quarta-feira, 11 de março de 2015

3 mil alunos brasileiros precisam de aulas de reforço de japonês em Aichi

A província conta com 5.878 estudantes estrangeiros em escolas japonesas

alunos no japaoCom 5.878 crianças estrangeiras matriculadas em escolas japonesas, Aichi é a província que tem o maior número de estudantes que precisam de auxílio no estudo da língua japonesa em todo o país.

Deste número, as crianças brasileiras ocupam o primeiro lugar, com 3.088 estudantes, de acordo com os dados mais recentes de 2012.

Os estudantes filipinos somam 1.041 na província, enquanto que os falantes de espanhol estão em 767, informou o jornal Chunichi nesta quarta-feira.

Para atender aos alunos estrangeiros, o número de professores encarregados em dar aulas de reforço de japonês aumentou em 53 pessoas e foi para 415 profissionais.

As crianças estrangeiras que possuem dificuldade em acompanhar as aulas em japonês passam de duas a três horas por semana em uma classe especial, onde recebem aulas com um nível de compreensão mais fácil.

Além disso, o número de intérpretes que auxiliam as crianças na compreensão das matérias escolares também aumentou. Neste ano, os intérpretes de espanhol foram de dois para cinco, e dois novos assistentes de tagalu (língua filipina) também foram contratados. Os profissionais são enviados para as escolas que solicitam a ajuda.

O número de estudantes de nacionalidades diferentes que pretendem ingressar nas escolas de ensino médio japonesas (koukou) também está aumentando.

Atualmente, o governo de Aichi estuda a possibilidade de ampliar a seleção dos alunos em quatro escolas públicas, na cidade de Komaki, Toyota, Toyohashi e sul de Nagoia.

Como incentivo para a educação na língua japonesa, organizações sem fins lucrativos (NPO), que trabalham na assistência educacional de crianças estrangeiras em idade pré-escolar, contribuem com o governo para cobrir os custos de uma parte das despesas educacionais.

Além disso, escolas, órgãos administrativos, organizações econômicas e NPO’s estão cooperando entre si com reuniões para discutir o progresso da educação em japonês dos estudantes estrangeiros de Aichi.

O objetivo é esquematizar a situação atual dos alunos estrangeiros e buscar soluções para os problemas relacionados ao aprendizado da língua japonesa.

Para aumentar o número de classes de japonês administradas por voluntários, cursos de treinamento também estão sendo promovidos. Em um ambiente educacional, as crianças estrangeiras realizam atividades práticas, como concursos de oratória em língua japonesa.
Fonte: Alternativa

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Japão: manta solidária gigante, tecida por vítimas do desastre de 2011, entra para o Livro dos Recordes

Japão: manta solidária gigante, tecida por vítimas do desastre de 2011, entra para o Livro dos RecordesUma manta de 476 m2, tecida por vítimas do desastre de 2011, conseguiu entrar para o Guinness, o Livro dos Recordes.

A iniciativa partiu de um alemão que vive em Yokohama. Bernd Kestler solicitou pela internet, em 2012, que as pessoas lhe enviassem peças de crochê de 20 cm2. A ideia era tecer uma enorme manta que simbolizasse calor e aconchego às pessoas afetadas pelo tsunami.

Uma manta de 476 m2, tecida por vítimas do desastre de 2011, conseguiu entrar para o Guinness, o Livro dos Recordes.
Kestler reuniu 11.000 peças e, com a ajuda de vítimas do desastre, confeccionou uma grande manta. Posteriormente, a peça foi dividida em partes menores e distribuída entre as pessoas que ocupam os alojamentos provisórios, preparados para as pessoas que perderam suas casas.
Fonte: IPC Digital com Jornal Rhein-Zeitung e Kyodo News

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Yamanashi é considerada a melhor província para quem deseja viver no interior

Monte Fuji, vinho e outros encantos fizeram de Yamanashi a melhor província para viver no interior
A NPO Furusato Kaiki Shien Center (Centro de Apoio ao Regresso à Terra Natal, na tradução literal) anunciou ontem (10/02), em Tóquio, o resultado da pesquisa que realiza anualmente sobre as províncias que mais recebem votos dos interessados em ter uma vida mais tranquila no interior. A província de Nagano que aparecia em primeiro lugar durante 4 anos foi deixada para o segundo pela concorrente Yamanashi.

O ranking das províncias que mais obtiveram interesse no processo migratório é:

  1. Yamanashi
  2. Nagano
  3. Okayama
  4. Fukushima
  5. Niigata
  6. Kumamoto
  7. Shizuoka
  8. Shimane
  9. Toyama
  10. Kagawa

As 3 primeiras colocadas, províncias de Yamanashi, Nagano e Okayama, são as que após o Grande Terremoto do Leste do Japão (em 2011) abriram as portas como destinos migratórios.

