sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ingressos para jogos do Mundial de clubes começam a ser vendidos em agosto

Corinthians Copa Toyota
O torcedor corintiano que sonha em ver o time em ação no Mundial de clubes, no final deste ano, no Japão, já tem uma data para comprar o seu ingresso no jogo de estreia na competição. A Fifa anunciou nesta quinta-feira que as entradas estarão à disposição dos fãs a partir de agosto.

As vendas serão abertas inicialmente para clientes dos cartões de crédito Visa, entre 11 e 18 de agosto. Os demais interessados poderão garantir o ingresso entre 9 e 23 de setembro. O processo de compra será feito no site da Fifa - www.fifa.com.

Uma nova etapa de comercialização de entradas está estipulada para acontecer entre novembro até o final do Mundial.

A data e o adversário do Corinthians na estreia do Mundial ainda não estão definidos. O torneio vai acontecer entre 6 e 16 de dezembro, e Corinthians, Chelsea, Monterrey e Auckland já estão classificados.
Fonte: ESPN

- Pacote da Copa Toyota
- Visto para o Japão Copa Toyota

sábado, 30 de junho de 2012

Medo acompanha pescadores em região marcada por desastre nuclear no Japão

Trabalhadores tentam retomar atividades em ritmo normal, enquanto autoridades se mostram cautelosas sobre acúmulo de radiação na cadeia alimentar marinha

A pesca de seis pequenos barcos - a primeira frota a retomar a atividade comercial nas águas de Fukushima desde a catástrofe nuclear do ano passado - foi colocada à venda em um supermercado local na segunda-feira, dia 25 de junho, aumentando ao mesmo tempo esperanças e preocupações em uma região que tenta retornar sua rotina.

Por enquanto, a pesca está restrita ao polvo e um tipo de marisco, pois essas espécies são menos propensas a armazenar partículas radioativas em seus corpos. Assim, a venda de peixes foi um marco para uma fonte vital de alimento e emprego na região.

"O ano passado foi longo e difícil, mas eu nunca desisti de ser um pescador", disse Toru Takahashi, 57 anos, antes de zarpar em seu barco no início do sábado, dia 23 de junho, de Matsukawa, 48 quilômetros ao norte da usina nuclear atingida Fukushima Daiichi.
Mas a esperança dos pescadores em continuar trabalhando nas águas em que pescam há décadas está causando um certo desconforto em diversas regiões do Japão. Especialistas disseram que os efeitos que a catástrofe teve sobre o oceano ainda não foram totalmente compreendidos.
Horas antes de os barcos terem descarregado suas pescas, o governo proibiu pescadores de Fukushima de venderem 36 tipos de peixes. Até então, não havia nenhuma proibição específica sobre pesca perto de Fukushima, já que os pescadores da região suspenderam voluntariamente seu trabalho após o tsunami que levou a um desastre nuclear.

"Não somos contra o retorno dos pescadores à região de Fukushima desde que eles possam mostrar que o que estão pescando não contém altos níveis de radiação", disse Yasunobu Matsui, um oficial do governo para a segurança alimentar. "Nós só não queremos que eles cometam um erro e pesquem algo contaminado."

Efeitos
O Japão ainda está lidando com os efeitos dos problemas na usina, que registrou recorde de liberação acidental de material radioativo no mar.
O que isso significa para a vida marinha está longe de ser resolvido, disse Matsui. Fora da usina, a radiação é bastante difusa para representar risco imediato para a saúde humana, mas especialistas temem que o material radioativo possa se acumular na cadeia alimentar marinha.
"Dado o fato de que o Japão tem a maior taxa de consumo de frutos do mar no mundo, entendermos o impacto da radição na vida marinha é uma tarefa muito importante", observou Ken Buesseler, químico marinho que estudou a quantidade de radiação que vazou ao longo da costa.
Fonte: iG com The New York Times

sábado, 23 de junho de 2012

Nuvem em forma de chapéu é vista no céu do Japão


Esta nuvem no raro formato de chapéu apareceu sobre o Monte Fuji, depois que um tufão atingiu o Japão.
A nuvem em forma de chapéu, também conhecida como tsurushi-gumo, ou nuvem pendurada, foi vista na manhã de quarta-feira.

