear nas quais se retirou no ano passado a proibição total de acesso, Miyakojimachi é o único distrito onde as tarefas de descontaminação foram concluídas, segundo o Ministério da Agricultura e a Prefeitura de Fukushima.

Fazenda na antiga área restrita de Fukushima começa a plantar arrozAlém da fazenda que já começou a semeadura, outras duas granjas planejam começar o cultivo nos próximos dias. Os três proprietários destes terrenos, que compõem seis hectares no total, usam adubos com potássio que ajudam a reduzir a quantidade de césio radioativo que as plantas de arroz absorvem.

Todo o arroz cultivado nestas granjas será submetido a análise de radiação antes de chegar às lojas.

Atualmente, todos os produtos cultivados em Fukushima devem passar por estes exaustivos controles para poder ser comercializados.

A venda de qualquer deles é impedida se superar o limite estabelecido para vegetais, carnes e produtos marítimos, que em 2012 o Governo reduziu de 500 para 100 becquerels de césio por quilo, o que implica uma cota que, por exemplo, é seis vezes mais estrita que a da União Europeia.

O terremoto e o tsunami de 2011 provocaram na central de Fukushima um acidente nuclear, o pior desde o de Chernobyl, que ainda mantém milhares de pessoas evacuadas e cujas emissões radioativas afetaram a agricultura, a pecuária e a pesca da região.
Fonte: IPC Digital com Efe

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Japão melhora avaliação econômica pela 1ª vez em dois meses

De acordo com o relatório mensal do governo, terceira maior economia do mundo está gradualmente se recuperando

O governo japonês melhorou sua avaliação da economia nesta segunda-feira, uma vez que os sinais de um aumento nas exportações e na produção industrial somam-se às crescentes evidências de que as políticas agressivas do primeiro-ministro Shinzo Abe estão começando a reaquecer o crescimento.

A terceira maior economia do mundo está gradualmente se recuperando, de acordo com o relatório mensal do governo divulgado pelo Escritório do Gabinete.

A melhora foi a primeira em dois meses, depois de em abril o governo ter dito que a economia estava mostrando sinais de recuperação mas que ainda tinha alguns pontos fracos.

A melhora destaca o sucesso das políticas de Abe, que combina gastos com agressivo afrouxamento monetário para reanimar a economia e estão resultando em um enfraquecimento do iene.

"Esperamos que a economia continue a se recuperar uma vez que as exportações melhoram e com as medidas de política econômica e o estímulo econômico impulsionando a confiança", disse o Escritório do Gabinete no relatório.

Pessoas passando em área comercial em Shibuya: melhora foi a primeira em dois meses, depois de em abril o governo ter dito que a economia estava mostrando sinais de recuperaçãoEssa avaliação veio antes dos dois dias de reunião do banco central japonês, acabando na quarta-feira, em que a expectativa é de que a política seja mantida após o BC anunciar uma forte campanha de expansão monetária no início de abril para acabar com 15 anos de deflação.

Desde que Abe apresentou sua estratégia em novembro para acabar com duas décadas de estagnação econômica, o iene atingiu mínimas de quatro anos e meio contra o dólar e os preços das ações saltaram 70 por cento.

Abe espera que os efeitos de um mercado acionário em alta e as expectativas de mais melhora na economia geral gerem um círculo virtuoso de consumo, investimento e emprego que por fim acabará revitalizando o crescimento.

"Estamos implementando políticas fiscais e monetárias sob a administração de Abe, e isso abriu caminho para uma recuperação em forma de V", disse o ministro da Economia, Akira Amari.

"Normalmente, as exportações lideram o crescimento, mas desta vez o gasto do consumidor está tendo o papel principal", disse Amari em entrevista à imprensa após o governo divulgar sua avaliação da economia.

Dados do governo mostraram na semana passada que a economia cresceu 0,9 por cento no primeiro trimestre ante o período anterior, acima do esperado, graças a um grande ganho no consumo privado e a uma aceleração nas exportações.

O governo disse que as exportações estão mostrando sinais de recuperação, o que representou uma melhora em relação ao mês passado, uma vez que o iene fraco eleva os volumes de exportação de carros, aço e químicos, de acordo com o Escritório do Gabinete. Esse foi o segundo mês de melhora para essa avaliação.