Segundo a avaliação dessa NPO a província de Yamanashi ofereceu durante todo o ano passado seminários sobre seus pontos fortes e sugestões de empregabilidade e moradia, divulgando amplamente as ofertas de forma gratuita. Segundo a análise da NPO, informar a disponibilidade de vagas para trabalho teria sido o ponto forte para a província subir no ranking, pois essa é a grande preocupação de quem pensa em sair de um grande centro para uma vida mais tranquila no interior.

A procura por informações nessa NPO aumentou em 1,4 vezes em relação ao ano de 2013, somando mais de 10 mil pessoas de várias faixas etárias, mas o interesse das pessoas de 20 a 40 anos vem aumentando, informa Ko Takahashi, o presidente da instituição.

Monte Fuji, vinho e outros encantos fizeram de Yamanashi a melhor província para viver no interior
Segundo levantamentos da rede de TV ANN a província de Yamanashi é cheia de encantos, a começar pela paisagem. De lá se pode ver o monte Fuji e também as famosas plantações de uva. No ranking é a maior produtora dessa fruta e, consequentemente, dos vinhos nacionais. Ela também aparece no ranking nacional como a província com o maior número de bibliotecas (cálculo de 1/1 milhão de habitantes), maior engarrafadora de água mineral, maior número de instalações para idosos (cálculo de 1/100 mil habitantes) e maior número de atividades voluntárias voltadas para pessoas portadoras de deficiência.

Segundo a NPO a proximidade e a facilidade de se locomover para Tóquio também foi apontada como uma das vantagens, além da bela natureza, cheia de parques de flores que podem ser apreciadas nas 4 estações do ano.

Fonte: IPC Digital com Yahoo, ANN e Departamento de Turismo da Província de Yamanashi

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Alta tecnologia em novas salas de cinema em Tóquio

Toho Cinemas
Esta primavera será um bom momento para os amantes do cinema. Embora vários cinemas tenham fechado suas portas, duas novas salas serão inauguradas em Tóquio, informou o Japan Today.

A sala Yebisu Garden, próxima à estação Ebisu está fechada desde 2011, mas vai reabrir em 28 de março. A Toho Cinemas, que abriu um novo local em Nihonbashi no ano passado, continua a expandir seus negócios e abrirá um novo conjunto de salas em Kabukicho, Shinjuku.

A novidade em Shinjuku será inaugurada no dia 17 de abril e incluirá 12 telas, 2.300 assentos e será a primeira no Japão a utilizar o novo sistema de som da IMAX e bancos de couro, similares ao das classes executivas dos aviões.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Com a queda de população, JR Kyushu quer operar estações sem funcionários

JR-KyushuA JR Kyushu, em 2016, irá operar suas 100 maiores estações de trem sem nenhum funcionário. A empresa está analisando formas de reduzir seus custos e aumentar a eficiência no serviço.

De acordo como o Asahi Shimbun, as primeiras 50 estações, a maioria ao redor da cidade de Fukuoka, irão operar sem funcionários nesta primavera. Serviços de shinkansen e rotas de turistas permanecerão com atendimento normal. Em março do último ano, a JR Kyushu reportou uma perda de 15.6 trilhões de ienes em suas operações.

Um dos motivos do prejuízo da companhia é a redução do número de moradores que habitam as proximidades das estações, uma vez que a baixa natalidade e a migração dos jovens para os grandes centros, como Tóquio, Nagoya e Osaka, fazem com que os usuários de trens sejam cada vez mais escassos na região.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Miniveículo Tanto da Daihatsu é o carro mais vendido no Japão

Miniveiculo-Daihatsu-TantoO miniveículo Tanto, da Daihatsu, foi o carro mais vendido no Japão em 2014. De acordo com dados das três entidades representantes da indústria automobilística do Japão, as boas vendas teriam sido resultado do aumento do imposto sobre consumo em abril (de 5% para 8%), que atraiu os consumidores para o mercado de veículos de porte pequeno por causa do preço e do custo com manutenção.

Os miniveículos (carros com motores de até 660cc) ocuparam sete posições no top 10 dos veículos mais vendidos no ano.

Fabricado desde 2003, o modelo Tanto totalizou 234.456 unidades vendidas em 2014, um crescimento de 62,1% em comparação com o período anterior. O compacto Aqua, da Toyota, perdeu a liderança alcançada em 2013 e ficou em segundo lugar, com 233.209 unidades (queda de 11,1% em relação ao período anterior). O Fit da Honda foi o terceiro, seguido pelo compacto Prius da Toyota.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Por que os japoneses comem bolo no Natal?

bolodenatal
Apenas cerca de 1% da população japonesa é cristã, mas ao visitar grandes centros urbanos do Japão, a impressão que se tem é de um país que ama a data comemorativa do nascimento de Jesus Cristo. A decoração natalina extravagante é encontrada nas lojas, parques públicos e até nos famosos bolos de natal.