O fenômeno ocorre quando os ventos na região do monte Fuji ficam muito fortes ou após tempestades tropicais.

A nuvem rara desapareceu meia-hora depois de ter sido filmada pela TV japonesa, porque o céu ficou nublado.
Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Após blecaute nuclear, Japão prepara reativação dos primeiros reatores

País planeja ligar reatores 3 e 4 da usina de Oi, em Fukui.
Crise nuclear levou governo a desligar seus 54 reatores.

O Japão planeja reativar os primeiros reatores nucleares do país na próxima semana, após ter interrompido as atividades em todas as suas centrais atômicas em maio, na esteira da crise de Fukushima, informou nesta quinta-feira (31) o diário "Nikkei".

O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, irá autorizar a reativação dos reatores 3 e 4 da usina de Oi, na província de Fukui, após ter recebido o apoio da associação de governos da região. "Pelo bem da prosperidade da economia japonesa e da sociedade, a geração de energia nuclear continua sendo importante", disse Noda.

Ainda pendente de um anúncio oficial por parte de Noda, a reabertura dos reatores de Oi representará a primeira desde que, por revisão ou manutenção, foram suspensas as atividades dos 54 reatores do país após o início da crise nuclear em Fukushima, em março de 2011.

Desde que o Japão se viu em um blecaute nuclear, em 5 de maio, fato ocorrido pela primeira vez em 42 anos, o governo exerceu pressão para reativar os reatores de Oi, para o que superou a firme oposição dos governos locais e diante do temor de não poder garantir a demanda elétrica no verão.

O primeiro-ministro quer anunciar a reabertura da central de Oi na semana que vem, para que, após um processo de reativação que dura entre quatro e seis semanas, a região de Kansai possa contar novamente com o fornecimento de energia nuclear até meados de julho, quando a demanda elétrica deverá chegar a seu máximo.

O blecaute nuclear forçou as operadoras elétricas japonesas a potencializarem o uso das usinas térmicas, o que aumenta as importações de petróleo e de gás liquefeito, afetando consideravelmente a balança comercial japonesa.
Fonte: G1 com EFE

 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Japão abandona gravatas para economizar energia

A partir deste 1º de maio, funcionários públicos do Japão podem ir trabalhar sem gravatas e de mangas arregaçadas como parte da campanha anual "Cool Biz", para economizar energia elétrica.
Neste ano, ela chegou um mês mais cedo, diante da previsão de um verão sem energia nuclear.

O tsunami do ano passado abalou a usina de Fukushima e a confiança dos japoneses na segurança da energia atômica. Tanto que hoje, só uma das 50 usinas está funcionando, e o último reator será desligado para manutenção no dia 05 de maio.

Preocupado com apagões no alto verão, o governo japonês agora se prepara para lançar a campanha "Super Cool Biz" - permitindo até sandálias e camisões estilo Havaí no ambiente de trabalho.
Fonte: BBC Brasil

sábado, 31 de março de 2012

Japão relaxa restrição em duas cidades na área de exclusão de usina

Moradores de Tamura e Kawauchi poderão visitar suas casas.
Cidades foram esvaziadas há um ano após acidente nuclear em Fukushima.

 O Japão relaxará a partir deste domingo (1º) as restrições de entrada em dois municípios situados na zona de exclusão de 20 km em torno da usina nuclear de Fukushima, informou a emissora de televisão pública "NHK".

Os residentes das localidades de Tamura e Kawauchi poderão visitar suas casas, abandonadas há um ano por causa do acidente na usina nuclear de Daiichi.

Calcula-se que a medida permitirá que 16 mil pessoas entrem novamente na zona de segurança, embora por enquanto não seja possível pernoitar no local.

Apesar da permissão, não se espera um retorno em massa dos deslocados, já que muitos indicaram que preferem aguardar o avanço dos trabalhos de descontaminação iniciados este ano.

O governo também prevê levantar as restrições de entrada em 16 de abril à cidade de Minamisoma, que tem parte de seu território dentro da área de exclusão em torno da usina nuclear.

A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (30) durante a reunião de um grupo especial de trabalho liderado pelo primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, para estabelecer novos parâmetros de classificação das zonas de exclusão de acordo com seu nível de radioatividade.