O relatório informou que a produção industrial está gradualmente se recuperando, o que foi a primeira melhora em dois meses. Em abril, o Escritório do Gabinete disse que a produção estava apenas mostrando sinais de recuperação.

O consumo privado está se recuperando e os gastos de capital estão deixando o ponto mais baixo, completou o relatório, avaliação inalterada em relação ao último.
Fonte: Exame com Reuters

sexta-feira, 3 de maio de 2013

“Shibazakura no Oka” 2013 Shibazakura Matsuri

Chausuyama KogenChausuyama Kogen, a única pista de esqui em Aichi, se transforma na primavera! O branco do inverno dá lugar ao tapete colorido das flores de Shibazakura, a phlox subulata, da espécie Polemoniaceae.

O jardim de flores mais alto de Aichi, localizado a 1.358 m de altitude, conta com uma área de 22.000 m2, com cerca de 400.000 pés de 6 espécies e é conhecida como o “circuito celeste de flores“. Uma visão deslumbrante!

    • Período: de 11 (sábado) de Maio a 9 (domingo) de Junho
    • Local: Kita Shitara-gun Toyone-mura Sakauba Aza Goshodaira 70-185
    • Acesso: da IC de [Chikaraishi] da Sanage Green Road, seguir pela rodovia 153, passando por Neba e seguir pela rodovia estadual por cerca de 15 km ou da rodovia 153, passando por Inabu e seguir pela estrada Chausuyama Kogen Doro por cerca de 23km.
    • Estacionamento: 1.000 vagas (500 ienes/dia)
    • Informações: Chausuyama Kogen – Tel: 0536-87-2345 (em japonês)
      Fonte: Nagoya International Center

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Confiança do consumidor japonês tem maior nível em quase 6 anos

Índice para famílias em geral atingiu 44,8 em março.

Leitura abaixo de 50 sugere pessimismo do consumidor.

A confiança do consumidor japonês melhorou em março para o maior nível em quase seis anos, mostrou nesta quarta-feira (17) pesquisa do Escritório do Gabinete, indicando que políticas agressivas do governo e do banco central estão tendo o efeito desejado.

O índice de sentimento da pesquisa para famílias em geral, que inclui opiniões sobre renda e emprego, atingiu 44,8 em março, maior nível desde maio de 2007. A leitura também ficou acima dos 44,2 de fevereiro, segundo dados revisados.

Leitura abaixo de 50 sugere pessimismo do consumidor.

A pesquisa também mostrou que 71,8% dos entrevistados acredita que os preços subirão nos próximos 12 meses, maior nível desde abril de 2011.

A pesquisa de confiança do consumidor é realizada desde 1982 e "famílias em geral" são aquelas com duas ou mais pessoas.
Fonte: G1 com Reuters

terça-feira, 26 de março de 2013

Prédio 'diminui' pela metade e chama atenção de moradores em Tóquio

Empresa está usando processo para evitar barulho e sujeira de demolição.
Últimos andares funcionam como 'tampa' enquanto construção é destruída.

Grand Prince Hotel Akasaka Moradores de Akasaka, em Tóquio, notaram que algo estranho vem acontecendo com um hotel do bairro, no centro da capital japonesa. O prédio, que tinha 40 andares e 140 metros, tem sido "diminuído" pouco a pouco nos últimos meses, chegando a cerca de metade da sua altura original, em um processo diferente de demolição.

Engenheiros da empresa de demolição Taisei reforçaram os últimos andares do Grand Prince Hotel Akasaka com barras de aço para que eles funcionem como "tampa" enquanto os andares subsequentes vão sendo desmontados e os destroços são retirados.

O novo processo, mais ecológico, foi feito para conter o barulho e a sujeira causados por uma demolição convencional, além de reciclar a energia usada para se erigir um arranha-céu.

Atualmente, o ritmo da demolição faz com que a construção perca cerca de 6,4 metros a cada dez dias.
Fonte: G1 com AFP | Foto: AFP/Taisei Corporation/Seibu Properties

segunda-feira, 11 de março de 2013

Japão lembra terremoto e tsunami que devastaram país há dois anos

Mais de 18,5 mil pessoas morreram na tragédia.