Para o mundo ocidental, bolo e natal não tem nenhuma relação, mas para o povo japonês, o bolo natalino tem um forte simbolismo de prosperidade e superação. Sua história está ligada à ascensão do Japão após a sua derrota na Segunda Guerra Mundial.

Depois da guerra, soldados americanos vieram realizar o trabalho de reconstrução do país. A economia japonesa estava em ruínas e a escassez de alimento era comum. Doces e guloseimas, considerados artigos de luxo para um povo que ainda se recuperava dos estragos da guerra, eram doados pelos soldados americanos em sinal de reconciliação durante as festividades natalinas. Surgiu, então, a primeira relação entre natal e sobremesa.

Mas não foram somente soldados que vieram para Japão após a guerra. Missionários cristãos também trouxeram os presentes e o conceito natalino para escolas e famílias japonesas. Os japoneses adotaram uma versão animada e comercial do natal, que era menos sobre a religião e mais sobre prosperidade. A população japonesa passou a adotar o natal como uma festividade comemorativa de troca de presentes, romantismo e decoração.

Mas por que o bolo?
O bolo foi introduzido no Japão no século 17, muito antes da guerra, mas vários dos itens necessários para fazê-lo eram raridades no país, como açúcar, leite e manteiga. Saborear um pedaço de bolo era um privilégio reservado apenas para a elite.

Após a recuperação do país e a ascensão econômica, os ingredientes tornaram-se mais acessíveis para classe média recém formada, que aprovou a sobremesa e a adotou como um símbolo de prosperidade financeira e superação pós-guerra.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Castelo de Nijo é opção para fugir da multidão de turistas em Quioto

Local foi construído em 1603 para ser residência de Ieyasu Tokugawa, o primeiro shogun do período Edo

Castelo de Nijo
Que tal aproveitar Quioto no outono, mas fugir da multidão de turistas que abarrotam os pontos mais famosos e tradicionais da cidade? Um lugar imperdível é o Castelo Nijo (二条城, Nijojo). Nos jardins ainda dá para apreciar a coloração avermelhada e amarela das folhas de algumas árvores.

O castelo foi construído em 1603 e servia de residência na cidade para Ieyasu Tokugawa, o primeiro shogun do período Edo (1603-1867). Mas foi somente seu neto, Iemitsu, que conseguiu ver o local totalmente pronto, 23 anos depois que as obras começaram.

Depois do fim do xogunato Tokugawa, em 1867, o local foi usado como palácio imperial por um tempo e depois doado à cidade. As estruturas são, sem dúvidas, os melhores exemplos originais e que sobreviveram ao tempo da arquitetura feudal do Japão.

Por isto, o castelo foi designado como Patrimônio Mundial da Unesco, em 1994.

Quando entramos no prédio principal, ouvimos um rangido que sai do chão conforme caminhamos. Esse barulho era proposital para que se ouvisse quando alguém adentrasse o castelo e, assim, uma forma de segurança contra os inimigos.

O palácio é dividido em diversas salas, ligadas por corredores enormes. Impossível não se impressionar com tamanha grandeza e riqueza de detalhes.

Depois de ver o interior do palácio, é hora de apreciar os jardins do lado de fora. É possível subir na estrutura de pedras da antiga torre de observação. De lá, tem-se uma imagem geral do palácio e de parte do jardim.

Guias de áudio em inglês e outros idiomas estão disponíveis logo na entrada (500 ienes o aluguel). Vá com roupas e calçados confortáveis, pois a caminhada pelos jardins é longa.

No final da caminhada, já próximo à saída, há um museu com as pinturas originais que estavam dentro do palácio. É preciso pagar uma taxa extra, mas para quem gosta de arte e história do Japão, vale a pena a visita.

O jardim do palácio possui ainda um pomar de ameixas e cerejeiras, que são as atrações entre fevereiro e abril.

kyoto_nijo_castle

Como chegar
A entrada do Castelo de Nijo fica bem próximo da saída do metrô, estação Nijojo Mae, da linha Tozai.
Da estação de Quioto, pegar a linha Karasuma em direção a estação Oike Karasuma e transferir para a linha Tozai. A viagem leva cerca de 15 a 20 minutos e custa ¥ 260. Os mais dispostos pode ir caminhando até o castelo e ir apreciando as casas antigas.
Horário: 8h45 às 17h (entrada permitida até 16h)
Preço: ¥600 (adultos), ¥350 ou ¥200 (crianças e adolescentes)
Endereço: Nakagyo-ku, Nijo-dori Horikawa Nishi iru, Nijojo-cho 541
Telefone: 075-841-0096
Site: http://www.city.kyoto.jp/bunshi/nijojo/
Fonte: Alternativa