Nas áreas em que a radiação acumulada não supera 20 milisievert ao ano, o governo trabalhará para que os deslocados possam retornar a suas casas o mais rápido possível, segundo a NHK. Naquelas que apresentem até 50 milisievert anuais só será permitido o acesso restrito, enquanto ninguém poderá retornar a suas casas nas localidades em que esse nível é superado.

O acidente desencadeado na central de Fukushima pelo devastador tsunami de março de 2011 forçou a retirada de cerca de 80 mil pessoas em 11 municípios ao redor da usina.

Além de Tamura, Kawauchi e Minamisoma, as autoridades seguirão revisando as condições existentes nas outras oito localidades afetadas para decidir sobre o eventual retorno de deslocados.
Fonte: G1 com EFE

segunda-feira, 5 de março de 2012

Um ano após tsunami, Japão ainda lida com montanhas de entulho

Há quase um ano do terremoto seguido de tsunami que devastou o Japão, um dos principais desafios da reconstrução do país tem sido lidar com o entulho deixado no rastro da tragédia.

As autoridades conseguiram limpar as ruas e restabelecer as condições mínimas de vida da população nos centros urbanos das províncias mais afetadas, as de Iwate, Miyagi e Fukushima.

Segundo uma estimativa divulgada pelo governo, essas províncias produziram um total de 23 milhões de toneladas de entulho, e, até o momento, foram processados apenas 5% do material recolhido.

O entulho foi aglomerado em parques, campos de beisebol, pátios de escolas destruídas e outros espaços públicos. Carros e barcos destruídos também esperam um fim.

11 anos de lixo

O resíduo gerado em Iwate, por exemplo, equivale a 11 anos de lixo produzido pela província. Já Miyagi tem um total de entulho equivalente a 19 anos.

O custo estimado de eliminação destes resíduos passa dos R$ 16,4 bilhões.

Para piorar o cenário, outras províncias se recusam a receber o material, com medo de que o entulho possa estar contaminado com resíduos da usina nuclear de Fukushima.

Por enquanto, apenas Tóquio e Yamagata estão colaborando.

No Japão, grande parte do lixo é reciclada ou incinerada, em centros de processamento. Uma pequena parte apenas é depositada em aterros sanitários, prática pouco usada no país por causa da falta de espaço físico.

O país também exporta alguns dejetos para outros países asiáticos. Mas, no caso do entulho acumulado na região nordeste do país, o medo da contaminação nuclear tem anulado qualquer tipo de ajuda.

Segundo cálculos do governo japonês, a eliminação total de todo o resíduo gerado pelo tsunami deve se estender até março de 2014.

"Mas será extremamente difícil cumprir essa meta se o processo continuar nesse ritmo tão lento", criticou o ministro do Meio Ambiente, Goshi Hosono.

Buscas

No próximo domingo, dia 11, o Japão lembrará um ano do maior terremoto da história do país, seguido de um tsunami e de uma crise nuclear.

A tripla tragédia, segundo dados da polícia japonesa, deixou um saldo de 15.853 pessoas mortas – maior perda de vida num desastre desde a Segunda Guerra Mundial no país – e 3.283 foram dadas como desaparecidas, totalizando 19.136.

A busca pelos corpos, principalmente no mar, ainda continua.

Cerimônias especiais estão programadas durante toda esta semana e o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, pediu à população que faça um minuto de silêncio às 14h46 locais no próximo dia 11, horário exato que o grande terremoto atingiu o país.

Os canais de tevê, jornais e revistas trazem também especiais que recontam histórias e mostram o que mudou neste um ano após a tragédia que comoveu o mundo.

Lentidão

Reconstruir as cidades tem sido o maior desafio do governo japonês após a tragédia. A partir deste mês, os cofres públicos começam a liberar a primeira rodada de subsídios para as sete províncias e 59 municípios diretamente afetados pelo terremoto/tsunami.

São cerca de R$ 5,3 bilhões que devem ser aplicados na remoção de famílias para áreas mais elevadas e reconstrução de prédios públicos, como escolas, postos de saúde e portos.

No entanto, essa reconstrução caminha em ritmo muito lento e o problema não é só financeiro.

As autoridades conseguiram limpar as ruas e restabelecer as condições mínimas de vida da população.
Fonte: BBC Brasil