Tragédia gerou a pior crise nuclear mundial desde Chernobyl.

O Japão lembra nesta segunda-feira (11), com memoriais e atos oficiais, o segundo ano do terremoto e tsunami que devastaram o país e deixaram mais de 18,5 mil mortos.

No mesmo horário em que aconteceu o terremoto às 14h46 locais (2h46 horário de Brasília), milhões de japoneses fizeram um minuto de silêncio para lembrar às vítimas da tragédia, a pior vivida pelo arquipélago desde a Segunda Guerra Mundial.

Nas três províncias mais devastadas pelo tsunami, Fukushima, Iwate e Miyagi, assim como em Tóquio e outras cidades do país, foram organizados atos comemorativos.
Visitante acende uma vela para lembrar as vítimas da tsunami e do terremoto em 11 de março de 2011
Na capital, o imperador Akihito assistiu a um memorial organizado pelo governo no Teatro Nacional ao lado do primeiro-ministro Shinzo Abe, e de membros do Executivo, além de familiares das vítimas.

O tsunami de 2011 destruiu cerca de 400 mil casas e outros edifícios no litoral nordeste do país, onde cerca de 315 mil pessoas permanecem em residências temporárias dois anos depois, além de ter provocado uma crise nuclear.

Em Fukushima, a crise nuclear - a pior desde Chernobyl em 1986 - fez com que 57 mil tivessem que abandonar suas casas devido à radiação da usina, que afetou gravemente a pecuária, a pesca e a agricultura local.
Fonte: G1 / Foto: Issei Kato / Reuters

sábado, 2 de março de 2013

Norte do Japão registra mais de cinco metros de neve

Cidades e vilarejos do norte do Japão estão passando por um inverno rigoroso que levou a um acúmulo de neve que ultrapassa os cinco metros de altura.

Na cidade de Aomori, no nível do mar, grandes quantidades de neve formam montes pelas ruas.

Mas a situação piora quando se sai da cidade. Na região mais alta, os montes de neve ficam mais altos que ônibus.

Na região do balneário termal de Sukayu, em Aomori, foram mais de cinco metros e meio de neve neste inverno, a maior quantidade já registrada no Japão.

Casa na cidade e vilarejos próximos estão embaixo de montes brancos e correm o risco de serem danificados pelo peso da neve.
Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Corinthianos devem tomar cuidados para evitar mal entendidos no Japão

Estádio Yokohama
As ruas japonesas são impecavelmente limpas, mas não têm lixeiras. Na hora de pegar um trem ou ônibus, nada de falar alto ou usar celular.

Os corinthianos já estão prontos para invadir o Japão. E eles devem ter alguns cuidados para evitar mal entendidos e dores de cabeça. No Japão não existe o ‘jeitinho’ japonês, e tudo tem que ser conforme as regras.

As ruas são impecavelmente limpas, e não têm lixeiras. Portanto, se você tiver algo para jogar fora, tem que procurar uma loja de conveniência, onde há lixeiras para cada tipo de lixo. E ninguém anda na calçada comendo ou bebendo, muito menos fumando, o que pode dar multa.

No Brasil se olha para a esquerda para ver se vem algum carro, mas no Japão se olha para a direita, porque o trânsito é do lado contrário.

Os táxis também podem confundir os brasileiros, já que o sinal vermelho significa que ele está livre. Se for verde, ocupado. E não é preciso abrir ou fechar a porta: é o motorista que faz isso. Mas é melhor evitá-los, porque saem uma fortuna. Só a bandeirada custa o equivalente a R$ 18.

No metrô e nos trens também é preciso tomar alguns cuidados. Dentro do vagão não se pode falar alto, usar o celular ou tocar instrumentos musicais. O passageiro pode ser retirado do vagão. As mesmas regras valem para ônibus e até elevadores.

E não se esqueça: os japoneses não gostam muito de contato físico. Eles não se beijam, não apertam as mãos. O cumprimento é a reverência.

O Consulado do Brasil em Tóquio até preparou um guia para o torcedor corinthiano que pode ser consultado aqui.
Clique aqui para baixar o Guia do Torcedor
Fonte: Bom Dia Brasil